Procuradoria-Geral da República deverá analisar imagens e documentos periciais sob sigilo; ação realizada no Rio de Janeiro deixou mais de 120 mortos
Porto Velho, RO – A investigação sobre a legalidade da Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro em 2025, terá uma nova etapa de análise pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão receberá documentos periciais relacionados à ação policial, que resultou em mais de 120 mortes, incluindo pelo menos quatro agentes de segurança. Considerada a operação policial mais letal da história do Brasil, a ocorrência é examinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O envio do material foi determinado nesta quinta-feira (8) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão abrange os laudos produzidos a partir das imagens registradas pelas câmeras corporais utilizadas pelos policiais envolvidos na operação, além de documentos elaborados com base na análise dos laudos cadavéricos das vítimas.
Durante o exame das informações, a PGR deverá preservar o sigilo dos documentos, conforme estabelecido pelo ministro. A restrição de acesso deverá ser mantida enquanto a procuradoria realiza a avaliação dos elementos encaminhados.
Os registros das câmeras corporais já haviam sido solicitados anteriormente. Em março de 2026, após denúncias de possíveis abusos cometidos durante a operação, Moraes determinou que as polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro encaminhassem as gravações à Polícia Federal (PF).
A análise ocorre no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas. O processo acompanha a atuação das forças de segurança em comunidades do Rio de Janeiro e reúne determinações judiciais relacionadas à condução de operações policiais.
No âmbito dessa ação, o Supremo Tribunal Federal já estabeleceu medidas destinadas à redução da letalidade policial nas comunidades fluminenses. A avaliação dos documentos pela PGR integra o acompanhamento judicial das circunstâncias em que ocorreu a Operação Contenção.
Com informações de: Agência Brasil
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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