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ELEIÇÕES 2026

Debate da SIC TV reúne propostas, confrontos e acusações nos principais momentos dos seis candidatos ao Governo de Rondônia

Debate da SIC TV reúne propostas, confrontos e acusações nos principais momentos dos seis candidatos ao Governo de Rondônia
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Encontro exibido pela afiliada da Record em Rondônia colocou Marcos Rogério (PL), Samuel Costa (PSB), Adailton Fúria (PSD), Hildon Chaves (União Brasil), Expedito Netto (PT) e Pedro Abib (MDB) frente a frente; saúde, infraestrutura, concessões, educação, agricultura, ciência, violência contra a mulher e acusações pessoais dominaram as rodadas

Por Yan Simon - terça-feira, 22/09/2026 - 16h20

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Porto Velho, RO – O debate da SIC TV com os seis candidatos ao Governo de Rondônia, realizado na noite de 21 de setembro, reuniu Marcos Rogério (PL), Samuel Costa (PSB), Adailton Fúria (PSD), Hildon Chaves (União Brasil), Expedito Netto (PT) e Pedro Abib (MDB) em confrontos diretos, perguntas de telespectadores e considerações finais.

A SIC TV é afiliada da Record em Rondônia, e o encontro foi tratado previamente na cobertura local como o debate decisivo do primeiro turno. A mediação foi do jornalista Cícero Moura. A SIC TV é dirigida por Marlon Leoni, enquanto Quétila Ruiz, chefe de Jornalismo, esteve no comando jornalístico do debate.

Imagem de abertura do debate da SIC TV com candidatos ao Governo de Rondônia
ELEIÇÕES 2026 · GOVERNO DE RONDÔNIA

Debate SIC TV:
propostas, cobranças e confrontos

Seis candidatos frente a frente em três blocos. O raio-X organiza os principais eixos apresentados, os pontos de pressão de cada participante e as decisões sobre direitos de resposta.

Emissora: SIC TV, afiliada da Record em Rondônia Mediação: Cícero Moura Direção: Marlon Leoni Jornalismo: Quétila Ruiz

O debate combinou propostas de governo, perguntas de telespectadores e confrontos diretos sobre saúde, infraestrutura, energia, educação, agricultura, ciência, segurança e integridade pública. As acusações pessoais foram mantidas como declarações atribuídas — não como fatos comprovados.

6candidatos
3blocos
3rodadas de confronto direto
6perguntas de telespectadores
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01 · FORMATO

Como o debate foi estruturado

A organização anunciou três blocos, com confrontos diretos, participação de telespectadores e considerações finais.

1º bloco

Confronto + público

Uma rodada de confronto direto e uma rodada com seis perguntas selecionadas de telespectadores.

2º bloco

Dois confrontos

Duas rodadas de confronto direto entre os candidatos, sob as mesmas regras da rodada inicial.

3º bloco

Fechamento

Considerações finais em ordem definida previamente por sorteio, com 1 minuto e 30 segundos para cada candidato.

Saúde e hospitaisBR-364 e infraestruturaEnergisa e CaerdEducação e inclusãoAgricultura e industrializaçãoCiência e tecnologiaViolência contra a mulherIntegridade e acusações
Critério editorial: para manter equilíbrio, os candidatos não recebem nota nem ranking. Cada perfil traz cinco eixos de proposta/defesa e cinco pontos de pressão, cobrança ou controvérsia registrados no debate.
02 · LEITURA GERAL

O eixo do confronto

Saúde e infraestrutura dominaram as propostas. Energia, legado de gestões, integridade e acusações pessoais concentraram os embates mais duros.

Saúde

Hospitais e regionalização

João Paulo II, hospital de traumas, hospital de Cacoal, Ji-Paraná, contratação de especialistas, telemedicina e saúde mental apareceram em diferentes propostas.

Infraestrutura

Estradas e pedágio

BR-364, Rodovia do Boi, pavimentação de distritos, drenagem e conexões municipais dividiram os candidatos sobre prioridades, execução e responsabilidade política.

Confronto

Acusações e respostas

O segundo bloco terminou com quatro direitos de resposta concedidos e um pedido negado, após trocas envolvendo corrupção, abuso, drogas e gestão pública.

CANDIDATO 01

Marcos Rogério

PL · Governo de Rondônia

5 EIXOS APRESENTADOS
01

Saúde em três eixos

Defendeu colocar a fila para andar usando a rede municipal, construir um hospital de urgência na capital e implantar um hospital de traumas na região central.

02

Trauma com recurso do Detran

Propôs financiar o hospital de traumas com recursos do Detran, relacionando a estrutura ao volume de atendimentos ortopédicos decorrentes de acidentes de trânsito.

03

Rotas alternativas à BR-364

Apresentou a Rodovia do Boi e outros eixos de pavimentação como alternativas para reduzir a dependência da BR-364 e conectar regiões do estado.

04

Energia e concessões

Disse que não pretende conceder benefício à Energisa e que cobraria valores devidos. Também se posicionou contra a concessão da Caerd nas condições então discutidas.

05

Proteção às mulheres

Propôs ampliar a Patrulha Maria da Penha, entregar dispositivo de alerta para mulheres protegidas por medidas e criar o programa Aurora para acolhimento de vítimas e filhos.

5 PONTOS DE PRESSÃO
01

Eletrobras

Pedro Abib questionou seu papel na privatização da Eletrobras. Marcos confirmou que foi relator da medida provisória e sustentou que o caso era diferente da concessão da BR-364 e da situação da Caerd.

02

BR-364 e atuação política

Pedro também perguntou sobre a atuação do governo estadual e de agentes eleitos durante a concessão da rodovia. Marcos atribuiu a decisão ao governo federal e disse que, como governador, teria adotado postura de enfrentamento.

03

Energisa

Adaílton Fúria o pressionou sobre a dívida da Energisa e relacionou sua atuação na Eletrobras ao debate sobre energia. Marcos negou qualquer plano de benefício e disse que cobraria a empresa.

04

Hospital de Ji-Paraná

Fúria cobrou a demora de um hospital em Ji-Paraná e questionou promessas anteriores. Marcos respondeu que havia garantido recursos, terreno e andamento do projeto, cuja execução caberia ao município.

05

Acusação e direito de resposta

Expedito Netto apresentou acusação de corrupção contra Marcos. A banca concedeu direito de resposta por “fato questionável e ofensa pessoal”; Marcos negou a acusação e a classificou como mentira.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nas considerações finais, vinculou a candidatura ao campo conservador, declarou apoio a Flávio Bolsonaro e afirmou conhecer os 52 municípios de Rondônia.

CANDIDATO 02

Samuel Costa

PSB · Governo de Rondônia

5 EIXOS APRESENTADOS
01

Estrutura próxima ao João Paulo II

Propôs articular com União e Prefeitura de Porto Velho o aproveitamento de uma obra próxima ao João Paulo II para ampliar a capacidade de atendimento.

02

Saúde mental 24 horas

Defendeu fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial e criar CAPS com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, citando ludopatia, depressão e ansiedade.

03

Formação de especialistas

Defendeu especialização de médicos e criticou o uso amplo de contratação por pessoa jurídica em determinadas especialidades, que chamou de “pejotização”.

04

Educação inclusiva

Propôs equipes multiprofissionais, com fonoaudiólogos, terapeutas e psicólogos, para ampliar o atendimento a crianças neurodivergentes e autistas.

05

Tributação da soja

Defendeu tributar a soja para financiar manutenção de estradas e associou a medida à proposta de reduzir a carga de ICMS sobre o trabalhador.

5 PONTOS DE PRESSÃO
01

Contratação de especialistas

Fúria rebateu a crítica à contratação via pessoa jurídica e argumentou que há especialidades que não aderem a concursos e precisam de contratação direta.

02

Educação e TEA

Samuel cobrou Hildon sobre acolhimento de crianças neurodivergentes. Hildon respondeu apresentando resultados de alfabetização de sua gestão, deslocando o confronto para a comparação de prioridades educacionais.

03

Pesca e salários

Samuel questionou Expedito sobre resultados obtidos na Secretaria Nacional de Pesca e valores recebidos em salários. Expedito contestou as críticas e afirmou ter trabalhado e entregue ações no setor.

04

Acusações feitas por Expedito

Expedito dirigiu a Samuel acusações relacionadas a corrupção e abuso. Samuel pediu direito de resposta, que foi concedido, e afirmou não possuir condenação criminal.

05

Acusação de uso de drogas

Samuel desafiou Expedito a provar que não usava drogas. A banca concedeu direito de resposta a Expedito e classificou a fala como “ofensa sem provas”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No encerramento, respondeu às acusações pessoais, pediu que o eleitor deixasse preferências ideológicas em segundo plano e voltou a defender o corte de privilégios e a tributação do “baronato da soja”.

CANDIDATO 03

Adaílton Fúria

PSD · Governo de Rondônia

5 EIXOS APRESENTADOS
01

Saúde de Cacoal como referência

Usou a gestão em Cacoal para citar maternidade, UPA pediátrica, hospital municipal, hospital de campanha e atendimento a pacientes como modelo que pretende ampliar para o estado.

02

Ji-Paraná e regionalização

Defendeu estadualizar a saúde de Ji-Paraná, fortalecer a Macro 2 em Cacoal e reduzir o fluxo de pacientes que precisam seguir até Porto Velho.

03

Concurso e especialistas

Afirmou ter convocado mil servidores em concurso para saúde e educação em Cacoal e defendeu manter contratação individual via PJ para especialidades que, segundo ele, não aderem a concurso.

04

Programa Moto Legal

Propôs devolver motocicletas apreendidas aos proprietários mediante parcelamento das dívidas e manter o dono como fiel depositário em novas apreensões.

05

Energisa e infraestrutura

Disse que tentaria revogar o perdão da dívida da Energisa e defendeu pavimentação de ligações entre municípios, com ênfase em obras acompanhadas de drenagem.

5 PONTOS DE PRESSÃO
01

Modelo de contratação

Samuel Costa contestou as contratações via PJ, associando-as à precarização e à “cartelização” da saúde. Fúria respondeu que certas especialidades exigem esse formato por falta de adesão a concursos.

02

Hospital alugado

Pedro Abib questionou se o hospital de Cacoal havia sido construído ou instalado em imóvel alugado por inexigibilidade. Fúria confirmou a adaptação de uma antiga faculdade e explicou o procedimento de chamamento seguido de inexigibilidade.

03

Complexo hospitalar federal

Pedro também criticou a opção pelo imóvel alugado diante de uma obra hospitalar federal inacabada. Fúria respondeu que a população não poderia esperar a conclusão e defendeu o atendimento já em funcionamento.

04

Rejeito de asfalto

Hildon Chaves citou inquérito sobre rejeito de asfalto e afirmou que material teria sido levado a propriedade ligada ao pai de Fúria. Fúria negou, disse que o caso havia sido arquivado e separou sua responsabilidade da do pai.

05

Cirurgias, UTI e vínculo político

Marcos Rogério cobrou números de cirurgias, citou promessa de UTI e questionou a proximidade de Fúria com o governo estadual. Fúria respondeu com números de procedimentos e disse que a direção partidária não comandava sua forma de governar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nas considerações finais, voltou a apresentar a saúde de Cacoal como principal credencial administrativa e afirmou que pretende levar essa experiência para o Governo de Rondônia.

CANDIDATO 04

Hildon Chaves

União Brasil · Governo de Rondônia

5 EIXOS APRESENTADOS
01

Agricultura familiar

Defendeu a agricultura familiar como prioridade e afirmou que investimento de aproximadamente R$ 40 mil a R$ 50 mil por família pode gerar impacto direto no comércio dos municípios.

02

Articulação regional

Defendeu que o governador articule Rondônia com Acre, Amazonas, Mato Grosso e Congresso Nacional para ampliar capacidade de negociação e destravar projetos.

03

Rodovia do Boi e pedágio

Apontou a Rodovia do Boi como eixo logístico importante e sustentou que a Procuradoria do Estado poderia questionar aspectos do pedágio, embora tenha tratado a concessão como situação juridicamente consolidada.

04

820 km de asfalto

Afirmou ter entregue 820 quilômetros de asfalto em Porto Velho e disse que adotou o critério de antiguidade das demandas para definir prioridades.

05

Alfabetização

Disse que a proporção de crianças alfabetizadas na idade certa teria passado de 30 em cada 100 para 95 em cada 100 ao fim de sua gestão municipal.

5 PONTOS DE PRESSÃO
01

Energisa

Fúria afirmou que Hildon, quando presidente da AROM, participou da defesa de uma solução favorável à Energisa. Hildon respondeu que era uma demanda coletiva dos prefeitos e que fatos juridicamente consolidados não poderiam ser simplesmente desfeitos.

02

Distritos de Porto Velho

Marcos Rogério perguntou se houve erro na forma de tratar os distritos, citando União Bandeirantes. Hildon respondeu que bairros urbanos aguardavam pavimentação havia décadas e que a gestão adotou o critério de anterioridade.

03

Educação inclusiva

Samuel Costa contrapôs os indicadores de alfabetização com a cobrança por acolhimento de crianças com TEA e outras neurodivergências.

04

Asfalto e drenagem

Fúria criticou obras de pavimentação da capital, afirmando que parte teria sido executada sem drenagem e que distritos foram abandonados. Hildon havia defendido seu volume de pavimentação e experiência na área.

05

Viabilidade financeira

Questionado sobre prioridades iniciais de governo, Hildon chamou atenção para uma “fragilidade financeira substancial” apontada pelo Tribunal de Contas e criticou propostas que, na avaliação dele, não explicavam como seriam financiadas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No último bloco, afirmou ser o mais preparado pela combinação de idade e experiências e encerrou em tom de humor, sugerindo funções hipotéticas aos adversários em uma eventual gestão.

CANDIDATO 05

Expedito Netto

PT · Governo de Rondônia

5 EIXOS APRESENTADOS
01

Industrialização do agro

Defendeu agregar valor a café, cacau, peixe, castanha e couro, com industrialização, cooperativas e abertura de mercados para produtos de Rondônia.

02

Trabalho no sistema prisional

Propôs instalar atividade industrial próxima aos presídios para que apenados trabalhem e a receita seja direcionada à educação e profissionalização dentro do sistema.

03

Novo João Paulo II

Disse que, no primeiro dia de governo, montaria equipe para planejar um novo João Paulo II com metas auditadas e planejamento, relacionando a proposta à mortalidade infantil e à centralização do atendimento.

04

Cultura local

Criticou a devolução de recursos destinados à cultura e defendeu prioridade para artistas locais, cinema e festas tradicionais, citando o Flor do Maracujá e eventos municipais.

05

Ciência no campo

Defendeu levar tecnologia ao pequeno produtor e à agricultura familiar, recuperar capacidade de assistência técnica e usar ciência para elevar produtividade e industrialização.

5 PONTOS DE PRESSÃO
01

Pesca e remuneração

Samuel Costa cobrou resultados da passagem de Expedito pela Secretaria Nacional de Pesca e questionou valores recebidos em salários. Expedito respondeu que trabalhou, apresentou ações e rejeitou a caracterização feita pelo adversário.

02

Caso citado por Samuel

Samuel levantou acusação de corrupção contra Expedito. Expedito afirmou que o caso mencionado havia sido arquivado e devolveu acusações ao adversário.

03

Acusações contra Samuel

Expedito acusou Samuel de corrupção e de abuso. Samuel solicitou direito de resposta, que foi concedido, e negou possuir condenação criminal.

04

Acusação de uso de drogas

Samuel acusou Expedito de usar drogas. A banca concedeu direito de resposta a Expedito por “ofensa sem provas”.

05

Acusações contra Marcos e Fúria

Expedito também fez acusações de corrupção contra Marcos Rogério e Adaílton Fúria. Ambos receberam direito de resposta da banca; no caso de Marcos, a decisão citou “fato questionável e ofensa pessoal”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nas considerações finais, voltou a falar de corrupção, defendeu o presidente Lula e os trabalhadores e pediu voto para Luciana Oliveira ao Senado.

CANDIDATO 06

Pedro Abib

MDB · Governo de Rondônia

5 EIXOS APRESENTADOS
01

Ressocialização e prevenção

Defendeu ressocialização de apenados por educação e profissionalização e associou a prevenção da criminalidade à permanência do jovem na escola e à redução do déficit de aprendizagem.

02

Saúde com dados e telemedicina

Propôs auditoria da fila de regulação, uso de diagnóstico e dados, telemedicina e consórcios intermunicipais para aproximar especialidades dos pacientes.

03

Ciência, tecnologia e inovação

Defendeu política permanente de CTI e propôs uma lei que obrigue o Estado a investir um percentual mínimo do PIB em ciência, tecnologia e inovação.

04

Proteção integral às mulheres

Propôs rede integrada entre segurança e assistência social, delegacia 24 horas, suporte psicossocial e condições para que vítimas tenham renda e consigam recomeçar a vida.

05

Servidor público

Defendeu qualificação, valorização, ambiente digno de trabalho e implementação da NR-01 para cuidado psicossocial dos servidores.

5 PONTOS DE PRESSÃO
01

Eletrobras, BR-364 e Caerd

Marcos Rogério rejeitou a equivalência feita por Pedro entre privatização da Eletrobras, concessão da BR-364 e eventual concessão da Caerd, sustentando que os processos tinham naturezas e responsáveis diferentes.

02

Hospital de Cacoal

Fúria rebateu a crítica de Pedro ao hospital instalado em imóvel alugado, explicou o chamamento e a inexigibilidade e argumentou que a urgência do atendimento justificava a adaptação da antiga faculdade.

03

Financiamento da ressocialização

Expedito concordou com educação e profissionalização, mas contrapôs que o Estado precisava gerar recursos e defendeu trabalho remunerado/produção dos apenados como fonte para financiar essas ações.

04

Duas referências diferentes ao aluguel

No confronto sobre o hospital, Pedro primeiro afirmou que o aluguel custaria cerca de R$ 1 milhão por ano e, mais adiante, disse “um milhão por mês”. A transcrição registra as duas formulações sem esclarecer qual valor ele pretendia sustentar.

05

Tom de confronto com “continuísmo”

Pedro enquadrou adversários como representantes da “velha política” e do “continuísmo”, especialmente nas críticas a Fúria e Hildon, transformando sua participação também em confronto direto sobre legados administrativos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No encerramento, criticou continuísmos, defendeu renovação administrativa e apresentou sua candidatura como uma opção de gestão técnica e qualificada.

03 · BANCA

Direitos de resposta no fim do 2º bloco

As decisões abaixo reproduzem o anúncio feito pela mediação. A concessão de resposta não transforma a acusação discutida em fato comprovado.

NEGADO

Hildon Chaves

Pedido em relação a fala de Adaílton Fúria não foi aceito pela banca.

CONCEDIDO

Samuel Costa

Direito de resposta concedido em razão de fala de Expedito Netto.

CONCEDIDO

Marcos Rogério

Pedido contra fala de Expedito Netto foi aceito por “fato questionável e ofensa pessoal”.

CONCEDIDO

Expedito Netto

Resposta concedida após acusação de uso de drogas feita por Samuel Costa; a banca registrou “ofensa sem provas”.

CONCEDIDO

Adaílton Fúria

Direito de resposta concedido por fala de Expedito Netto sobre corrupção em seu governo.

Marcos Rogério · PL

Conservadorismo, apoio a Flávio Bolsonaro e conhecimento dos 52 municípios.

Samuel Costa · PSB

Resposta às acusações, crítica a privilégios e defesa de uma candidatura apresentada como alternativa aos blocos tradicionais.

Adaílton Fúria · PSD

Experiência em Cacoal e saúde municipal como principal referência de gestão.

Hildon Chaves · União Brasil

Experiência, preparo e encerramento bem-humorado ao sugerir funções aos adversários.

Expedito Netto · PT

Defesa de Lula e dos trabalhadores, retomada do tema corrupção e apoio a Luciana Oliveira para o Senado.

Pedro Abib · MDB

Crítica ao continuísmo, defesa de renovação e ênfase em gestão técnica.

Especial · Debate SIC TV — Governo de Rondônia 2026. Conteúdo organizado a partir da transcrição integral do programa e das informações editoriais fornecidas para a reportagem.

Nota metodológica: propostas, números e alegações aparecem como foram apresentados pelos candidatos. Acusações permanecem atribuídas a seus autores. As decisões sobre direitos de resposta reproduzem o anúncio da mediação e não constituem checagem independente do mérito das alegações.

Ao longo do programa, os candidatos alternaram a apresentação de propostas com questionamentos sobre administrações anteriores, decisões políticas, relações partidárias e episódios envolvendo os próprios adversários. As rodadas também produziram pedidos de direito de resposta analisados pela organização do debate.

Marcos Rogério (PL): saúde, infraestrutura e cobranças sobre privatizações e Energisa

Marcos Rogério concentrou parte de sua participação em saúde, infraestrutura e proteção às mulheres. Defendeu a regionalização do atendimento, utilização das estruturas municipais, implantação de um hospital de urgência na capital e de um hospital de traumas na região central do estado, que propôs financiar com recursos do Detran.

“O que nós vamos fazer é colocar a saúde para funcionar, regionalizar o atendimento, garantir um hospital novo na capital e um hospital de trauma no interior.”

Na infraestrutura, Marcos Rogério defendeu rotas alternativas à BR-364 e fez referência à Rodovia do Boi. Na área de proteção às mulheres, apresentou medidas que incluíram ampliação da Patrulha Maria da Penha, equipamento destinado a alertar vítimas sobre a aproximação de agressores monitorados e estrutura de acolhimento para mulheres e filhos.

Durante os confrontos, o candidato foi questionado por Pedro Abib sobre a privatização da Eletrobras, a concessão da BR-364 e uma eventual concessão da Caerd. Marcos respondeu que os casos possuíam características diferentes, confirmou ter relatado a medida provisória envolvendo a Eletrobras e afirmou ser contrário à concessão da Caerd nas condições discutidas.

Adailton Fúria também direcionou questionamentos a Marcos Rogério sobre a dívida da Energisa. Marcos negou que pretendesse beneficiar a empresa e declarou que cobraria os valores considerados devidos.

Outro momento de tensão ocorreu quando Expedito Netto apresentou uma acusação contra Marcos relacionada a corrupção. A banca responsável pela análise dos pedidos concedeu direito de resposta ao candidato, considerando que houve “fato questionável e ofensa pessoal”.

Assim, a participação de Marcos combinou a defesa de regionalização da saúde, novos hospitais, infraestrutura rodoviária e medidas de proteção às mulheres com cobranças sobre privatizações, Energisa e acusações feitas diretamente por adversários.

Samuel Costa (PSB): saúde mental, educação inclusiva e confronto pessoal com Expedito Netto

Samuel Costa levou ao debate temas relacionados à saúde mental, formação de especialistas, educação inclusiva e política tributária.

Ao tratar de ludopatia, depressão e ansiedade, defendeu o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial e a criação de Centros de Atenção Psicossocial com atendimento permanente.

“A ludopatia, que é a doença em jogos de azar, bete, tigrinho, cassino, tem endividado mais de 45% do povo do norte do Brasil. E essa pandemia silenciosa tem feito endividamento das famílias. Nós vamos, juntamente com os municípios, fortalecer a rede RAPS e criar CAPS 24 barra 7. 24 horas, 7 dias por semana, para que durante o sofrimento, a depressão, a ansiedade, que não é frescura, não é nada de bezebudo, satanás, é um problema de sofrimento mental.”

Samuel também defendeu a especialização de médicos, criticou determinadas formas de contratação de profissionais por meio de pessoa jurídica e propôs equipes multiprofissionais para atendimento de crianças neurodivergentes.

No campo tributário, defendeu a tributação da soja como mecanismo de financiamento de políticas públicas.

As posições provocaram respostas dos adversários. Fúria contestou a crítica de Samuel às contratações de especialistas por pessoa jurídica e argumentou que determinadas especialidades médicas não aderem a concursos públicos.

Hildon Chaves foi cobrado por Samuel na área educacional. Hildon apresentou índices de alfabetização atribuídos à própria administração, enquanto Samuel insistiu na necessidade de ampliar o atendimento a crianças com transtorno do espectro autista.

O momento de maior tensão ocorreu no confronto com Expedito Netto. O embate inicialmente envolveu a área da pesca e valores recebidos em salários, mas evoluiu para acusações pessoais.

Expedito fez acusações contra Samuel relacionadas a corrupção e suposto abuso. Samuel negou possuir condenação e, posteriormente, desafiou Expedito a provar que não utilizava drogas.

A banca concedeu direitos de resposta aos dois candidatos em momentos distintos. No episódio envolvendo a acusação sobre drogas, a fala foi enquadrada como “ofensa sem provas”.

Samuel, portanto, alternou propostas sobre saúde mental, educação inclusiva, médicos e tributação com confrontos administrativos e um dos momentos mais pessoais de todo o debate.

Adailton Fúria (PSD): gestão em Cacoal, hospital municipal e acusações sobre rejeito de asfalto

Adailton Fúria utilizou sua administração em Cacoal como uma das principais referências durante o debate.

Na saúde, citou hospital municipal, UPA pediátrica, maternidade, realização de concurso e contratação de especialistas. Também defendeu a estadualização da saúde de Ji-Paraná.

Entre outras propostas, apresentou o programa Moto Legal, destinado a permitir a devolução de motocicletas apreendidas mediante parcelamento das dívidas, e defendeu a ampliação das ligações rodoviárias no estado.

Questionado por Pedro Abib sobre o hospital de Cacoal, explicou que a estrutura foi instalada em um antigo prédio de faculdade e justificou a decisão pela necessidade de colocar o atendimento em funcionamento.

“Eu não posso ver o senhor acamado em casa, gemendo de dor, esperando a boa vontade de um gestor e eu esperando um hospital que tá pro governo fazer ficar pronto. Eu sou humano, candidato.”

Fúria também utilizou a dívida da Energisa como um dos principais temas de confronto. Declarou que, caso eleito, tentaria reverter o benefício concedido à empresa.

Ao mesmo tempo, recebeu cobranças de diferentes adversários.

Samuel Costa questionou o modelo de contratação de médicos. Pedro Abib perguntou diretamente se o hospital de Cacoal havia sido construído ou alugado. Fúria respondeu que houve adaptação de um antigo imóvel de faculdade e afirmou que o procedimento envolveu chamamento público e posteriormente inexigibilidade.

O confronto mais sensível ocorreu com Hildon Chaves. O ex-prefeito de Porto Velho citou um inquérito envolvendo rejeito de asfalto e afirmou que material teria sido levado para uma propriedade relacionada ao pai de Fúria.

Fúria negou irregularidade, afirmou que a denúncia havia sido arquivada e respondeu:

“Meu pai tem um CPF, eu tenho outro.”

Marcos Rogério também questionou a relação de Fúria com o governo estadual e cobrou informações relacionadas ao funcionamento e às cirurgias realizadas no hospital municipal.

Fúria teve, assim, como principais eixos a utilização da gestão de Cacoal como modelo, a defesa do hospital municipal e de políticas na área de saúde, além da necessidade de responder a questionamentos sobre contratações, estrutura hospitalar, relação política com o Governo de Rondônia e o episódio envolvendo rejeito de asfalto.

Hildon Chaves (União Brasil): experiência administrativa, alfabetização e cobranças sobre distritos e Energisa

Hildon Chaves utilizou sua experiência na Prefeitura de Porto Velho como uma das bases de sua participação.

Abordou infraestrutura, educação, agricultura familiar e articulação política. Disse ter entregado 820 quilômetros de asfalto durante sua administração municipal e afirmou que as prioridades adotadas consideraram a antiguidade das demandas.

Na educação, destacou indicadores de alfabetização e atribuiu os resultados às ações desenvolvidas durante sua gestão.

“De cada 100 crianças, quando eu assumi, de cada 100, apenas 30 eram alfabetizadas na idade certa. Ao final do nosso mandato, de cada 100 crianças 95 passaram a ser alfabetizadas na idade certa.”

Hildon também defendeu maior articulação do governador com a bancada federal e com outros estados e destacou políticas relacionadas à agricultura familiar.

Durante o debate, entretanto, recebeu questionamentos sobre Energisa, distritos de Porto Velho e educação inclusiva.

Fúria atribuiu a Hildon participação na defesa de uma solução considerada favorável à Energisa durante o período em que presidia a associação de municípios.

Hildon respondeu que a questão não poderia simplesmente ser desfeita caso já estivesse juridicamente consolidada.

Marcos Rogério cobrou Hildon sobre a forma como os distritos de Porto Velho foram tratados durante sua administração e mencionou União Bandeirantes.

Hildon respondeu que regiões da área urbana da capital possuíam demandas acumuladas havia décadas e que sua administração adotou critérios de prioridade.

Samuel Costa, por sua vez, contrapôs os indicadores apresentados por Hildon na alfabetização com questionamentos relacionados ao atendimento e acolhimento de crianças neurodivergentes.

A participação do ex-prefeito combinou números de sua administração, especialmente em pavimentação e alfabetização, com cobranças diretamente relacionadas às decisões tomadas durante seus mandatos em Porto Velho.

Expedito Netto (PT): industrialização, sistema prisional e o confronto mais pessoal do debate

Expedito Netto apresentou propostas voltadas à industrialização da produção, ciência e tecnologia, sistema prisional, cultura e trabalhadores.

Na agricultura, defendeu maior agregação de valor a produtos produzidos em Rondônia e citou café, cacau, peixe, castanha e couro.

Ao tratar do sistema prisional, defendeu a aproximação entre indústrias e unidades penitenciárias como forma de gerar trabalho para os apenados e recursos para políticas de ressocialização.

“Eu estou pensando em levar a indústria para perto do presídio e botar o apenado para trabalhar. A gente precisa ressocializar e eu tenho muita preocupação com quem está aqui fora. Tenho preocupação quem está lá dentro, mas também com quem tá aqui fora e eu quero botar indústria para que eles possam produzir, gerar imposto, gerar receita para o estado de Rondônia para que a gente possa investir em educação dentro dos presídios.”

Expedito também defendeu utilização de tecnologia para elevar produtividade e industrialização e criticou a devolução de recursos destinados ao setor cultural.

Os principais momentos negativos de exposição ocorreram nas trocas de acusações com Samuel Costa e nas intervenções da banca responsável pelos direitos de resposta.

Samuel questionou Expedito sobre resultados de sua atuação na área da pesca e sobre salários recebidos. Expedito respondeu citando ações relacionadas ao setor e afirmou que os pagamentos correspondiam ao trabalho realizado.

Em outro momento, ao responder a Pedro Abib sobre assédio eleitoral, Expedito citou acusações de corrupção contra adversários. Marcos Rogério pediu direito de resposta e teve o pedido aceito.

No confronto seguinte, Expedito fez acusações pessoais contra Samuel Costa. Samuel também obteve direito de resposta.

A disputa escalou quando Samuel desafiou Expedito a realizar exame para demonstrar que não utilizava drogas. A banca também concedeu direito de resposta a Expedito por considerar que houve acusação sem provas.

A participação de Expedito, portanto, reuniu propostas de industrialização, tecnologia e ressocialização de presos com uma sequência de confrontos pessoais que resultaram em sucessivas intervenções da organização do debate.

Pedro Abib (MDB): ciência, tecnologia, ressocialização e questionamentos sobre o hospital de Cacoal

Pedro Abib colocou ciência, tecnologia, educação, ressocialização, violência contra a mulher e valorização de servidores entre os principais assuntos de sua participação.

Defendeu a criação de uma política permanente de ciência, tecnologia e inovação, com previsão mínima de investimentos públicos.

“Não há outro caminho para o futuro que não passe por isso, por uma política séria de ciência, de tecnologia e de inovação. Se pegarmos exemplos no mundo, de países que saíram de terra arrasada, como Japão, Coreia do Sul, o processo foi o mesmo. Foi formar e consolidar quadros, pesquisadores e aí investir, de acordo com a vocação, numa política sério de ciências, tecnologia e inovações.”

Pedro relacionou tecnologia à agricultura e à industrialização da produção estadual.

Na segurança pública e no sistema prisional, defendeu ressocialização baseada em educação e profissionalização. Também propôs uma rede integrada de segurança e assistência destinada às mulheres vítimas de violência e defendeu ações de qualificação e acompanhamento psicossocial para servidores públicos.

Em seus confrontos, Pedro cobrou Marcos Rogério sobre a privatização da Eletrobras, a concessão da BR-364 e a situação da Caerd.

Marcos rejeitou a equivalência entre os casos, embora ambos tenham manifestado posição contrária à concessão da Caerd nas condições discutidas.

Pedro também questionou diretamente Fúria sobre o hospital municipal de Cacoal, perguntando se a unidade havia sido construída ou se funcionava em imóvel alugado.

Fúria confirmou a adaptação de um antigo prédio de faculdade e justificou a medida pela urgência do atendimento.

No debate sobre sistema prisional, Expedito Netto concordou com a necessidade de ressocialização, mas apresentou um modelo baseado na utilização do trabalho dos próprios presos para geração de receita destinada à educação e à profissionalização.

Pedro respondeu que iniciativas de profissionalização já existiam e ampliou sua argumentação para políticas preventivas baseadas na educação.

Sua participação teve como principais marcas a defesa de ciência e tecnologia, políticas educacionais e ressocialização, além de questionamentos sobre decisões administrativas e modelos apresentados pelos adversários.

Cícero Moura e Quétila Ruiz: mediador do debate e chefe de Jornalismo da SIC TV / Reprodução

Considerações finais: candidatos retomam propostas, alianças e diferenças políticas

As considerações finais deram aos seis candidatos espaço para resumir suas respectivas candidaturas depois das rodadas de perguntas, respostas, réplicas, tréplicas e direitos de resposta.

Marcos Rogério vinculou sua candidatura ao campo conservador, mencionou Flávio Bolsonaro e afirmou conhecer os 52 municípios de Rondônia.

Expedito Netto retomou críticas relacionadas à corrupção feitas ao longo do debate, reafirmou sua ligação com o presidente Lula, mencionou a defesa dos trabalhadores e declarou apoio a Luciana Oliveira para o Senado.

Samuel Costa utilizou o encerramento para responder às acusações pessoais feitas durante o programa e voltou a defender o corte de privilégios.

Pedro Abib direcionou sua mensagem final contra o que classificou como continuísmo e apresentou sua candidatura como alternativa de renovação administrativa.

Hildon Chaves adotou uma conclusão de tom diferente dos confrontos anteriores. Declarou-se o candidato mais preparado a partir da soma de idade e experiências acumuladas e chegou a atribuir, de maneira hipotética, funções aos adversários em uma eventual administração.

Adailton Fúria voltou à gestão de Cacoal e especialmente à área da saúde. Reafirmou que pretende transportar para o Governo de Rondônia experiências administrativas adotadas no município.

O debate terminou após uma noite marcada pela alternância entre propostas de governo e confrontos diretos. Saúde apareceu repetidamente nas intervenções de Marcos Rogério e Adailton Fúria; Samuel Costa enfatizou saúde mental e inclusão; Hildon Chaves apresentou resultados administrativos de Porto Velho; Expedito Netto apostou em industrialização e trabalho no sistema prisional; e Pedro Abib concentrou parte significativa de sua exposição em ciência, tecnologia e educação.

Ao mesmo tempo, Energisa, privatizações, concessões, administração municipal, hospital de Cacoal, rejeito de asfalto e acusações pessoais colocaram os candidatos em confronto. As intervenções da banca de direito de resposta delimitaram alguns dos episódios de maior tensão, especialmente nas trocas envolvendo Marcos Rogério, Samuel Costa e Expedito Netto.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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