Reestruturação conduzida pelo Governo de Rondônia garante segurança, organização e inclusão para comunidades ribeirinhas
Porto Velho, RO – Mais de 900 estudantes das comunidades ribeirinhas de Porto Velho passaram a contar com um serviço de transporte escolar fluvial estruturado, com embarcações adequadas, rotas organizadas e acompanhamento institucional. Ao todo, 70 voadeiras atendem distritos ao longo do Rio Madeira, assegurando o deslocamento diário até unidades de ensino em localidades como Calama, Cujubim Grande, Nazaré, São Carlos e Jaci-Paraná.
A consolidação desse modelo foi resultado de uma mudança administrativa ocorrida em dezembro de 2022, quando, por recomendação do Ministério Público do Estado de Rondônia e formalização de acordo judicial, a responsabilidade pelo transporte fluvial deixou de ser municipal e passou ao governo estadual. A partir disso, a Secretaria de Estado da Educação iniciou um processo de reorganização voltado à regularidade e eficiência do serviço.
Com a nova gestão, foram redefinidas rotas, estruturados contratos e promovidas adequações das embarcações às normas da Marinha do Brasil. Também foram implantados mecanismos de monitoramento e fiscalização. Segundo a gerente de Transporte Escolar da Seduc, Miriam Mendes, o serviço vai além da logística e contribui diretamente para o desenvolvimento social, ao mesmo tempo em que gera emprego e renda nas próprias comunidades ribeirinhas.
O secretário de Educação, Massud Badra, afirmou que o planejamento e os investimentos permitiram consolidar um modelo mais eficiente, com embarcações apropriadas, profissionais capacitados e garantia de segurança e pontualidade. De acordo com ele, o fortalecimento do serviço proporciona maior tranquilidade às famílias e assegura dignidade aos estudantes que dependem dos rios como principal via de acesso à escola.
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Para o governador Marcos Rocha, o investimento no transporte escolar fluvial representa compromisso com o futuro das comunidades ribeirinhas. Ele declarou que a iniciativa é uma forma de respeito às populações locais e de contribuição direta para a formação dos estudantes.
Na prática, a melhoria do serviço tem impactado a rotina das famílias. No distrito de São Carlos, por exemplo, 11 embarcações realizam diariamente a travessia de dezenas de alunos. A diretora da Escola Estadual Professora Juracy Lima Tavares, Shirlane Nobre Amorim, avaliou que o transporte se tornou um instrumento de inclusão e igualdade de oportunidades. Ela destacou que o governo garantiu embarcações adequadas, motores novos e equipes formadas por pilotos e monitoras, inclusive mulheres das próprias comunidades, o que ampliou o acesso ao ensino e possibilitou a participação dos estudantes em atividades como o Enem e competições escolares.
Histórias individuais também refletem essa transformação. Clénir Souza de Oliveira, que na infância enfrentou dificuldades para frequentar a escola, passou anos atravessando o rio para garantir a presença dos filhos nas aulas. Após concluir a própria formação e participar de capacitação promovida pela Seduc em parceria com a Marinha do Brasil, ela se tornou monitora escolar fluvial e atua há dois anos no transporte estadual. Ao relatar a experiência, resumiu: “Agora eu atravesso as crianças e minha neta para realizarem os sonhos delas”.
O fortalecimento do transporte escolar fluvial tem sido apontado como um fator determinante para garantir o acesso à educação nas comunidades do Baixo Madeira. Com planejamento, investimento público e organização operacional, o serviço passou a operar com maior segurança e eficiência, ampliando as possibilidades de permanência escolar e acesso a oportunidades educacionais.
Com informações de: Governo de Rondônia
