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CRIME ORGANIZADO
PF prende operadores financeiros do Comando Vermelho e bloqueia quase R$ 500 milhões em bens

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Ação da Operação Red Fox atingiu integrantes apontados como responsáveis pela gestão financeira da facção; um dos investigados movimentou mais de R$ 150 milhões.

Por Yan Simon - segunda-feira, 22/06/2026 - 08h43

Porto Velho, RO – Quase R$ 500 milhões em bens, direitos e valores foram bloqueados por determinação da Justiça durante uma operação da Polícia Federal que teve como alvo integrantes do núcleo financeiro do Comando Vermelho (CV). A medida busca enfraquecer a estrutura econômica da organização criminosa, impedir a dispersão do patrimônio e interromper o financiamento de atividades ilegais.

A ofensiva, denominada Operação Red Fox, foi realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). Quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra investigados considerados peças relevantes na movimentação financeira da facção.

Entre os presos está um homem localizado no Suriname e posteriormente deportado para o Brasil. Segundo a investigação, ele atuava na região de fronteira e teria movimentado mais de R$ 150 milhões ao longo do período investigado. Os recursos, conforme a PF, eram destinados à compra de armas de uso restrito e de drogas adquiridas no exterior para abastecer integrantes da organização no Rio de Janeiro e em outros estados.

Também no Suriname foi localizada uma mulher apontada como operadora logística e financeira do grupo. De acordo com os investigadores, ela realizou viagens ao país em períodos que coincidem com movimentações consideradas suspeitas de recursos ilícitos.

Outros dois investigados foram presos em território brasileiro. No Rio de Janeiro, um suspeito foi detido sob a acusação de atuar como operador financeiro da facção, utilizando contas pessoais e empresariais para fragmentar recursos e realizar pagamentos a fornecedores. Já em Tabatinga, no Amazonas, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, foi preso o responsável por uma empresa que, segundo a investigação, era usada para movimentar valores ligados à logística internacional de drogas e armamentos.

As apurações indicam que a organização utilizava empresas de fachada, pessoas interpostas, depósitos fracionados, transferências via PIX e contas de passagem para ocultar a origem dos recursos. A Polícia Federal informou que também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados, mecanismo empregado para garantir pagamentos a fornecedores nacionais e estrangeiros.

As medidas cautelares foram autorizadas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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