Nordeste concentrou o maior número de vitórias definidas neste domingo (4), com oito governadores eleitos sem necessidade de segundo turno
Porto Velho, RO – O Nordeste foi a região com o maior número de disputas estaduais encerradas já na primeira votação das Eleições 2026. Oito dos 20 governadores escolhidos neste domingo (4) pertencem a estados nordestinos. Também houve definição em quatro estados do Norte, três do Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.
Para garantir a vitória no primeiro turno, os candidatos precisaram alcançar mais da metade dos votos válidos, considerados apenas os votos destinados aos concorrentes e excluídos os brancos e nulos.
Em Rondônia, Marcos Rogério, do PL, venceu a disputa pelo governo estadual. Senador desde 2019, ele já havia concorrido ao Palácio Rio Madeira em 2022, quando chegou ao segundo turno. Antes de ocupar uma cadeira no Senado, exerceu mandatos como vereador de Ji-Paraná e deputado federal.
Outros três estados registraram vitória de candidatos do PL. No Paraná, Sergio Moro foi eleito governador ao superar Sandro Alex. Ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Moro atualmente exerce mandato de senador e disputou pela primeira vez o comando do Executivo paranaense.
No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco também venceu a eleição. Militar reformado, ele passou pela Assembleia Legislativa antes de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022. Já em Roraima, Arthur Henrique deixou a Prefeitura de Boa Vista em abril deste ano para concorrer ao governo e terminou eleito no primeiro turno.
Santa Catarina manteve Jorginho Mello, também do PL, à frente do Executivo estadual. O governador foi reeleito após trajetória política que inclui mandatos de deputado estadual, deputado federal e senador.
No Sudeste, Minas Gerais e São Paulo definiram seus governadores sem necessidade de nova votação. Em Minas, Cleitinho Azevedo, do Republicanos, foi eleito após superar Patrus Ananias, do PT. Empresário e músico, Cleitinho passou pela Câmara Municipal de Divinópolis e pela Assembleia Legislativa antes de chegar ao Senado em 2023.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, conquistou a reeleição. Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras e pelo Instituto Militar de Engenharia, ele trabalhou em áreas ligadas à infraestrutura, presidiu o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e ocupou o Ministério da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro.
No Centro-Oeste, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul mantiveram no comando governadores que já exerciam o cargo. Daniel Vilela, do MDB, foi reeleito em Goiás após assumir o governo em março, na sequência da renúncia de Ronaldo Caiado. Vilela já havia exercido mandatos de vereador, deputado estadual e deputado federal.
Situação semelhante ocorreu em Mato Grosso, onde Otaviano Pivetta, do Republicanos, garantiu novo mandato. Ele assumiu o governo também em março de 2026, após a saída de Mauro Mendes. Antes disso, foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador em duas ocasiões.
No Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, do PP, conseguiu a reeleição. Sua trajetória pública inclui passagens pelas secretarias estaduais de Governo e de Infraestrutura, além da atuação em entidades ligadas ao setor produtivo.
Na Região Norte, além de Rondônia e Roraima, Amapá e Pará encerraram a disputa no primeiro turno. No Amapá, Dr. Furlan, do PSD, foi eleito governador. Médico cirurgião cardiovascular, ele já foi deputado estadual e prefeito de Macapá.
No Pará, a vitória ficou com Dr. Daniel, do Podemos. Médico, Daniel Barbosa Santos foi prefeito de Ananindeua por dois mandatos e também exerceu os cargos de vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa.
Entre os estados nordestinos, Alagoas e Maranhão elegeram novos governadores. Em Alagoas, JHC, do PSDB, venceu Renan Filho, do MDB. João Henrique Caldas deixou a Prefeitura de Maceió em abril para entrar na disputa estadual. Antes de governar a capital, havia sido deputado estadual e federal.
No Maranhão, Eduardo Braide, do PSD, foi eleito após deixar a Prefeitura de São Luís. Braide comandou a capital maranhense por dois mandatos e também teve passagens pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados.
Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Sergipe optaram pela continuidade dos atuais governadores. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues, do PT, conquistou a reeleição. Engenheiro agrônomo e professor universitário, ele já ocupou secretarias estaduais e função no governo federal.
No Ceará, Elmano de Freitas, também do PT, garantiu mais quatro anos no cargo. Formado em Direito, ele já foi secretário municipal de Educação de Fortaleza e deputado estadual.
Em Pernambuco, Raquel Lyra, do PSD, foi reconduzida ao governo. Ex-deputada estadual e ex-prefeita de Caruaru, ela havia se tornado, em 2022, a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco.
O Piauí reelegeu Rafael Fonteles, do PT. Bacharel em matemática e mestre em economia matemática, Fonteles também atuou como professor e secretário estadual da Fazenda antes de chegar ao governo.
Em Sergipe, Fábio Mitidieri, do PSD, conquistou novo mandato. Sua carreira política começou na Câmara Municipal de Aracaju e posteriormente incluiu cargos de secretário municipal, secretário estadual e deputado federal.
Na Paraíba, Lucas Ribeiro, do PP, permaneceu no comando do estado após assumir o governo em abril de 2026, com a renúncia de João Azevêdo. Antes disso, foi vereador, vice-prefeito de Campina Grande e vice-governador.
Ao todo, 20 estados encerraram a eleição para governador ainda no primeiro turno, enquanto as demais disputas estaduais seguiram para nova votação por não terem registrado candidato com maioria absoluta dos votos válidos.
Com informações de: Agência Brasil
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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