Plano reúne cinco projetos estratégicos para logística, produção rural, ordenamento territorial, recursos hídricos e inovação, com previsão de integração ao planejamento e ao orçamento municipal
Porto Velho, RO – Cinco projetos considerados estruturantes passaram a compor uma agenda de longo prazo voltada ao crescimento de Porto Velho nas próximas décadas. As propostas abrangem infraestrutura logística e industrial, desenvolvimento agropecuário, organização territorial, gestão das águas e inovação tecnológica. As ações fazem parte do Plano de Ação Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável do Município de Porto Velho (PAEDS), que estabelece horizonte de planejamento até 2050.
Entre as iniciativas está o Plano Diretor de Integração Logística e Industrial (PDILI), elaborado para aproveitar a posição geográfica do município, fortalecer os sistemas de transporte e estimular condições para a expansão das atividades industriais.
Outra frente reúne as Administrações Regionais, os Planos de Estruturação Distrital e o Ordenamento Territorial. Nesse eixo, estão previstas medidas para ampliar a descentralização administrativa, aproximar os distritos da sede municipal e organizar a ocupação do território.
A produção rural também integra a carteira de projetos. O Desenvolvimento Agropecuário Diversificado e Sustentável prevê ações direcionadas à diversificação das atividades no campo, ao uso sustentável dos recursos naturais e ao fortalecimento de atividades relacionadas à bioeconomia.
Na área ambiental e urbana, o projeto Caminho das Águas pretende aproximar a gestão dos recursos hídricos do planejamento territorial. As medidas incluem ações para redução de alagamentos, recuperação e despoluição de igarapés, além da revitalização de áreas verdes.
O quinto projeto, denominado Porto Digital Amazônico, está relacionado à Política Municipal de Inovação. A iniciativa busca ampliar a presença de Porto Velho nos segmentos de tecnologia, pesquisa, conhecimento, economia criativa e inovação.
O PAEDS foi desenvolvido em parceria entre a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan), vinculada à Secretaria Municipal de Economia (Semec), e a Fundação da Universidade Federal do Paraná (FUNPAR). A elaboração teve como finalidade identificar oportunidades, limitações e potencialidades do município e converter o diagnóstico em projetos capazes de orientar políticas públicas.
O trabalho foi organizado em quatro fases: instalação e elaboração do plano de trabalho, diagnóstico, formulação estratégica e institucionalização e governança. Durante esse processo, foram produzidos 13 produtos validados, realizadas três visitas técnicas, 16 workshops, dois grandes eventos públicos e mais de 30 reuniões técnicas com secretarias municipais.
Representantes do poder público, do setor produtivo, de instituições e da sociedade civil participaram da construção do documento. Na fase de diagnóstico, ocorreram 10 workshops virtuais voltados a diferentes setores, além de encontros presenciais sobre áreas como saúde, indústria e agropecuária.
Também foram realizadas visitas aos distritos, audiência pública e seminário de planejamento. As informações reunidas subsidiaram a definição das prioridades e a elaboração de cenários para o município.
A análise adotou a matriz SWOT, metodologia utilizada para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. A partir desse levantamento, foram estabelecidas bases para a formulação das estratégias previstas no plano.
Além da definição dos projetos, o PAEDS apresenta mecanismos destinados a dar continuidade às ações ao longo dos anos, evitando que o planejamento fique limitado a uma única gestão municipal.
Uma das recomendações é a criação de uma comissão permanente encarregada de acompanhar o plano, monitorar a implantação das estratégias e avaliar os resultados alcançados.
Também está prevista a incorporação dos projetos aos instrumentos oficiais de planejamento e orçamento do município, entre eles o Plano Plurianual (PPA) e as Leis Orçamentárias Anuais (LOAs). A finalidade é aproximar os objetivos de longo prazo das ações administrativas e dos recursos disponíveis.
O modelo de governança inclui ainda uma estratégia de articulação institucional e comunicação destinada a ampliar a participação de parceiros. Governo do Estado, entidades empresariais, instituições de ensino e pesquisa, FIERO e Sebrae estão entre os atores que podem participar dessa agenda.
A intenção é formar uma rede de cooperação para apoiar a execução das iniciativas e transformar potencialidades econômicas, sociais e ambientais de Porto Velho em projetos de desenvolvimento.
Sustentabilidade, inovação e inclusão social foram definidos como os três eixos transversais da visão projetada para 2050. O planejamento considera que investimentos em infraestrutura, produção, tecnologia, ordenamento territorial e recursos naturais precisam ser conduzidos de maneira integrada.
A secretária executiva de Planejamento da Semec, Larissa Ananda, afirmou que o PAEDS estabelece uma agenda estratégica para o município e ressaltou que a etapa seguinte será garantir a institucionalização das propostas e sua incorporação ao planejamento e ao orçamento público. Segundo ela, o acompanhamento permanente será necessário para transformar a visão projetada em ações e resultados para a população.
O prefeito Léo Moraes destacou a necessidade de conciliar os desafios atuais com o planejamento das próximas décadas. “Porto Velho precisa pensar no futuro sem deixar de enfrentar os desafios do presente”, afirmou. Segundo o prefeito, a proposta é fortalecer a economia, ampliar oportunidades e preparar o município para os próximos anos com base em inovação, sustentabilidade e planejamento.
Com informações de: Agência Brasil
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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