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GOVERNANÇA GLOBAL
Lula defenderá reforma da governança global e ampliação da ajuda internacional durante Cúpula do G7

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Presidente brasileiro participará de três agendas na reunião das maiores economias do mundo e pretende reforçar pautas ligadas ao desenvolvimento, multilateralismo e inteligência artificial.

Por Yan Simon - quinta-feira, 11/06/2026 - 08h00

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Porto Velho, RO – A reforma das instituições internacionais e o fortalecimento do multilateralismo estarão entre os principais temas levados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à próxima Cúpula do G7, marcada para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho, na cidade de Évian-les-Bains, na França. O chefe do Executivo participará do encontro pela décima vez na condição de convidado.

Durante uma das sessões reservadas aos líderes mundiais, prevista para o dia 17, Lula abordará a necessidade de mudanças em organismos internacionais, com destaque para a Organização Mundial do Comércio e a Organização das Nações Unidas. A defesa da modernização da governança global já havia sido antecipada pelo presidente em reunião ministerial realizada na semana passada.

Na ocasião, Lula afirmou que decidiu comparecer ao encontro para contribuir com o fortalecimento das instituições multilaterais. Segundo ele, o enfraquecimento dessas estruturas e da democracia exige esforços para reconstrução e aprimoramento dos mecanismos internacionais, e não sua substituição ou desmonte.

O debate ocorre em um contexto de tensão comercial após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que sugeriu a aplicação de tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. O documento foi elaborado a partir de investigação iniciada durante a gestão do presidente Donald Trump e aponta supostas práticas consideradas desleais no comércio bilateral. Entre os argumentos citados estão questionamentos envolvendo o sistema Pix e plataformas de pagamento eletrônico.

Outra pauta relevante da participação brasileira será a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD), tema que estará em debate em uma sessão de líderes marcada para o dia 16. O mecanismo consiste em transferências financeiras realizadas por países industrializados para apoiar nações em situação de maior vulnerabilidade econômica e social.

De acordo com o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, a redução desses recursos nos últimos anos tem provocado preocupação entre países em desenvolvimento. A expectativa é de que a presidência francesa do G7 conduza negociações para uma declaração conjunta voltada ao fortalecimento dessa cooperação internacional, inclusive com participação da iniciativa privada.

Ainda no dia 17, a delegação brasileira participará de um almoço dedicado ao tema da inteligência artificial. Segundo o diplomata, o Brasil apresentará sua avaliação sobre os benefícios e os desafios associados ao avanço dessa tecnologia.

O assunto também avança no cenário nacional. Atualmente, a Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei aprovado pelo Senado que estabelece regras para o desenvolvimento e a utilização de sistemas de inteligência artificial. A proposta prevê princípios como transparência, segurança, ética, respeito aos direitos humanos e prevenção de discriminações, além de restringir tecnologias classificadas como de alto risco.

Embora não participe das negociações finais dos documentos por não integrar o grupo como membro permanente, o Brasil deverá contribuir com discussões sobre crescimento econômico, proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, combate ao narcotráfico, enfrentamento ao contrabando de migrantes, pesquisa contra o câncer e exploração de minerais críticos.

Nesse último tema, o país ocupa posição estratégica por concentrar uma das maiores reservas mundiais de terras raras e minerais considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico. Segundo Philip Fox-Drummond Gough, a prioridade brasileira é garantir que a exploração desses recursos esteja associada à geração de valor agregado nos locais de extração.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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