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GARIMPO

Lúcio Mosquini fala sobre projeto que proíbe destruição de equipamentos após operação da Polícia Federal e do Ibama no Rio Madeira

O deputado federal Lúcio Mosquini, de terno escuro e gravata azul, em pé diante de um microfone no plenário da Câmara dos Deputados
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Deputado federal pergunta se destruir é o único caminho, diz que nos equipamentos atingidos há “vidas, suor e lágrimas” e afirma que vai lutar primeiro para legalizar a atividade garimpeira e depois para proibir a destruição

Por Yan Simon - domingo, 01/11/2026 - 15h52

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Porto Velho, RO – O deputado federal Lúcio Mosquini (PL) afirmou que tem um projeto de lei que proíbe a destruição de dragas, balsas e equipamentos em operações de fiscalização e disse que vai lutar primeiro pela legalização do garimpo. As declarações estão em um vídeo de 52 segundos publicado neste domingo (1º) no perfil dele no Instagram, a quarta manifestação de um parlamentar eleito pelo PL em Rondônia sobre a operação no Rio Madeira.

O deputado abre a gravação se dirigindo diretamente ao espectador. “Tá vendo essas cenas aí das balsa queimando?”, diz. “Tem alguém feliz com isso? Tem alguém alegre com isso? É de indignar, não?”

Em seguida, apresenta a proposta que diz ter protocolado. “Eu tenho um projeto de lei na Câmara dos Deputados que proíbe exatamente isso, proíbe a destruição desses equipamentos”, afirma. Ele acrescenta que o alcance do texto não se limita às embarcações: “Não é só balsa, não é só draga, pode ser uma máquina”.

É aí que o parlamentar formula a pergunta que organiza o restante do vídeo. “Por que que tem que destruir?”, questiona. “Esse é o único caminho, é destruir?”

Mosquini passa então a falar de quem perdeu os equipamentos. “Ali tem vidas, ali tem suor, tem lágrimas”, declara. E descreve a diferença entre o tempo de construir e o de destruir: “Muitos anos as pessoas construindo um patrimônio e dentro de 20, 30 minutos chega uma fiscalização, explode tudo, acaba com tudo”.

O deputado faz uma ressalva antes de concluir. “Não estou falando quem está certo, quem está errado”, diz. “Mas destruir esses equipamentos realmente deixa a gente indignado.”

No fecho, ele descreve a ordem em que pretende agir. “Eu vou lutar mais ainda e brigar primeiro para legalizar essa atividade garimpeira”, afirma, “e depois, numa eventual fiscalização, proibir a destruição desse jeito”.

No texto que acompanha o vídeo, Mosquini escreve: “Meu Projeto de Lei proibindo essa prática já foi aprovado na Câmara e agora vamos lutar juntos para aprová-lo no Senado e legalizar o garimpo com dignidade”.

Na mesma legenda, o deputado resume a posição: “As imagens dessas dragas destruídas causam dor e indignação. A gente sente na pele o sofrimento do garimpeiro vendo a história de uma vida ser queimada”. E acrescenta: “Além de não ser a solução, essa destruição também gera graves danos ao meio ambiente. Precisamos de outro caminho!”.

O que já se sabe sobre a operação

As manifestações de parlamentares vêm na sequência da Operação Nêmesis, conduzida pela Polícia Federal com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Na terça-feira (27), em um trecho do Rio Madeira entre os distritos de Calama e São Carlos, em Porto Velho, a ação inutilizou 72 embarcações e equipamentos usados na extração irregular de minério, entre eles 17 dragas, 25 bombas de draga, 21 motores, quatro bombas de água, três voadeiras e dois rebocadores, além de 16 mil litros de óleo diesel.

Na mesma operação, a Polícia Federal apreendeu oito aparelhos celulares e três frascos de mercúrio, material que passou a integrar a investigação sobre os proprietários das dragas e os possíveis financiadores da exploração clandestina de ouro. Segundo a corporação, os envolvidos poderão responder por usurpação de bem da União, extração de recursos minerais sem autorização e uso de substância tóxica.

Mosquini é o quarto nome eleito pelo PL em Rondônia a se manifestar. No dia 30 de outubro, o senador eleito Bruno Scheid criticou a atuação dos dois órgãos e resumiu a proposta que defende: “O caminho é legalizar e fiscalizar”. No sábado (31), o senador eleito e deputado federal Fernando Máximo falou em 25 dragas queimadas, classificou a ação como arbitrariedade e citou uma denúncia apresentada à Ordem dos Advogados do Brasil. Neste domingo (1º), o governador eleito Marcos Rogério afirmou que vai cobrar explicações sobre a operação e disse que “nenhuma autoridade tem licença para cometer abuso”.

Além de deputado federal reeleito, Mosquini coordena a equipe de transição do governo eleito, que assume em janeiro.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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