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Semusa orienta alunos sobre prevenção de acidentes com animais peçonhentos em Porto Velho

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Atividade na Escola Municipal Rio Madeira Extensão II ensinou crianças a reconhecer situações de risco e buscar ajuda de adultos ao encontrar serpentes, escorpiões e outros animais

Por Yan Simon - terça-feira, 29/09/2026 - 09h16

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Porto Velho, RO – A presença recente de duas serpentes nas dependências da Escola Municipal Rio Madeira Extensão II levou a unidade de ensino a reforçar as orientações de segurança entre os estudantes. A situação resultou em uma ação educativa voltada à prevenção de acidentes com animais peçonhentos, realizada com apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

Durante a atividade, as crianças receberam orientações sobre como agir ao encontrar serpentes, escorpiões e outros animais que possam representar risco. Entre as principais recomendações estão não tocar nos animais, manter distância e procurar imediatamente um adulto.

A ação foi conduzida pela Coordenação de Acidentes por Animais Peçonhentos da Semusa e reuniu explicações sobre os hábitos das espécies, locais onde costumam ser encontradas, formas de prevenção e procedimentos indicados em caso de acidente.

O coordenador de Acidentes por Animais Peçonhentos da Semusa, Edson Neves, explicou que a atividade foi organizada depois que a escola comunicou o aparecimento das duas serpentes. A partir do contato com a equipe pedagógica, foi definida a realização de um trabalho diretamente com os alunos.

Segundo Edson, a ocorrência desses animais deve ser compreendida também dentro das características naturais de Porto Velho e da região amazônica, onde existem áreas de mata próximas a diferentes pontos da cidade.

“Esses animais fazem parte da nossa fauna e Porto Velho possui muitos corredores de mata”, afirmou. Ele destacou ainda que conhecer os riscos e saber como agir são medidas importantes para prevenir acidentes.

Durante o encontro, os estudantes participaram das atividades, responderam perguntas e tiveram contato com informações sobre diferentes espécies. O conteúdo também foi ampliado com orientações relacionadas à dengue e à malária, doenças presentes na região.

Outra recomendação repassada às crianças envolveu os procedimentos em caso de acidente. Conforme Edson Neves, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) é referência em Porto Velho para situações que exigem avaliação especializada e possível aplicação de soro. Há ainda uma unidade de referência em Extrema.

Entre os estudantes que participaram da atividade estava Júlia Elizabeth, de 6 anos, aluna do primeiro ano da escola. Ela afirmou ter aprendido que não deve tentar pegar um animal que possa oferecer perigo e que o correto é pedir ajuda.

“Eu não vou mexer neles. Vou chamar uma pessoa adulta”, disse a estudante. Para ela, a orientação é importante para evitar picadas.

A vice-diretora da Escola Rio Madeira Extensão II, Suelen Oliveira, avaliou que a abordagem prática contribui para trabalhar a curiosidade infantil sem transformar o assunto apenas em motivo de medo. Segundo ela, crianças frequentemente tentam se aproximar de animais desconhecidos e precisam aprender a identificar situações de risco.

Suelen explicou que o contato com as informações de forma lúdica facilita a compreensão sobre quais cuidados devem ser adotados. A orientação principal é que os alunos reconheçam que nem todo animal pode ser tocado e que devem buscar ajuda sempre que houver dúvida.

A iniciativa também pretende fazer com que as informações ultrapassem o ambiente escolar. A expectativa é que os estudantes compartilhem em casa as orientações recebidas durante a atividade.

O prefeito Léo Moraes afirmou que o trabalho preventivo desenvolvido com crianças pode contribuir para disseminar informações entre as famílias. Segundo ele, quando os estudantes aprendem a identificar riscos e agir corretamente, o conhecimento também pode ser repassado aos familiares.

“É uma forma simples e educativa de prevenir acidentes e cuidar das nossas crianças”, declarou.

Ao final da atividade, foi reforçada a principal orientação para situações envolvendo animais desconhecidos ou potencialmente perigosos: não tocar, manter uma distância segura e chamar um adulto.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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