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“Água não é mercadoria”, diz Samuel Costa ao rejeitar privatização da CAERD

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Candidato ao Governo de Rondônia defende manutenção da companhia sob controle público, concurso para reforçar quadro de servidores e participação dos trabalhadores nas decisões sobre saneamento

Por Yan Simon - terça-feira, 15/09/2026 - 14h04

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Porto Velho, RO – O candidato ao Governo de Rondônia Samuel Costa (PSB) se posicionou contra a privatização da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD) e defendeu que os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e saneamento permaneçam sob responsabilidade pública.

A posição foi apresentada nesta terça-feira (15), durante a Plenária Sindical Plataforma CUT, realizada na sede do Sindicato dos Urbanitários de Rondônia (SINDUR), em Porto Velho.

“Água não é mercadoria. É um serviço essencial e precisa ser tratado como prioridade pelo poder público”, afirmou Samuel.

O candidato defendeu que a ampliação do acesso à água tratada, à rede de esgoto e ao saneamento básico seja conduzida pelo Estado, com planejamento e investimentos públicos.

Durante a plenária, Samuel também questionou os efeitos que uma eventual privatização poderia produzir para os usuários dos serviços.

Entre os pontos que, segundo ele, precisam ser considerados estão o custo para a população, a qualidade do atendimento e a capacidade de expansão da rede para áreas que ainda necessitam de investimentos.

A defesa de uma CAERD pública foi acompanhada da proposta de reforçar a estrutura interna da companhia.

Samuel afirmou que pretende realizar concurso público para ampliar o quadro de servidores e fortalecer a capacidade operacional da empresa.

Para o candidato, qualquer discussão sobre o futuro da companhia também deve incluir trabalhadores, sindicatos e usuários.

“Precisamos discutir o futuro da CAERD ouvindo os trabalhadores, os sindicatos e a população”, declarou.

A participação na plenária sindical foi utilizada ainda para defender uma relação permanente de diálogo entre o Governo do Estado e as entidades representativas dos servidores.

Samuel sustenta que trabalhadores diretamente envolvidos na prestação dos serviços públicos devem participar das discussões que possam alterar a estrutura e o funcionamento das empresas estaduais.

Na avaliação apresentada pelo candidato, saneamento básico deve ser tratado como política pública essencial e não apenas sob uma lógica comercial.

A proposta defendida por Samuel combina a manutenção da CAERD sob controle público, investimentos para ampliar o atendimento, reforço do quadro funcional por meio de concurso e participação das entidades sindicais no debate sobre os rumos da companhia.

Samuel Costa disputa o Governo de Rondônia pelo PSB, com o número 40.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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