Ação coordenada pelo Ministério Público de Rondônia busca cumprir 41 mandados judiciais, recapturar foragidos e combater a atuação de facções em Rondônia e outros estados
Porto Velho, RO – Mais de 100 agentes das forças de segurança pública participaram, nesta terça-feira (23), da Operação Audácia X, desencadeada em Rondônia e outros três estados com foco no enfrentamento ao crime organizado. A ofensiva ocorre simultaneamente em Porto Velho e Ji-Paraná, em Rondônia, além de Rio Branco (AC), Campo Grande (MS) e São Paulo (SP).
Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão. A operação também busca localizar foragidos da Justiça, executar ordens de prisão registradas no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e coibir outros crimes que possam ser constatados durante as diligências, como tráfico de drogas, receptação e posse ou porte ilegal de armas e munições.
As medidas judiciais foram autorizadas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho e integram um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) conduzido pelo Ministério Público de Rondônia. A investigação apura a suposta constituição e participação em organização criminosa com atuação em Rondônia e em outras unidades da Federação, além de possíveis infrações identificadas ao longo da apuração.
A operação reúne integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRO, além de equipes dos Ministérios Públicos do Acre e de Mato Grosso do Sul. Também participam a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO), a Polícia Militar de Rondônia, a Polícia Civil, a Polícia Técnico-Científica (Politec), a Polícia Penal, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), o Centro de Inteligência da Polícia Militar de São Paulo e órgãos de segurança de Mato Grosso do Sul.
Segundo os órgãos envolvidos, o nome “Audácia X” faz referência à conduta atribuída a parte dos investigados. De acordo com as apurações, eles utilizariam redes sociais para exibir armas de fogo, inclusive de uso restrito, quantias em dinheiro, drogas e conteúdos associados à facção criminosa da qual alegam fazer parte. Para os investigadores, esse comportamento demonstraria uma tentativa de afronta às forças de segurança e de fortalecimento da influência da organização nas regiões onde atua.
Com informações de: Ministério Público de Rondônia
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