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Cirone critica reação tardia ao pedágio da BR-364 e diz que bancada deveria ter agido antes do contrato assinado

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Pré-candidato a vice-governador na chapa de Hildon Chaves, deputado afirmou no RD Entrevista que concessão elevou o custo de vida em Rondônia, defendeu redução das tarifas e apresentou proposta de rota paralela à rodovia federal

Por Vinicius Canova - segunda-feira, 15/06/2026 - 09h52

Porto Velho, RO – O deputado estadual Cirone Deiró, pré-candidato a vice-governador na chapa do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, afirmou durante o podcast RD Entrevista, apresentado por Vinícius Canova, no Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia, que a discussão sobre a concessão da BR-364 foi tratada de forma tardia por parte da classe política após a assinatura do contrato.

Ao comentar o pedágio na principal rodovia federal que corta Rondônia, Cirone disse que levantou o tema ainda em 2021, na Assembleia Legislativa, quando soube que audiências sobre a concessão estariam sendo realizadas sem ampla participação dos setores diretamente afetados. Segundo ele, o debate deveria ter envolvido deputados, produtores, transportadores, vereadores, prefeitos e representantes dos municípios atingidos.

“Eu chamei atenção da bancada federal em relação à concessão da BR-364 porque fiquei sabendo por terceiros que o Governo Federal estava fazendo audiências aqui no Estado de Rondônia para fazer a concessão da BR-364, e essa audiência tinha sido feita em um hotel lá em Vilhena, com 18 pessoas. Eu falei: olha, eu, como deputado estadual, não recebi o convite, então acredito que ninguém deve ter recebido convite. Estão fazendo audiência para a concessão da BR-364 com 18 pessoas”, declarou Cirone.

O deputado afirmou que, depois da privatização e da assinatura do contrato, a margem de reação ficou menor. Na avaliação dele, as cobranças públicas realizadas posteriormente deveriam ter ocorrido antes da conclusão do processo. “O que me chama atenção é que, depois de privatizada, contrato batido, com direitos jurídicos garantidos, vêm pessoas da bancada federal fazer audiências. Depois que o contrato está assinado, por que não interpelou isso antes? Por que não levava isso lá na Assembleia, falava que não teve, suspendia esse leilão e conversava com a sociedade?”, questionou.

RD Entrevista

Cirone Deiró: pedágio, saúde e 2026

Pré-candidato a vice-governador na chapa de Hildon Chaves critica reação tardia ao leilão da BR-364, defende investimentos na rodovia e fala sobre novo João Paulo II, interiorização da saúde e articulação política em Rondônia.

Entrevista concedida ao RD Entrevista, apresentado por Vinícius Canova
30%alta do frete citada
2,5anos para novo João Paulo
52municípios conhecidos
70+distritos visitados

A frase central da entrevista

“Nós não somos contra o pedágio. Nós queremos, sim, investimentos.

Cirone Deiró afirmou que a cobrança na BR-364 precisa estar vinculada a obras concretas, como duplicação, terceiras faixas, melhorias em pontes e anéis viários nas cidades atravessadas pela rodovia.

Frete citado
+30%
Municípios de RO
52
Distritos citados
70+

Eixos da entrevista

BR

Pedágio e custo de vida

O deputado relacionou a concessão da BR-364 ao aumento do frete, dos combustíveis e do custo de vida em Rondônia.

ROTA

Via paralela à BR-364

Cirone defendeu estudar uma rota estadual, aproveitando trechos existentes, para ligar Cabixi a Porto Velho sem passar pela rodovia concedida.

JPII

Novo João Paulo II

Segundo ele, Hildon Chaves assumiu o compromisso de construir um novo hospital em dois anos e meio de eventual gestão.

2026

Vice e interiorização

O parlamentar disse que sua função seria aproximar o governo do interior, olhando de perto as necessidades dos municípios.

Crítica ao leilão

Cirone questionou por que a reação política ao pedágio não ocorreu antes da assinatura do contrato de concessão da BR-364.

Investimentos exigidos

O deputado citou duplicação, terceiras faixas, pontes e anéis viários como obras necessárias para justificar a cobrança.

Saúde estadual

Ele defendeu diagnóstico amplo para entender por que pacientes de regiões distantes seguem sendo enviados a Porto Velho.

Noeli Deiró

Cirone afirmou que a esposa aceitou o desafio de assumir a pré-candidatura a deputada estadual, mantendo o trabalho político do grupo.

Cacoal e Fúria

O parlamentar disse que também participou da base política que sustentou a reeleição de Adailton Fúria no município.

Menos polarização

Na entrevista, defendeu uma política menos presa a disputas nacionais e mais voltada a entregas concretas para Rondônia.

O recado político

“A minha vida foi forjada no trabalho.”

Cirone relacionou o pedágio ao aumento do custo de vida em Rondônia. Ele disse que o frete subiu de forma significativa e citou também o impacto dos combustíveis. “O grande dilema do pedágio da BR-364 é o que elevou o nosso custo de vida aqui dos rondonienses. O frete aumentou mais de 30%, com o aumento do combustível e do pedágio”, afirmou.

Apesar das críticas, o parlamentar disse não ser contra a cobrança em si, desde que a rodovia receba investimentos concretos. Ele defendeu duplicação, terceiras faixas, melhorias em pontes e anéis viários nas cidades. “Nós não somos contra o pedágio. Nós queremos, sim, investimentos, que seja duplicada essa BR-364, que sejam feitas terceiras faixas, que sejam feitas melhorias nas pontes, que sejam feitos anéis viários nas cidades, porque as pessoas de Rondônia estão morrendo na BR-364, famílias estão sendo dizimadas por causa da BR-364”, declarou.

Como alternativa, Cirone disse já ter conversado com Hildon Chaves sobre a possibilidade de construção de uma via paralela à BR-364 dentro de Rondônia. Segundo ele, a proposta seria aproveitar trechos já existentes, ainda em terra, para criar uma rota que interligasse municípios e reduzisse o fluxo na rodovia concedida. “Nós podemos fazer uma rodovia paralela à BR-364 dentro do Estado de Rondônia, atendendo caminhões, carros pequenos e o setor produtivo, fazendo uma via paralela ligando Cabixi a Porto Velho sem passar pela BR-364”, afirmou.

Outro ponto central da entrevista foi a saúde pública. Questionado sobre promessas antigas envolvendo o Hospital João Paulo II, Cirone afirmou que Hildon Chaves assumiu um compromisso específico caso seja eleito governador. “O primeiro compromisso do Hildon não é muito de fazer promessa. Ele é um cara muito cauteloso em relação à promessa, mas eu quero dizer para você que está nos assistindo: um compromisso que ele fez é entrar na administração e, em dois anos e meio, fazer o novo João Paulo. O novo João Paulo é um compromisso dele, está aqui gravado para vocês, e eu vou estar ao lado dele cobrando para esse compromisso ser cumprido”, disse.

O deputado também defendeu que a saúde estadual passe por um diagnóstico amplo antes da definição de novos investimentos. Ele afirmou que é preciso entender por que pacientes de municípios distantes seguem sendo enviados a Porto Velho mesmo com estruturas regionais em outras cidades. “Nós vamos entender essa saúde do Estado de Rondônia, ver se é realmente necessária a pessoa sair de Pimenteiras e vir para Porto Velho, sendo que nós temos a macro 2, em Cacoal. Por que essa pessoa não foi em Cacoal? Por que essa pessoa não ficou no setor regional que agora está sendo administrado pelo Estado lá na cidade de Vilhena?”, questionou.

Ao explicar sua entrada na chapa de Hildon Chaves, Cirone disse que recebeu o convite com felicidade, mas também com apreensão. Ele afirmou que já conduzia uma pré-candidatura à reeleição para deputado estadual, com base formada e lideranças alinhadas. “Quando eu recebi o convite, fiquei feliz, mas ao mesmo tempo também apreensivo, porque nós estávamos conduzindo a nossa pré-candidatura à reeleição como deputado estadual, base pronta, com as pessoas realmente já sabendo que nós teríamos pré-candidato a deputado estadual”, afirmou.

Cirone relatou que conversou com a esposa, Noeli Deiró, para que ela assumisse a pré-candidatura a deputada estadual e mantivesse o trabalho político desenvolvido com associações, vereadores e entidades atendidas pelo mandato. “Eu falei para ela da necessidade de nós mantermos esse trabalho com as associações, a parceria com nossos vereadores, e queria que ela me substituísse na pré-candidatura. Ela já trabalha conosco no gabinete, trabalha, conhece as ações, só que nunca tinha colocado o nome à disposição, e ela aceitou o desafio”, declarou.

O deputado negou ter perdido lideranças com a mudança de rota política. Segundo ele, vereadores e aliados permaneceram no grupo porque já tinham relação com sua esposa e com o trabalho do mandato. “Eu não perdi nenhuma liderança de vereadores, nenhuma liderança nossa. Mantém junto no grupo, porque eles já tinham essa conexão com o nosso grupo”, disse.

Na entrevista, Cirone também foi questionado sobre a força política de Adailton Fúria em Cacoal. O deputado afirmou que também participou da base que ajudou a sustentar a votação do então prefeito no município. “Ele foi reeleito com 85% e nós também estávamos compondo essa parceria lá na cidade de Cacoal. Então, aquelas pessoas que gostam do nosso trabalho também estavam juntas. Tanto é que lá em Cacoal são 12 vereadores e, dos 12, da minha base ele elegeu cinco”, afirmou.

CONFIRA

Cirone disse conhecer todos os 52 municípios de Rondônia e mais de 70 distritos. Para ele, sua função em uma eventual gestão seria aproximar o governo do interior. “Acredito numa política que não tem lugar longe quando você quer estar perto, olhando no olho das pessoas, perto no chão, conhecendo as particularidades e as peculiaridades de cada município”, declarou.

O parlamentar também comentou a operação que atingiu a ex-prefeita Glaucione Rodrigues, com quem foi eleito vice-prefeito em Cacoal. Ele afirmou ter recebido a notícia com tristeza e destacou o trabalho administrativo realizado no município antes do episódio. “Quando aconteceu o fato em 2020, eu recebi com bastante tristeza, primeiro pelo trabalho que a Glaucione fez na cidade de Cacoal. Nós pegamos a cidade de Cacoal, e eu sou testemunha disso porque estava dentro da administração, em condições muito ruins”, afirmou.

Ao falar sobre a Assembleia Legislativa, Cirone disse que encontrou, nos dois mandatos dos quais participou, um Parlamento mais maduro. Questionado se presenciou alguma situação irregular, respondeu negativamente. “Não, nunca presenciei. Eu levo um mandato com bastante seriedade. A gente procura não entrar em polêmica, em bola dividida. Acho que essas propostas não chegam nem perto, é a maneira de conduzir o mandato”, declarou.

Cirone também defendeu uma atuação política menos presa a disputas ideológicas nacionais. Segundo ele, Rondônia precisa priorizar entregas concretas e desenvolvimento local. “Essas polarizações não levam nós a nada. Eu acho que vale mesmo é a entrega, é o carinho e o amor que você tem pela população”, afirmou.

Ao comentar o crescimento de sua votação em 2022, o deputado atribuiu o resultado ao trabalho com associações e ao atendimento ao setor produtivo, especialmente na agricultura familiar. Ele citou máquinas, equipamentos, implementos e apoio a produtores como fatores que ampliaram sua presença no Estado. “Quando eu resolvi trabalhar pelo setor produtivo, fui atrás de ver as necessidades nas associações. Cheguei em diversas associações desarmadas, sem documentação, com pessoas desmotivadas e desacreditadas, porque várias pessoas já tinham passado e prometido ajudar, mas esses benefícios não chegavam”, disse.

No encerramento, Cirone afirmou que sua trajetória pública foi construída com base no trabalho, desde a infância na marcenaria do pai até a vida empresarial, a vice-prefeitura de Cacoal e os dois mandatos como deputado estadual. “A minha vida foi forjada no trabalho desde 6, 7 anos de idade, trabalhando na marcenaria do meu pai. Quando fiz 14 anos e poderia ter a minha carteira assinada, fui trabalhar com carteira assinada, cresci, fui buscar o meu sonho de ser empresário, então sempre trabalhei na minha vida e acredito no trabalho”, declarou.

FRASES DE CIRONE DEIRÓ AO RD ENTREVISTA

01) “Depois que o contrato está assinado, por que não interpelou isso antes?”

A frase foi dita por Cirone ao criticar a reação política tardia à concessão da BR-364, durante o trecho da entrevista dedicado ao pedágio.

02) “O grande dilema do pedágio da BR-364 é o que elevou o nosso custo de vida aqui dos rondonienses.”

A declaração foi feita quando o deputado relacionou a cobrança na rodovia ao aumento do frete e ao impacto sobre a população.

03) “Nós não somos contra o pedágio.”

Cirone usou a frase ao defender que a cobrança só se justificaria com investimentos na BR-364, como duplicação, terceiras faixas, pontes e anéis viários.

04) “Nós podemos fazer uma rodovia paralela à BR-364 dentro do Estado de Rondônia.”

A fala apareceu quando o pré-candidato apresentou uma alternativa para reduzir o fluxo na rodovia federal concedida.

05) “O novo João Paulo é um compromisso dele, está aqui gravado para vocês.”

Cirone fez a afirmação ao dizer que Hildon Chaves teria assumido o compromisso de construir um novo hospital em dois anos e meio.

06) “Eu vou estar ao lado dele cobrando para esse compromisso ser cumprido.”

A frase foi dita na sequência da promessa sobre o novo João Paulo II, quando Cirone afirmou que atuaria para fiscalizar o cumprimento do compromisso.

07) “Quando eu recebi o convite, fiquei feliz, mas ao mesmo tempo também apreensivo.”

A declaração foi feita ao explicar como reagiu ao convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Hildon Chaves.

08) “Eu não perdi nenhuma liderança de vereadores, nenhuma liderança nossa.”

Cirone afirmou isso ao falar da substituição de sua pré-candidatura à reeleição pela pré-candidatura de Noeli Deiró a deputada estadual.

09) “Essas polarizações não levam nós a nada.”

A frase foi dita quando o deputado defendeu uma postura menos ideológica e mais voltada a entregas concretas em Rondônia.

10) “A minha vida foi forjada no trabalho.”

Cirone fez essa afirmação no encerramento da entrevista, ao resumir sua trajetória pessoal, empresarial e política.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO) – LinkedIn





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