Pressão pelo impeachment de Moraes, desgaste de Acir, substituição de Ezequiel Neiva, Operação Dreno e a recuperação de Laércio Torres também movimentam a reta final
Prof. Herbert Lins – MTE 1143
A pressão chegou ao Amapá: Nikolas cobra Alcolumbre e transforma o impeachment de Moraes em bandeira da direita
CARO LEITOR, a pressão da direita pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, ganhou novo palco no Amapá. No dia 13 de setembro, o deputado Nikolas Ferreira (PL) realizou ato político em Macapá e cobrou do senador Davi Alcolumbre (União) que coloque em pauta o pedido de afastamento do magistrado. Não por acaso, a manifestação ocorreu na base eleitoral do presidente do Senado e reuniu apoiadores da direita, além de críticas a Alcolumbre e seus aliados locais, como o governador Clécio Luís (União) e o senador Randolfe Rodrigues (PT). O recado foi direto: a direita quer transformar a insatisfação com Moraes em pressão política sobre o Senado. Resta saber se Alcolumbre resistirá ao cerco ou se a pressão das ruas e, possivelmente das urnas, chegará, enfim, ao plenário.
Exige
Levantamentos e relatórios da Polícia Federal associam nomes de ministros do STF a agendas, reuniões, menções, materiais e diálogos relacionados a Daniel Vorcaro e ao Caso Master. O quadro exige transparência e explicações públicas.
Espanto
O Caso Master parece um novelo de lã: a cada dia, surge uma nova ponta envolvendo autoridades e o banqueiro Daniel Vorcaro. As revelações causam espanto e ampliam a cobrança por esclarecimentos sobre essas relações. O país merece respostas, não silêncio.
Cruzou
Assim como Nikolas Ferreira (PL) cruzou o país para cobrar o impeachment de Alexandre de Moraes, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), candidato ao Senado, esteve no ato em Macapá para pressionar o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União).
Alinhamento
Em seu discurso, Bruno Bolsonaro (PL) afirmou que a Polícia Federal aponta Moraes como criminoso, cobrou de Alcolumbre a pauta do impeachment e puxou o coro de “Fora, Moraes”, reforçando seu alinhamento com a direita e com o bolsonarismo.
Interlocução
A cada dia, Bruno Bolsonaro (PL) revela maior proximidade com a cúpula do PL, sobretudo com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Se eleitos, essa sintonia poderá abrir portas no Planalto e representar uma interlocução política relevante para Rondônia.
Entrevistas
Em entrevistas recentes, Silvia Cristina (PP) tratou com naturalidade sua passagem pelo PDT e pelo PL. A cada eleição, uma nova sigla, um novo projeto e a mesma busca por mandato. O troca-troca partidário, porém, já começa a cobrar explicações.
Coerência
Para o eleitor, mudar de legenda sucessivamente não é mero detalhe burocrático. Partido também representa identidade, valores e posicionamento. Quando a sigla muda conforme a eleição, fica a pergunta: onde está a coerência política que deveria orientar o mandato?
Jogo
Na corrida pelo Senado, esse histórico pode virar munição dos adversários. Aliança política é legítima, mas trocar de partido a cada eleição pode transmitir a imagem de quem muda de camisa conforme o jogo. E o eleitor pode cobrar a conta na urna.
Derrota
Falando em jogo, Acir Gurgacz (PDT), após sucessivas derrotas judiciais e disputas sob judice, poderá enfrentar uma fragorosa derrota para Silvia Cristina (PP) em Ji-Paraná. O revés teria um peso político simbólico.
Criador
Silvia Cristina (PP) é uma criação política de Acir Gurgacz (PDT). Pelo andar do jogo eleitoral, o criador poderá ser derrotado pela criatura e sair das urnas menor do que entrou em Ji-Paraná, justamente onde construiu parte de sua trajetória.
Renovação
Acir Gurgacz (PDT) é uma das primeiras vítimas de Alexandre de Moraes no STF, não conseguiu transformar o episódio em capital político. Sem renovação, mantém um marketing eleitoral ultrapassado e distante de jovens e adultos.
Pressão
Acir também vem sendo cobrado publicamente pela cúpula do PT por seu posicionamento sobre o apoio ao presidente Lula (PT-SP). O histórico dirigente petista Edson Silveira chegou a criticá-lo nas redes, afirmando que “petista não é bobo”, elevando a pressão.
Movimentação
A movimentação do campo petista em torno do segundo voto ao Senado pode abrir espaço para Neidinha Suruí (PSB), enquanto Acir Gurgacz (PDT) enfrenta o desafio de preservar apoio nesse eleitorado. O cenário expõe uma disputa dentro do campo progressista.
Imbróglio
Falando em movimentação, o ex-tucano e vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) entrou no imbróglio eleitoral de Rondônia ao declarar apoio a Expedito Netto (PT), enquanto Samuel Costa, candidato do PSB ao Governo, mantém o confronto com a direção nacional da legenda.
Divisão
O gesto do ex-tucano Alckmin (PSB) expõe a divisão do PSB: de um lado, a direção que decidiu apoiar Netto (PT); de outro, Samuel Costa (PSB), que contesta a intervenção e acusa a cúpula nacional de atropelar o projeto estadual. A crise está longe de ser silenciosa.
Manifestação
Mais que um vídeo de apoio, a manifestação do ex-tucano Alckmin (PSB) joga luz sobre a disputa interna que atingiu o PSB de Rondônia. Para Samuel Costa (PSB), a intervenção representa uma ruptura com a direção estadual que conduziu seu projeto eleitoral. O episódio ainda rende faísca.
Simboliza
O vídeo de Geraldo Alckmin (PSB) em apoio a Expedito Netto (PT) vai além do confronto com Samuel Costa (PSB): também simboliza o atropelo à trajetória de Vinicius Miguel (PSB), que presidia a legenda antes da intervenção nacional.
Sonhava
Duas derrotas no TRE-RO encerraram o projeto eleitoral de Ezequiel Neiva (PL), que sonhava com uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com o prazo de substituições encerrado, o PL preservou a legenda e trocou o deputado por Adriano Kroetz, o “Adriano Bombeiro”.
Mexe
Politicamente, a substituição muda o jogo para o PL. Ezequiel Neiva (PL) tem mandato, grupo político e capital eleitoral acumulado; Adriano Bombeiro entra agora na disputa para ocupar um espaço já desenhado. A troca mexe na estratégia e redistribui votos e apoios.
Barrado
O registro de Ezequiel Neiva (PL) foi barrado por condenação por improbidade administrativa, mantida por órgão colegiado do TJRO. A decisão suspendeu seus direitos políticos por oito anos. O caso envolve acordo arbitral do DER com a Construtora Ouro Verde e ressarcimento de R$ 18,5 milhões.
Preconceito
O TRE-RO negou, por unanimidade, o registro de Lauro Fernandes da Silva Junior, ex-diretor da Caerd e candidato a deputado estadual pelo PSD. A decisão considerou condenação por injúria por preconceito mantida pelo TJRO.
Homofóbico
O caso ganhou contornos ainda mais graves porque, segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, mensagens enviadas pelo então diretor operacional da Caerd, Lauro Fernandes (PSD), atingiram a orientação sexual e a identidade de gênero da vítima, com expressões pejorativas e conteúdo homofóbico.
Respeito
No caso de Lauro Fernandes (PSD), não se trata apenas de uma condenação judicial ou de um registro eleitoral negado. A homofobia, quando reconhecida pela Justiça, revela um comportamento discriminatório que também tem consequências políticas. Vida pública exige respeito, não preconceito.
Intensifica
A 20 dias da eleição, Alex Redano (Republicanos) intensifica a agenda pelo interior e reforça o perfil municipalista. A estratégia é ampliar apoios nos municípios dos Vales do Jamari e do Guaporé e consolidar sua reeleição.
Aposta
Falando em ampliar, Alex Redano (Republicanos) também aposta forte no Alto Madeira. Em Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim, o deputado deverá conquistar votação expressiva, fortalecendo sua posição na disputa por mais um mandato na Assembleia.
Avalia
A coluna conversou com responsáveis técnicos de escritórios especializados em contabilidade eleitoral para saber como o mercado avalia a atuação da ACOTEC — investigada na Operação Dreno da Polícia Federal — nas eleições de 2024. A resposta foi unânime: escritório sério.
Valores
E tem mais: os profissionais ouvidos afirmam que os valores cobrados pela ACOTEC nas prestações de contas dos candidatos majoritários e proporcionais ficaram abaixo dos preços praticados no mercado. Ou seja, preço baixo, por si só, não transforma serviço contábil em irregularidade.
Narrativa
Falando em irregularidade, é preciso separar suspeita de prova. Se houve fraude, desvio ou serviço fictício, que se apresentem as evidências. Porque, até aqui, cobrar menos que o mercado não é crime. No jornalismo, acusação sem prova vira apenas narrativa.
Vítima
A BR-364 fez mais uma vítima no fim de semana. Desta vez, Laércio Torres (Avante), candidato a deputado estadual e ex-secretário de Obras de Vilhena. O veículo saiu da pista ao evitar uma colisão com uma carreta.
Recuperação
Laércio sofreu lesões em duas vértebras e passou por cirurgia no Hospital Regional de Cacoal. Após o procedimento, o médico confirmou a perda dos movimentos das pernas, mas destacou que a recuperação ainda será acompanhada.
Viva
Enquanto Laércio enfrenta uma batalha pela recuperação, sua militância assumiu outro desafio: manter sua candidatura viva nas ruas. Agora, seus apoiadores se tornam seus olhos, sua voz e seus braços na busca pelo voto, enquanto ele se recupera.
Sério
Falando sério, a eleição segue seu curso, mas há momentos em que a disputa pelo voto fica pequena diante da vida. Laércio Torres agora enfrenta uma batalha maior que qualquer urna. Que sua recuperação seja rápida e que a esperança vença.

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AUTOR: HERBERT LINS





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