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COLISÃO DE HELICÓPTEROS

Anac apura suspeita de transporte aéreo clandestino em helicóptero envolvido em colisão fatal no Rio

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Acidente entre duas aeronaves deixou seis mortos na zona oeste do Rio de Janeiro; investigação reúne Anac, Polícia Civil e Cenipa.

Por Yan Simon - terça-feira, 16/06/2026 - 10h06

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Porto Velho, RO – A apuração sobre as causas da colisão entre dois helicópteros ocorrida na manhã de domingo (14), na zona oeste do Rio de Janeiro, ganhou um novo foco. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que investiga a possibilidade de uma das aeronaves envolvidas estar realizando transporte aéreo clandestino no momento do acidente.

A tragédia aconteceu nas proximidades da Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes. Após o choque em pleno voo, os helicópteros caíram sobre o estacionamento de uma concessionária de veículos elétricos. O impacto provocou um incêndio que atingiu pelo menos 20 automóveis. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 8h59 para atender a ocorrência.

As seis pessoas que ocupavam as aeronaves morreram. Entre as vítimas já identificadas estão o produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves, o piloto Alexandre Souza, o influenciador argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, o diretor de videoclipes Lucas Vignale e o piloto Charles Marsillac, que conduzia sozinho uma das aeronaves. A identificação oficial do cantor e produtor norte-americano Nickel Oliver Tree, de 32 anos, ainda aguarda confirmação. O artista, conhecido como “Rei do Hyperpop”, estava no Brasil cumprindo compromissos profissionais. Material genético já foi coletado por peritos do Instituto Médico-Legal (IML) para concluir o reconhecimento.

Segundo a Anac, uma denúncia relacionada à aeronave de prefixo PP-MAC havia sido recebida em 2025. De acordo com a agência, o caso passou por procedimento de apuração após suspeitas de transporte aéreo clandestino. A aeronave também foi autuada por recusa no fornecimento de informações e acabou sendo incluída na lista de monitoramento da unidade de fiscalização.

A agência informou ainda que, durante operações realizadas em 2025 e 2026, foram fiscalizadas 43 aeronaves e 47 tripulantes em nove aeródromos localizados na cidade do Rio de Janeiro. Apesar das ações, o helicóptero de prefixo PP-MAC não foi encontrado pelos fiscais.

Paralelamente, o caso segue sob investigação da Polícia Civil. A perícia inicial já foi realizada no local do acidente, enquanto os investigadores aguardam a conclusão do laudo técnico que será elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado ao Comando da Aeronáutica.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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