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MERCADO FINANCEIRO

Bolsa brasileira despenca 13,88% e dólar dispara 8,21% após reeleição de Lula

Dólar cai 1,27% na semana e fecha a R$ 5,24 mesmo com tensão no Oriente Médio; bolsa sobe 3%
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Ibovespa aciona circuit breaker após queda superior a 17% durante o pregão, enquanto moeda americana chega a R$ 5,60 e encerra sessão cotada a R$ 5,403.

Por Yan Simon - terça-feira, 27/10/2026 - 09h47

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Porto Velho, RO – O volume de negociações na Bolsa de Valores brasileira alcançou R$ 88,6 bilhões nesta segunda-feira (26), mais de três vezes a média diária de aproximadamente R$ 25 bilhões. A movimentação ocorreu em uma sessão marcada por desvalorizações expressivas, suspensão temporária das operações e mudanças nas posições dos investidores depois do resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Durante a manhã, o Ibovespa chegou a perder mais de 17% de seu valor, atingindo 169.516,43 pontos. A intensidade do recuo provocou o acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações para conter movimentos bruscos do mercado. Ao término do pregão, o principal indicador da bolsa brasileira registrou queda de 13,88%, encerrando aos 176.608,23 pontos.

O fechamento colocou o índice no menor patamar desde 31 de agosto e representou sua maior desvalorização diária desde março de 2020, quando os mercados financeiros foram afetados pelo início da pandemia de covid-19.

No mercado de câmbio, a moeda norte-americana também apresentou forte oscilação. O dólar comercial alcançou R$ 5,6049 nas primeiras horas de negociação, superando a marca de R$ 5,60. Posteriormente, parte da valorização foi reduzida, levando a cotação de encerramento para R$ 5,403, com avanço de 8,21%.

A alta percentual registrada pela divisa foi a maior desde 13 de janeiro de 1999, período em que o Brasil passou por alterações no regime cambial. Apesar do movimento observado nesta segunda-feira, o dólar ainda acumulava desvalorização de 1,57% em relação ao início de 2026.

Parte da redução da cotação ao longo do dia foi atribuída à realização de lucros por investidores que venderam dólares após a valorização. A entrada de recursos provenientes de exportadores, que aproveitaram os preços mais elevados para trazer divisas ao país, também contribuiu para moderar a alta.

A instabilidade nos ativos brasileiros ocorreu após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes da votação, uma parcela dos investidores havia estruturado suas operações considerando a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, candidato que terminou o primeiro turno na liderança. Com o resultado definitivo, essas posições precisaram ser revistas.

Em meio às oscilações, o Tesouro Nacional realizou operações de recompra de títulos públicos, medida adotada durante o período de turbulência no mercado financeiro.

Os resultados também alteraram o desempenho acumulado dos principais indicadores em outubro. Depois da queda desta segunda-feira, o Ibovespa passou a registrar perdas de 5,22% no mês, eliminando a valorização anteriormente acumulada no período. Mesmo assim, o índice permanecia com alta de 9,61% desde o começo do ano.

No caso do dólar, a valorização acumulada em outubro chegou a 4,40%. O avanço da moeda americana e a queda das ações marcaram a primeira sessão do mercado financeiro brasileiro após a definição do resultado presidencial.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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