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Doação de artigos infantis beneficia bebês da Casa Criar e crianças do Espaço Acolher em Porto Velho

Doação de artigos infantis beneficia bebês da Casa Criar e crianças do Espaço Acolher em Porto Velho
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Iniciativa realizada por madrinha do programa Apadrinhando uma História contempla crianças de até 2 anos, incluindo neurodivergentes, e reforça ações de proteção à infância no município.

Por Yan Simon - quarta-feira, 28/10/2026 - 08h26

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Porto Velho, RO – Crianças atendidas por duas unidades de acolhimento de Porto Velho foram beneficiadas com a entrega de produtos infantis e materiais recreativos. A contribuição contemplou bebês da Casa Criar, antigo Lar do Bebê, e crianças do Espaço Acolher, ampliando os recursos disponíveis para cuidados, brincadeiras e atividades de desenvolvimento. Os donativos foram destinados às instituições por Elizângela Gonçalves, participante do programa Apadrinhando uma História.

Entre os materiais recebidos pela Casa Criar estão artigos destinados à faixa etária de 0 a 2 anos, incluindo produtos específicos para crianças neurodivergentes. Já o Espaço Acolher recebeu itens voltados às brincadeiras e à interação infantil, conforme informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias).

A secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, informou que a contribuição alcançou as duas unidades e destacou a importância dos materiais para as atividades desenvolvidas com as crianças. Segundo ela, a iniciativa também evidencia a participação da sociedade nas ações de acolhimento, inclusão e proteção à infância.

A entrega ocorreu por meio do programa Apadrinhando uma História, iniciativa que permite a participação de cidadãos e instituições no acompanhamento e apoio a crianças e adolescentes inseridos em serviços de acolhimento institucional ou familiar. A proposta contempla diferentes formas de colaboração, incluindo doações, serviços profissionais e convivência afetiva.

Diferentemente da adoção, o apadrinhamento não estabelece vínculo de filiação. Sua finalidade é proporcionar oportunidades de desenvolvimento pessoal, educacional, emocional e social aos acolhidos, respeitando as normas estabelecidas pelo programa e o acompanhamento das equipes responsáveis.

Uma das possibilidades de participação é o apadrinhamento provedor, destinado a pessoas interessadas em contribuir financeiramente ou por meio da entrega de materiais. Nessa modalidade, podem ser oferecidos roupas, calçados, brinquedos, materiais escolares e recursos para custear atividades esportivas, reforço educacional e cursos profissionalizantes.

Outra alternativa permite que profissionais, empresas, clínicas e instituições disponibilizem serviços conforme as necessidades identificadas pelas unidades de acolhimento. O objetivo é utilizar conhecimentos técnicos e atividades especializadas em benefício das crianças e adolescentes atendidos.

O programa também prevê o apadrinhamento afetivo, modalidade voltada à construção de vínculos por meio de visitas periódicas e atividades de convivência. Dependendo da autorização e das regras aplicáveis, a interação pode incluir passeios e encontros durante finais de semana, feriados ou períodos de férias escolares, sempre sob orientação e acompanhamento da equipe técnica.

Para participar, os interessados devem ter mais de 21 anos e observar uma diferença mínima de 16 anos em relação à criança ou ao adolescente apadrinhado. A aprovação depende dos procedimentos de avaliação previstos pelo programa, que busca assegurar condições adequadas para a participação dos candidatos.

O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, destacou que a colaboração da população integra os esforços de proteção às crianças e adolescentes em situação de acolhimento. Ele agradeceu a Elizângela Gonçalves pela entrega dos materiais e incentivou outros moradores a conhecerem as possibilidades de participação.

“A proteção à infância é uma responsabilidade compartilhada”, afirmou o secretário ao comentar a importância do envolvimento comunitário nas iniciativas de assistência social.

O prefeito Léo Moraes também ressaltou a necessidade de ampliar a participação popular nas ações direcionadas à infância. Segundo o gestor, contribuições como a realizada por Elizângela demonstram como cidadãos podem colaborar com os serviços municipais e proporcionar novas oportunidades às crianças e adolescentes acolhidos.

“Cuidar das nossas crianças é uma responsabilidade de todos”, declarou o prefeito, ao defender o fortalecimento da rede de apoio por meio do programa.

A diretora de Proteção Social Especial (DPSE), Poliana Miranda, chamou atenção para a destinação dos artigos infantis, especialmente daqueles voltados ao atendimento de crianças neurodivergentes. Conforme explicou, a aproximação entre pessoas interessadas em ajudar e os serviços de acolhimento possibilita atender demandas específicas das unidades.

Poliana também ressaltou que a Casa Criar recebe crianças que necessitam de proteção e cuidados durante a primeira infância. Para a diretora, a participação de padrinhos e madrinhas contribui para aproximar a comunidade das necessidades apresentadas pelas instituições.

A iniciativa faz parte das ações de proteção social desenvolvidas pela Prefeitura de Porto Velho, por intermédio da Semias. Além do atendimento prestado pelas equipes responsáveis, o município busca estimular a colaboração de pessoas físicas e instituições na oferta de recursos e oportunidades aos acolhidos.

Os interessados em participar do Apadrinhando uma História, seja por meio de contribuições materiais, prestação de serviços ou apadrinhamento afetivo, podem procurar a Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social para obter orientações sobre os critérios, as modalidades disponíveis e os procedimentos necessários.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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