“Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível” está entre dez obras selecionadas no eixo Não Ficção; finalistas serão anunciados em 14 de outubro
Porto Velho, RO – O livro Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível, da fotógrafa Marcela Bonfim, está entre os dez semifinalistas da categoria Artes, no eixo Não Ficção, do Prêmio Jabuti 2026. A obra foi publicada pela editora Igrá Kniga e concorre com outros nove trabalhos selecionados na mesma categoria.
A lista dos semifinalistas foi divulgada nesta terça-feira (29) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), responsável pela realização do prêmio.
Amazônia Negra é o livro de estreia de Marcela Bonfim e reúne reflexões sobre a presença negra no território amazônico. A obra aborda identidade, pertencimento, memória, território e reconhecimento, além de dialogar com as experiências da autora como mulher negra e com os encontros construídos ao longo de sua trajetória na região.
A relação de Marcela com a Amazônia ganhou novos caminhos a partir de sua chegada a Rondônia, em 2010. Em Porto Velho, a fotógrafa passou a registrar populações negras, quilombolas, indígenas e de origem caribenha, desenvolvendo um trabalho voltado às diferentes formas de presença e memória negra na região.
Esse percurso deu origem ao projeto Amazônia Negra, inicialmente desenvolvido por meio da fotografia e posteriormente ampliado para outras linguagens.

Atualmente, a iniciativa também se relaciona ao projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências na floresta, plataforma que reúne produção fotográfica, musical, audiovisual e textual.
Marcela afirma que o livro foi construído a partir dos encontros e das experiências vividas ao longo desse processo.
“Esse livro nasce do encontro com pessoas, histórias e memórias que transformaram minha maneira de enxergar a Amazônia. Rondônia teve um papel fundamental nesse processo, porque foi ali que compreendi a potência das narrativas negras presentes na floresta e a importância de torná-las visíveis”, afirma.
Na apresentação da obra, a autora estabelece relações entre “memória e imagem, ferida e cura, história e presença”. O trabalho parte de encontros realizados em diferentes espaços da Amazônia, incluindo comunidades ribeirinhas, florestas, cidades e outros territórios onde histórias negras são construídas e preservadas.

O Prêmio Jabuti chega em 2026 à 68ª edição. Organizada pela Câmara Brasileira do Livro, a premiação reúne neste ano 23 categorias distribuídas pelos eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível concorre na categoria Artes, integrante do eixo Não Ficção.
A próxima etapa do prêmio está prevista para 14 de outubro, quando serão divulgados os cinco finalistas de cada categoria. Os vencedores serão anunciados em 27 de outubro, durante a cerimônia do Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo, na capital paulista.
A presença entre os semifinalistas acrescenta uma nova etapa à trajetória de Marcela Bonfim. A artista também recebeu o Prêmio Itaú Cultural Literatura, em 2020, e o Prêmio PIPA, em 2021.
Com Amazônia Negra, Marcela amplia para a escrita uma pesquisa desenvolvida ao longo dos anos por meio da fotografia e dos encontros com pessoas, territórios e memórias da Amazônia.
Informações de: Camila Lima | Assessoria
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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