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Quaest: Luciana chega a 6% na primeira opção ao Senado, empata tecnicamente com Acir e supera Luís Fernando

Quaest: Luciana chega a 6% na primeira opção ao Senado, empata tecnicamente com Acir e supera Luís Fernando
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Candidata do PT voltou da China há cerca de dez dias e iniciou campanha há aproximadamente uma semana; na combinação dos dois votos, aparece três pontos à frente do candidato do PSD, enquanto Expedito Netto chega a 10% para o Governo

Por Yan Simon - quarta-feira, 26/08/2026 - 08h52

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Porto Velho, RO – A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) colocou Luciana Oliveira (PT) com 6% das intenções de voto na primeira opção dos eleitores para o Senado em Rondônia. O resultado ocorre cerca de dez dias depois de a candidata retornar da China e aproximadamente uma semana após o início efetivo de sua campanha no estado.

Quando o eleitor é questionado sobre sua primeira escolha para uma das duas vagas, Fernando Máximo (PL) aparece com 20%, Sílvia Cristina (PP) tem 16%, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), 12%, e Mariana Carvalho (Republicanos), 10%. Luciana vem na sequência, com 6%.

Acir Gurgacz (PDT) registra 4%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro de três pontos percentuais da pesquisa. Assim, Luciana e Acir estão tecnicamente empatados, embora a candidata do PT apareça numericamente à frente do ex-senador nesse recorte.

Engenheiro Thulio (Missão), Luís Fernando (PSD) e Neidinha (PSB) aparecem com 1% cada. Aires Mota (PV) registra 0%. Branco, nulo ou quem afirma que não vai votar somam 9%, enquanto 20% estão indecisos.

O desempenho também chama atenção pelo pouco tempo de campanha de Luciana. Antes de entrar definitivamente na disputa, seu nome chegou a ficar fora das articulações para o Senado em meio às negociações partidárias que envolviam nomes como Confúcio Moura e Acir Gurgacz. Com a candidatura confirmada, a petista passou a defender uma atuação eleitoral integrada com o presidente Lula e com Expedito Netto, candidato do PT ao Governo de Rondônia.

Na combinação dos dois votos para o Senado, Fernando Máximo lidera com 17%. Sílvia Cristina e Bruno Scheid aparecem com 11% cada, Mariana Carvalho registra 10% e Acir Gurgacz tem 5%.

Luciana aparece logo depois, com 4%. A diferença de apenas um ponto para Acir também está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico entre os dois.

Nesse mesmo resultado combinado, Luís Fernando, candidato do PSD, registra 1%. Luciana, portanto, aparece numericamente três pontos à frente do candidato do partido do governador Marcos Rocha. Engenheiro Thulio e Neidinha também têm 1%, enquanto Aires Mota aparece com 0%.

Para a campanha de Luciana, esse é um dos dados políticos mais relevantes do levantamento. A candidata do PT, ainda no começo da campanha, alcança 4% na combinação dos votos e 6% na primeira opção, enquanto Luís Fernando registra 1% nos dois recortes.

Na segunda escolha para o Senado, Fernando Máximo aparece com 15%, Bruno Scheid com 10%, Mariana Carvalho com 9%, Sílvia Cristina com 6% e Acir Gurgacz com 5%. Luciana, Luís Fernando e Engenheiro Thulio registram 2% cada. Neidinha tem 1%.

Espontânea coloca Luciana dentro da margem de Mariana

A pesquisa espontânea, realizada sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados aos entrevistados, mostra um cenário ainda amplamente indefinido: 83% não souberam apontar espontaneamente um nome para o Senado.

Fernando Máximo e Sílvia Cristina aparecem com 3% cada. Bruno Scheid e Mariana Carvalho registram 2% cada. Luciana Oliveira e Acir Gurgacz têm 1%.

Embora Mariana apareça numericamente um ponto acima de Luciana, a diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Dessa forma, as duas estão tecnicamente empatadas nesse recorte.

O resultado é explorado pela campanha de Luciana justamente pelo contraste entre o tempo de exposição das candidaturas. A petista entrou na disputa depois de retornar da China e iniciou a campanha efetiva poucos dias antes da realização das entrevistas da Quaest.

Luciana já resumiu essa diferença de estrutura ao se definir como uma “faísca” diante de candidaturas apoiadas por grupos políticos e econômicos maiores. Os números da Quaest mostram que, apesar desse ponto de partida, ela já aparece dentro da margem de erro de nomes com trajetória eleitoral e estruturas consolidadas no estado.

A posição de Acir também é observada pela campanha sem tratá-lo como adversário direto do campo nacional de Lula. Politicamente, o ex-senador mantém uma relação de proximidade extraoficial com esse campo. Ainda assim, o fato de Luciana aparecer tecnicamente empatada com ele — e numericamente à frente na primeira opção de voto — é utilizado pelos petistas como argumento em favor da manutenção de uma candidatura própria do PT cada vez mais forte ao Senado.

Na avaliação política da campanha, uma candidatura diretamente identificada com Lula pode ajudar a organizar no Senado o eleitorado ligado ao presidente e fortalecer o conjunto da chapa apoiada pelo partido em Rondônia.

Netto chega a 10% e empata com Hildon

A mesma Quaest coloca Expedito Netto (PT) com 10% na disputa pelo Governo de Rondônia, exatamente o mesmo percentual de Hildon Chaves (União), ex-prefeito de Porto Velho.

Marcos Rogério (PL) lidera com 24%, enquanto Adailton Fúria (PSD) aparece com 21%. Depois vêm Expedito e Hildon, ambos com 10%, Samuel Costa (PSB), com 2%, e Pedro Abib (MDB), com 1%.

No campo petista, o desempenho alcançado por Expedito Netto é associado politicamente à melhora da performance de Lula em Rondônia. A estratégia eleitoral busca aproximar cada vez mais as candidaturas estaduais do eleitorado identificado com o presidente, formando um mesmo eixo político com Lula, Netto para o Governo e Luciana para o Senado.

Essa leitura também ajuda a explicar a importância atribuída pela campanha de Luciana ao resultado da Quaest. Depois de uma entrada tardia na disputa, ela aparece tecnicamente empatada com Acir, chega a ficar numericamente à frente dele na primeira escolha e registra vantagem de três pontos sobre Luís Fernando na combinação dos votos.

A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela Rede Amazônica e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números RO-05711/2026 e BR-00490/2026.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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