Parceria entre Semias e Semusa levou atendimentos de neuropediatria, psiquiatria e outras especialidades ao Centro de Especialidades Médicas.
Porto Velho, RO – Crianças neurodivergentes e familiares passaram a contar com atendimentos especializados dentro do Giro da Saúde, iniciativa da Prefeitura de Porto Velho voltada à ampliação do acesso aos serviços da rede municipal. Nesta edição, consultas de neuropediatria foram destinadas ao público infantil, enquanto mães atípicas tiveram acesso ao atendimento psiquiátrico no Centro de Especialidades Médicas (CEM).
A programação ocorreu das 8h às 14h, na unidade localizada no encontro das avenidas Rio Madeira e Sete de Setembro, no bairro Nova Porto Velho. Além dos atendimentos direcionados às famílias atípicas, foram disponibilizados serviços em psicologia, fonoaudiologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, psiquiatria, oftalmologia, dermatologia e pediatria, além da realização de eletrocardiogramas.
A inclusão desse público na iniciativa ocorreu por meio da participação do Departamento de Acessibilidade, Inclusão e Desenvolvimento Humano (DAIDH), ligado à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias). O departamento mantém parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) para organizar demandas envolvendo crianças, pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes e seus familiares.
O trabalho conjunto também busca facilitar a regulação e o agendamento de consultas especializadas. A proposta inclui ampliar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso ao atendimento psiquiátrico para pessoas com deficiência e neurodivergências, além de familiares como pais, mães, avós, cuidadores, irmãos e companheiros.
Outra frente envolve estudantes da rede municipal que apresentam sinais ou sintomas associados ao transtorno do espectro autista (TEA). A intenção é facilitar o encaminhamento dessas crianças para avaliação especializada, possibilitando o acompanhamento adequado das necessidades relacionadas ao desenvolvimento e à aprendizagem.
Criado para descentralizar os serviços especializados de saúde, o Giro da Saúde também atende moradores que aguardam consultas pela fila do Sistema de Regulação Municipal. A estratégia prevê levar profissionais e procedimentos para diferentes regiões da capital, reduzindo deslocamentos e ampliando a capacidade de atendimento da rede pública.
Entre as famílias atendidas estavam Marcelo Falcão Schumann, de 25 anos, estagiário no Ministério Público, e Carin Ariane Araújo, de 27 anos, comerciária. Pais de Nícolas, de 7 anos, diagnosticado com autismo, eles participaram da ação para atualizar o laudo do filho.
Durante o atendimento, foi destacada a importância da oportunidade de atualização do documento e do acesso aos serviços destinados às famílias atípicas. “Foi muito bom vir aqui. Gostei de ter esse atendimento e de poder atualizar o laudo do meu filho”, registra o relato reproduzido pela Prefeitura.
A secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, afirmou que a intenção é ampliar a iniciativa para outras áreas de Porto Velho. Segundo ela, a medida busca aproximar os serviços das famílias e facilitar o atendimento de crianças neurodivergentes ou que estejam em investigação para autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento.
O secretário Paulo Afonso ressaltou que a parceria com a Semusa vem sendo utilizada para avançar na regulação e ampliar a oferta de consultas. “Estamos fortalecendo o atendimento às pessoas com deficiência e às famílias atípicas”, declarou.
O prefeito Léo Moraes também destacou a incorporação de especialistas relacionados às demandas de neurodivergência ao Giro da Saúde. De acordo com o prefeito, a presença de neuropediatras e de outros profissionais da rede deverá contribuir para o atendimento dos pacientes que ainda aguardam pela regulação municipal.
“Agora incluso no projeto o atendimento de médicos especialistas para neurodivergência”, afirmou Léo Moraes ao comentar a expansão dos serviços.
A Prefeitura pretende manter a integração entre saúde e assistência social como estratégia para ampliar a cobertura dos atendimentos especializados. A descentralização deverá alcançar outras regiões do município, com foco também nas pessoas com deficiência, no público neurodivergente e nas famílias que dependem da rede pública para acompanhamento especializado.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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