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CAPACITAÇÃO
Oficina gratuita capacita mulheres no uso de spray de pimenta para defesa pessoal em Porto Velho

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Iniciativa reuniu participantes em atividade teórica e prática, com apoio da Polícia Militar, para orientar sobre prevenção e segurança

Por Yan Simon - segunda-feira, 27/04/2026 - 10h39

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Porto Velho, RO – Medidas voltadas à prevenção de situações de risco foram apresentadas a mulheres durante uma oficina realizada em Porto Velho, com foco no uso responsável do spray de pimenta como instrumento de proteção pessoal. A atividade destacou que o equipamento não deve incentivar confrontos, sendo indicado como recurso em contextos de ameaça.

A capacitação ocorreu neste sábado (25), na Escola Municipal Engenheiro Francisco Erse. A proposta foi estruturada para ensinar técnicas de defesa pessoal aliadas ao manuseio adequado do spray, com conteúdos teóricos e simulações práticas em ambiente controlado. A ação foi gratuita e destinada a mulheres a partir de 18 anos, com participação de adolescentes de 16 e 17 anos autorizadas. Devido à alta procura, as atividades foram organizadas em duas turmas, nos períodos da tarde e noite.

Durante a oficina, foi explicado que o spray de pimenta é um agente químico que pode provocar reações no organismo, exigindo preparo para utilização. A coordenadora da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, Anne Cleyanne Alves, afirmou que o domínio correto do equipamento é essencial para garantir segurança. Segundo ela, as participantes receberam orientações sobre tipos de spray, efeitos no corpo, aspectos legais e formas adequadas de uso, além de treinamento prático supervisionado.

A ação contou com apoio da Polícia Militar de Rondônia, por meio do Batalhão de Choque. O sargento Ricardo de Souza informou que a atuação da corporação esteve voltada à orientação das participantes, ressaltando que o uso do equipamento exige responsabilidade e conhecimento técnico para ser eficaz.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, afirmou que a iniciativa integra estratégias preventivas voltadas à proteção das mulheres. Segundo ele, a proposta busca ampliar o acesso à informação e preparar as participantes para reagir de forma consciente em situações de risco, destacando que o spray deve ser utilizado como recurso de defesa e não de confronto.

Relatos de participantes evidenciaram a relevância da capacitação diante de casos recorrentes de violência. A autônoma Luciana Almeida, de 38 anos, apontou a frequência de episódios de violência contra mulheres na cidade, especialmente na zona leste, e afirmou que buscar formas de prevenção é necessário. A servidora pública Alana de Souza Campo, de 40 anos, relatou que adquiriu conhecimentos que desconhecia e considerou o aprendizado essencial diante de ocorrências de violência e feminicídio.

A estudante Samara Pereira Lima, de 32 anos, informou que já vivenciou situação de risco e destacou que a oficina contribuiu para compreender a importância de identificar rotas de fuga e utilizar o spray apenas como última alternativa. De acordo com ela, o treinamento recebido pode influenciar decisões em momentos de perigo.

A iniciativa reforçou que a preservação da vida é o principal objetivo das orientações, priorizando ações preventivas em um contexto de aumento dos registros de violência. A proposta busca ampliar a autonomia das mulheres por meio do acesso a informações e técnicas de segurança.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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