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ECONOMIA BRASILEIRA
Lula determina avaliação de impactos econômicos após decisão dos EUA sobre PCC e Comando Vermelho

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Ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi encarregado de analisar possíveis efeitos para empresas e bancos brasileiros e afirmou que o governo busca evitar prejuízos ao setor produtivo nacional.

Por Yan Simon - terça-feira, 02/06/2026 - 07h28

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Porto Velho, RO – A proteção de empresas, empregos e instituições financeiras brasileiras diante de possíveis reflexos de medidas adotadas pelos Estados Unidos esteve entre os temas discutidos nesta segunda-feira (1º) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião no Palácio da Alvorada.

Segundo Durigan, o governo federal acompanha os desdobramentos da decisão norte-americana de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A preocupação, de acordo com o ministro, está relacionada à possibilidade de que empresas e bancos brasileiros sejam afetados por sanções ou restrições baseadas em critérios externos.

Ao comentar o assunto, Durigan afirmou que o Brasil continuará atuando no enfrentamento ao crime organizado, mas destacou a necessidade de impedir impactos econômicos considerados injustificados. Em suas palavras, é preciso evitar que a economia nacional seja prejudicada por situações que não correspondam à realidade do país.

A avaliação do Ministério da Fazenda também considera os efeitos que protocolos internacionais podem gerar sobre a soberania econômica brasileira e sobre a estabilidade das instituições nacionais. O ministro citou preocupação com eventual excesso de discricionariedade por parte do governo dos Estados Unidos na adoção de medidas que possam atingir agentes econômicos brasileiros.

Enquanto reúne informações e define os próximos passos, o governo realiza diagnósticos para compreender os possíveis cenários. Durigan reiterou que mantém diálogo com autoridades norte-americanas, mas informou que ainda não há reunião marcada com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

Mais cedo, em entrevista ao SBT News, o ministro havia mencionado a possibilidade de entrar em contato com Bessent. Posteriormente, explicou que pretende levar o tema às autoridades norte-americanas após a consolidação das informações e da posição oficial do governo brasileiro.

Para reduzir riscos ao setor produtivo, a equipe econômica vem mantendo conversas com representantes empresariais e do sistema financeiro. O objetivo é identificar vulnerabilidades e compreender as preocupações dos diferentes segmentos da economia diante das medidas anunciadas pelo governo de Donald Trump.

Durante o encontro com Lula, Durigan também apresentou informações relacionadas ao desempenho recente da economia brasileira. Entre os assuntos discutidos estiveram os dados do Produto Interno Bruto (PIB) e da formação bruta de capital fixo, indicador que mede os investimentos realizados no país.

De acordo com os números mais recentes, a economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre do ano, enquanto a formação bruta de capital fixo avançou 3,5%.

A agenda internacional do Ministério da Fazenda também integrou a reunião. No fim de junho, Durigan viajará para China e Japão para apresentar o programa Eco Invest Brasil, iniciativa voltada à atração de recursos estrangeiros destinados a investimentos sustentáveis e ao fortalecimento da cooperação econômica internacional.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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