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GOVERNADOR DE RORAIMA
Eleição suplementar em Roraima mobiliza mais de 384 mil eleitores para escolher governador até 2027

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Além da disputa pelo governo de Roraima, cinco municípios brasileiros realizam eleições complementares neste domingo para definir prefeitos e vice-prefeitos em mandatos que seguem até janeiro de 2029.

Por Yan Simon - segunda-feira, 22/06/2026 - 08h46

Porto Velho, RO – Eleitores de Roraima e de cinco municípios brasileiros participam neste domingo (21) de eleições suplementares para preencher cargos do Executivo que ficaram vagos após decisões da Justiça Eleitoral. No estado da Região Norte, mais de 384 mil pessoas estão aptas a votar para definir quem comandará o governo estadual até janeiro de 2027. A votação ocorre até as 17h, no horário local, em 350 locais distribuídos pelo território roraimense.

A disputa pelo governo estadual reúne Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista e apoiado pelo grupo político do ex-governador cassado; Soldado Sampaio (Republicanos), atual chefe interino do Executivo e presidente licenciado da Assembleia Legislativa; e a socióloga Nelita Frank (PT), representante da oposição.

Arthur Henrique participa da eleição sob condição judicial. A candidatura foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) após decisão do ministro Flávio Dino que invalidou uma norma do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que flexibilizava os prazos de afastamento de cargos públicos para participação no pleito. O entendimento do magistrado foi de que devem ser respeitados os períodos de desincompatibilização previstos na legislação eleitoral. Como ainda existe possibilidade de recurso, o candidato permanece na disputa.

A decisão também provocou mudanças na candidatura do PT. Inicialmente, a legenda havia indicado a professora Antônia Pedrosa, mas a ausência de afastamento dentro do prazo legal inviabilizou sua participação. Em seu lugar, foi escolhida Nelita Frank. Apesar da substituição, o nome e a fotografia de Antônia Pedrosa permaneceram nas urnas eletrônicas. Segundo o TRE-RR, não houve tempo suficiente para atualizar os dados do sistema de votação.

A realização da eleição suplementar em Roraima foi determinada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar, em 30 de abril, o mandato do ex-governador Edilson Damião, do União Brasil. Ele havia assumido o cargo após a renúncia de Antonio Denarium. A chapa foi condenada por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Entre as irregularidades apontadas estavam a distribuição de cestas básicas e repasses de recursos a municípios em desacordo com as normas legais.

Além da votação em Roraima, moradores de cinco cidades brasileiras também retornam às urnas para escolher prefeitos e vice-prefeitos em mandatos que se estenderão até janeiro de 2029. As eleições complementares ocorrem após a perda dos mandatos dos gestores eleitos em 2024.

No município de Reginópolis, em São Paulo, concorrem as chapas formadas por João Paulo (PSD) e Marquinho do Gás (Podemos), além de Marquinho Bastos e Fernando Inácio (União Brasil). Em Tuiuti, também no interior paulista, disputam o comando da prefeitura Pedrinho e Andrezão (MDB/Republicanos), Milena do Amarildo e Guinho (PSB) e Careca e Nina do Gabinete (União Brasil).

Já em Joviânia, em Goiás, a eleição reúne as chapas de Pedro Lucas, conhecido como Macaco, e Leandro da Leancellys (MDB/Agir), além de Elisberto da Retro e Rogério Potim (Podemos/PSDB). Em Minas Gerais, os eleitores de Amparo da Serra escolhem entre Aila da Farmácia e Robertinho Bellico (Avante/Republicanos) ou Túlio Cária e Marcelino do Açougue (MDB/PRD). Em Bonito de Minas, disputam João Neto do Sindicato e Professora Cris (Podemos/União Brasil) e a chapa formada por Miqueias Figueiredo e Joelma Magalhães (Republicanos/PDT).

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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