Declarações do pré-candidato do PL ao Senado associam tarifas da rodovia ao aumento do custo de vida e responsabilizam autoridades federais e estaduais
Porto Velho, RO – O impacto econômico atribuído aos pedágios da BR-364 entrou no centro do debate político em Rondônia após declarações do pré-candidato ao Senado pelo PL, Bruno Bolsonaro Scheid, que relacionou diretamente as tarifas cobradas na rodovia ao encarecimento de produtos e serviços no estado. Segundo ele, a estrutura de custos da via estaria pressionando setores essenciais e contribuindo para a elevação generalizada de preços.
Durante manifestação pública, Scheid afirmou que os valores pagos pelos usuários da rodovia acabam sendo repassados ao consumidor final. Ele citou como exemplo o transporte de cargas, indicando que caminhoneiros chegam a desembolsar mais de mil reais por viagem, o que, segundo sua avaliação, impacta diretamente itens como alimentos e materiais de construção. Em uma das falas, declarou que “é a 364 cobrando um dos pedágios mais caros do Brasil”.
Ao abordar os efeitos práticos da cobrança, o pré-candidato questionou os benefícios percebidos pela população em contrapartida às tarifas. Em tom crítico, afirmou que os usuários continuam enfrentando problemas estruturais na estrada, mencionando condições do asfalto e riscos à segurança. Em outro trecho, disse que a população “paga e continua recebendo absolutamente nada”.
A análise apresentada por Scheid inclui ainda a previsão de que Rondônia possa registrar inflação superior à média nacional em razão da dependência logística da BR-364. Ele argumentou que praticamente todos os produtos que chegam ao estado utilizam a rodovia, o que ampliaria o efeito dos pedágios sobre o custo de vida. Em sua declaração, resumiu que “tudo que entra aqui passa por essa estrada”.
No campo político, o pré-candidato atribuiu responsabilidade pela situação ao presidente da República e ao senador Confúcio Moura, afirmando que o modelo atual não seria um erro isolado, mas parte de um sistema. Em tom mais contundente, classificou o cenário como “roubo” e afirmou que a estrutura vigente estaria prejudicando trabalhadores e consumidores.
Ao final da manifestação, Scheid fez um apelo à população, convocando apoio para enfrentar o que definiu como um modelo prejudicial. Sem detalhar propostas específicas, afirmou estar preparado para atuar politicamente sobre o tema.
