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ESCOLA QUE PROTEGE
MPRO reúne mais de 1,3 mil participantes em ação integrada para reforçar segurança nas escolas de Rondônia

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Encontro promovido em Porto Velho debateu prevenção à violência escolar, combate ao extremismo digital e protocolos de resposta em situações de risco

Por Yan Simon - sexta-feira, 15/05/2026 - 10h03

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Porto Velho, RO – A criação de protocolos preventivos e de resposta rápida para situações de violência em escolas esteve no centro de uma reunião estratégica coordenada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), realizada nesta quinta-feira (14), em Porto Velho. O encontro mobilizou mais de 1,3 mil participantes, entre público presencial e virtual de diferentes regiões do estado, reunindo representantes das áreas de segurança pública, educação e comunidade escolar.

Durante o debate, foram apresentados procedimentos de autoproteção e orientações voltadas à atuação de professores, estudantes e equipes escolares em cenários de crise. A proposta defendida pelas forças de segurança é que o conhecimento preventivo seja disseminado dentro das instituições de ensino, permitindo que a comunidade escolar saiba como agir até a chegada do atendimento especializado.

O comandante regional de policiamento da Polícia Militar, tenente-coronel Wilton Nascimento Amorim, destacou a necessidade de padronização das condutas em ocorrências de alto risco. Segundo ele, a preparação técnica dos profissionais da educação e dos alunos é considerada essencial para ampliar a capacidade de resposta dentro das escolas.

A discussão também abordou o crescimento da radicalização de jovens em ambientes virtuais. Participando remotamente, a coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, Thaís Dias, afirmou que conteúdos extremistas divulgados na internet têm atraído adolescentes para grupos ligados à misoginia, ao racismo e ao neonazismo.

Conforme explicou Thaís Dias, não existe um perfil único de agressor em ataques escolares. Ela ressaltou que muitos jovens envolvidos nesses casos buscam notoriedade e reconhecimento em comunidades extremistas nas redes sociais. A coordenadora ainda alertou que medidas isoladas, como a militarização do ambiente escolar, não são suficientes para garantir proteção efetiva, sendo necessária uma atuação integrada entre diferentes setores.

Também foi reforçada a importância da denúncia imediata de ameaças ou discursos de ódio. A orientação apresentada no encontro é para que evidências sejam reunidas e encaminhadas aos canais oficiais do programa Escola que Protege, evitando a disseminação de boatos nas redes sociais, o que pode gerar pânico coletivo.

Outro ponto debatido envolveu os fatores de risco associados à violência escolar. O diretor do Centro Integrado de Operações (CIOP), tenente-coronel Ewerson Melo Pontes, apontou o bullying e o cyberbullying como elementos frequentemente relacionados ao agravamento de ameaças contra escolas.

Ao citar episódios registrados no Brasil e em outros países, o oficial explicou o conceito conhecido como “copycat”, caracterizado pela repetição de métodos utilizados em ataques anteriores. Segundo ele, esse comportamento costuma integrar o planejamento dos agressores para ampliar o impacto das ações. Durante a apresentação, gestores escolares receberam orientações sobre como identificar situações que ultrapassam casos de indisciplina e passam a representar riscos concretos à segurança.

A responsabilidade compartilhada no ambiente digital também foi destacada no encontro. Representantes do MPRO defenderam que famílias, escolas e poder público atuem de forma conjunta no acompanhamento das atividades online de crianças e adolescentes, especialmente diante da aproximação de jovens com grupos extremistas na internet.

A mesa de debates foi conduzida pelas promotoras de Justiça Tânia Garcia, coordenadora do Núcleo de Atendimento à Vítima (Navit) e do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública (Gaesp); Luciana Ondei Rodrigues Silva, coordenadora do Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc); e Joice Gushy Mota Azevedo. O evento contou ainda com participação institucional da Secretaria de Estado da Educação, sob gestão de Massud Jorge Badra Neto.

Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Denúncias também podem ser encaminhadas à direção escolar, aos canais do programa Escola que Protege e à Ouvidoria do MPRO, pelo telefone 127 ou WhatsApp (69) 99977-0127.

Com informações de: Ministério Público de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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