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Fhemeron alerta para falta de sangue negativo em Rondônia e Assembleia avalia incentivos fiscais

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Estoques de bolsas O, A e B negativo operam em nível crítico no estado enquanto novos projetos de lei buscam atrair doadores regulares

Por Yan Simon - segunda-feira, 15/06/2026 - 10h16

Porto Velho, RO – A escassez de bolsas de sangue dos tipos O, A e B com fator Rh negativo preocupa a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron). Embora o atendimento à demanda transfusional do estado seja garantido pelos estoques de fator positivo, a baixa disponibilidade dos grupos negativos exige a mobilização constante da população. O alerta foi emitido pela assistência social do órgão, que explicou que esses grupos sanguíneos são mais raros e demandam maior esforço de captação quando a procura hospitalar aumenta. Na rotina dos hospitais, os tipos A positivo e O positivo registram a maior frequência de uso. Toda unidade coletada passa por um processo de centrifugação e fracionamento, sendo dividida em hemácias, plaquetas e plasma, o que possibilita o atendimento de até quatro pacientes com uma única doação.

A superação do receio inicial e o compromisso social são apontados por doadores frequentes como fatores decisivos para a manutenção desses estoques. O policial civil Charles Elias, voluntário há mais de duas décadas, relatou que o procedimento é seguro e rápido, enfatizando que qualquer receio é superado pela possibilidade de ajudar o próximo. A mesma transição entre o medo da agulha e a percepção da relevância do ato foi descrita pelo servidor público Diego Alexandre. Ele relembrou que sua primeira doação foi motivada pela urgência médica do familiar de um amigo, transformando a ansiedade inicial em gratificação ao compreender o impacto direto do gesto na sobrevivência de terceiros.

Os critérios para a doação de sangue exigem que o voluntário apresente boas condições de saúde e peso corporal acima de 50 quilos. A manifestação de sintomas gripais ou febris gera impedimento temporário, assim como o diagnóstico de hipertensão descontrolada. Conforme as diretrizes da Fhemeron, restrições temporárias de 12 meses são aplicadas a mulheres lactantes, indivíduos que contraíram malária, pacientes submetidos a exames de endoscopia ou colonoscopia, e pessoas que realizaram tatuagens, piercings ou micropigmentação recentemente. O fluxo de atendimento nos hemocentros estaduais, localizados em Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena, Cacoal, Rolim de Moura e Guajará-Mirim, compreende as etapas de cadastro, verificação de sinais vitais na pré-triagem, avaliação médica na triagem clínica e, finalmente, a coleta sanguínea, realizada em aproximadamente 15 minutos junto com a retirada de amostras para exames laboratoriais.

Como resposta à necessidade de ampliação das coletas e fortalecimento da hemoterapia rondoniense, medidas parlamentares têm sido articuladas pela Assembleia Legislativa de Rondônia durante o Junho Vermelho. Projetos de lei e emendas para a destinação de créditos orçamentários suplementares foram aprovados pelos deputados estaduais para subsidiar o funcionamento e a interiorização dos serviços da Fhemeron. Entre as propostas legislativas, o projeto de lei 1349/2026 autoriza a concessão de desconto no IPVA para doadores frequentes, enquanto o projeto de lei ordinária 1277/2026 planeja converter penalidades administrativas de trânsito em doações voluntárias de sangue ou medula. O suporte logístico às coletas em municípios de difícil acesso, como Jaru e Tarilândia, foi destacado pelo presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Luís do Hospital, que reiterou o foco do parlamento na descentralização da saúde pública. Adicionalmente, mobilizações coordenadas, a exemplo da ação proposta pela deputada Ieda Chaves no ano anterior para o tratamento de uma criança com leucemia, reforçam a atuação institucional na captação de novos voluntários e no fortalecimento do cadastro de medula óssea.

Com informações de: Assembleia Legislativa

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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