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CRIME ORGANIZADO

Operação Icarus mira esquema de tráfico interestadual ligado a facção do Rio

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Ação ocorre no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas; seis pessoas haviam sido presas até as 6h30 desta terça-feira

Por Yan Simon - terça-feira, 22/09/2026 - 08h51

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Porto Velho, RO – Uma estrutura suspeita de movimentar drogas, dinheiro e cargas entre diferentes estados é alvo de uma operação deflagrada nesta terça-feira (22) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. As investigações apontam a existência de um esquema responsável pelo abastecimento de pontos de venda de cocaína e maconha ligados a uma das principais facções criminosas fluminenses.

Batizada de Operação Icarus, a ofensiva ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. São cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes da rede responsável pela negociação, transporte e distribuição dos entorpecentes.

Até as 6h30 desta terça-feira, seis pessoas haviam sido presas. Entre elas está um homem identificado pela investigação como o principal articulador do sistema de fornecimento de drogas. Segundo a Polícia Civil, ele teria atuação na negociação das cargas, organização do transporte, realização de pagamentos e movimentação do dinheiro obtido com a atividade criminosa.

A apuração indica que o grupo funcionava com divisão definida de funções. A estrutura seria formada por lideranças, operadores responsáveis pela logística, transportadores, pessoas encarregadas de cobranças e recolhimento de valores, além de indivíduos utilizados para movimentações em nome de terceiros.

A investigação também relaciona o esquema a duas apreensões de grande quantidade de entorpecentes realizadas em 2024. Em Guarulhos, no estado de São Paulo, foram apreendidos 715 quilos de cocaína e maconha. Já em Seropédica, no Rio de Janeiro, outra ação resultou na apreensão de 73,8 quilos de cocaína.

Empresas ligadas aos setores de transporte e logística também passaram a ser investigadas. De acordo com a Polícia Civil, essas estruturas empresariais teriam sido utilizadas para facilitar e esconder o deslocamento das cargas de drogas entre São Paulo e o Rio de Janeiro.

Movimentações financeiras consideradas atípicas também foram identificadas durante as apurações. As operações envolvem investigados e pessoas jurídicas que, conforme a polícia, podem ter sido utilizadas para ocultar ou dissimular a origem dos recursos.

O volume financeiro analisado chegou a aproximadamente R$ 70 milhões em um curto intervalo de tempo. As transações fazem parte do conjunto de informações reunidas pelos investigadores para identificar a participação de cada pessoa e empresa no esquema.

Para o cumprimento das ordens judiciais fora do território fluminense, a Polícia Civil do Rio de Janeiro conta com apoio das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. No Rio, a operação também recebe suporte das corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Penal.

As diligências buscam aprofundar a identificação da estrutura usada para abastecer os pontos de comercialização de entorpecentes e rastrear o fluxo financeiro relacionado ao grupo investigado.

Com informações de: Agência Brasil, Polícia Federal

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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