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ABUSO SEXUAL INFANTOJUVENIL
Polícia Federal prende dois investigados por crimes de abuso sexual infantojuvenil em Ji-Paraná

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Operação resultou na apreensão de equipamentos eletrônicos e na prisão em flagrante de suspeitos investigados por aquisição, armazenamento e produção de material relacionado à violência sexual contra crianças e adolescentes

Por Yan Simon - sábado, 07/03/2026 - 10h04

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Porto Velho, RO – Dois investigados foram presos em flagrante durante ações da Polícia Federal realizadas na sexta-feira (6) no município de Ji-Paraná, em Rondônia. As prisões ocorreram durante o cumprimento de mandados judiciais relacionados a investigações sobre crimes envolvendo abuso sexual de crianças e adolescentes.

Durante as diligências, equipamentos eletrônicos pertencentes aos suspeitos foram apreendidos e encaminhados para perícia técnica. O material recolhido deverá passar por análise especializada, etapa que dará continuidade às investigações conduzidas pela Polícia Federal.

As apurações indicaram indícios de participação de duas pessoas na aquisição e no armazenamento de conteúdos ilícitos na internet. Em relação a um dos investigados, também foram identificados indícios de produção de material e, em tese, da prática do crime de estupro de vulnerável.

As ações policiais tiveram como objetivo combater crimes relacionados à aquisição, armazenamento, compartilhamento e produção de conteúdos envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes. Com o cumprimento dos mandados expedidos pela Justiça, os dois investigados foram autuados em flagrante e permanecem à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Federal também destacou a importância de atenção por parte de pais e responsáveis quanto à segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital e fora dele. Segundo o órgão, o acompanhamento das atividades on-line, o diálogo sobre riscos na internet e a orientação sobre o uso seguro de redes sociais, aplicativos e jogos são medidas consideradas essenciais para prevenção.

De acordo com a instituição, mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou maior sigilo no uso de celulares e computadores, podem indicar situações de risco e devem ser observadas com atenção. A orientação é que crianças e adolescentes sejam incentivados a relatar qualquer contato inadequado recebido em ambientes virtuais.

Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente para definir situações que envolvam menores em atividades sexuais explícitas ou simuladas, organismos internacionais recomendam a utilização de expressões como abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual contra crianças e adolescentes. A mudança de nomenclatura, segundo especialistas, contribui para evidenciar a gravidade da violência sofrida pelas vítimas.

A Polícia Federal ressalta que a prevenção continua sendo uma das formas mais eficazes de proteger crianças e adolescentes. O acesso à informação e o acompanhamento responsável são apontados como instrumentos fundamentais para reduzir riscos e garantir a segurança dos jovens.

Com informações de: Assembleia Legislativa

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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