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Jurandir Oliveira responsabiliza bancada federal por pedágio da BR-364 e afirma que contrato não será cancelado

Jurandir Oliveira responsabiliza bancada federal por pedágio da BR-364 e afirma que contrato não será cancelado
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Deputado estadual eleito pelo PSD atribui aos 11 representantes de Rondônia no Congresso a falta de fiscalização da concessão, revela aproximação com Marcos Rogério e confirma compromisso antecipado na disputa pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa

Por Yan Simon - segunda-feira, 26/10/2026 - 10h10

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Porto Velho, RO – O deputado estadual eleito Jurandir Oliveira (PSD) responsabilizou a bancada federal de Rondônia pela situação envolvendo o pedágio da BR-364 e manifestou descrença na possibilidade de cancelamento do contrato de concessão. Durante participação no podcast RD Entrevista, apresentado pelo jornalista Vinícius Canova nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia, conexão direta com a verdade, o ex-prefeito de Santa Luzia do Oeste afirmou que os 11 representantes do estado no Congresso Nacional deveriam ter acompanhado as condições estabelecidas antes da conclusão do processo de contratação.

Ao abordar a cobrança de tarifas e as dificuldades enfrentadas pelos usuários da rodovia, Jurandir rejeitou a tentativa de atribuir responsabilidades isoladas e direcionou suas críticas ao conjunto da representação federal que, segundo sua avaliação, tinha condições de acompanhar a concessão ainda durante a fase de preparação.

“Eu acredito, eu vou falar aqui e falo de coração, não tenho medo das minhas palavras. Eu acho que o que aconteceu com a população do estado de Rondônia em relação à BR-364 não é o A nem o B que é culpado”, declarou o parlamentar eleito, antes de atribuir responsabilidade aos 11 representantes que atuaram no período.

Para Jurandir, o momento adequado para questionar as condições da concessão teria sido anterior à licitação e à assinatura do contrato. Ele argumentou que deputados federais e senadores deveriam ter examinado os documentos, as obrigações da futura concessionária e os valores que seriam suportados pelos usuários.

Jurandir Oliveira no RD Entrevista
RD Entrevista · Jurandir Oliveira

O pedágio, a saúde e a palavra dada

Eleito deputado estadual pelo PSD, ex-prefeito de Santa Luzia do Oeste avalia a concessão da BR-364, relata a conversa com Marcos Rogério e revela que já assumiu compromisso na disputa pela Mesa Diretora.

Entrevista: Vinícius CanovaProdução: Rondônia Dinâmica e Informa RondôniaContexto: após o primeiro turno de 2026

Da crítica à concessão ao diálogo com o eleito

Jurandir defendeu fiscalização antecipada da BR-364 pela bancada federal, considerou difícil cancelar o contrato, reafirmou a lealdade ao candidato que apoiou durante a campanha e falou de cooperação institucional com o futuro governador. Na Assembleia, pretende priorizar a regionalização da saúde.

3mandatos à frente da Prefeitura de Santa Luzia do Oeste
11representantes federais cobrados por Jurandir
52municípios em que disse ter recebido votos
15 mil+votos na eleição estadual, segundo seu relato

A possibilidade de alterar ou encerrar o contrato da BR-364 é apresentada aqui como avaliação do entrevistado, não como conclusão jurídica.

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01 · BR-364

Quem deveria ter agido antes?

Jurandir deslocou a cobrança de nomes isolados para a atuação coletiva da bancada federal. Na sua visão, as condições do pedágio e as obrigações da concessionária deveriam ter sido examinadas antes da licitação e da assinatura.

01
“Acho que o que aconteceu com a população de Rondônia em relação à BR-364 não tem o A ou o B como culpado.”

Ele rejeitou a responsabilização de personagens específicos e cobrou acompanhamento prévio dos 11 representantes do estado no Congresso.

02
“Não adianta alguém falar que vai mudar, que vai cancelar.”

O deputado eleito manifestou descrença em promessas feitas depois da formalização da concessão e criticou os valores de pedágio.

03
“Eu não vejo uma forma de cancelar isso, não.”

Jurandir reconheceu que não apresentava análise jurídica, mas disse não identificar um caminho para encerrar o contrato já assinado.

O papel que projeta para a Assembleia

Mesmo sem competência direta sobre a concessão federal, pretende reunir reivindicações dos usuários e dialogar com deputados federais e senadores.

02 · Novo governo

Adversário na urna, interlocutor no mandato

Filiado ao PSD, Jurandir apoiou Adailton Fúria até o encerramento da eleição. Depois da derrota, reuniu-se com Marcos Rogério para apresentar projetos da Zona da Mata e de outras regiões.

04
“Já me sentei com o governador eleito e falei dos nossos projetos e dos compromissos com a nossa região e com todo o estado de Rondônia.”

O encontro com Marcos Rogério foi apresentado como início de uma relação institucional de cooperação.

05
“Marcos Rogério foi um bom parlamentar e não tenho dúvida de que será um bom governador: um cara centrado, com conhecimento.”

Ao avaliar o vencedor, Jurandir elogiou sua atuação legislativa e lembrou contribuições anteriores a Santa Luzia do Oeste.

Compromisso eleitoral

Ele afirmou que não abandonou Fúria durante a campanha, inclusive nos últimos pedidos públicos de voto.

Zona da Mata

Levou ao governador eleito demandas da região que representou como prefeito.

Cooperação

Disse querer construir políticas públicas sem transformar diferenças de campanha em obstáculo institucional.

03 · Saúde pública

Menos estrada para buscar atendimento

A experiência de três mandatos municipais foi usada para descrever esperas de dois ou três anos por cirurgias e exames. Jurandir propôs aproximar especialidades médicas das regiões atendidas.

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“Acho que hoje um dos maiores gargalos de Rondônia é a saúde pública.”

Jurandir citou filas por cirurgias de vesícula e hérnia, além de exames de ressonância, como demandas frequentes dos moradores.

Regionalização

Segundo ele, já conversou com Marcos Rogério sobre descentralizar atendimentos especializados e reduzir deslocamentos a Porto Velho, Vilhena, Ariquemes e Ji-Paraná.

Transporte diário

Relatou dias em que cinco ou seis veículos municipais eram enviados para consultas, exames e tratamentos.

Acesso

O objetivo declarado é levar serviços para mais perto dos pacientes do interior.

Consequência

A descentralização também diminuiria viagens frequentes pela malha rodoviária estadual.

04 · Mesa Diretora

Voto definido, nome não revelado

Jurandir descartou disputar a presidência ou integrar a Mesa no primeiro mandato. Disse que precisa aprender o funcionamento da Casa, mas já participou das articulações e assumiu compromisso de voto.

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“Já participei de algumas reuniões; haverá outras. Mas já dei minha palavra, assumi meu compromisso e não vou mudar de forma nenhuma, por nada.”

O deputado eleito não identificou o destinatário do voto, apenas assegurou que manterá a decisão tomada.

08
“Acho isso um cúmulo, entendeu? Acho que o homem tem que ser homem, tem que ter personalidade.”

Ele criticou a possibilidade de parlamentares romperem compromissos assumidos nas negociações para a direção da Assembleia.

Abordagens

Jurandir reconheceu ter sido procurado por grupos em articulação, sem apontar oferta de vantagem ou irregularidade.

Primeiro mandato

Disse preferir conhecer procedimentos e atribuições antes de cogitar cargo de direção.

Palavra empenhada

Sua crítica se concentra em mudar de posição após assumir um compromisso político.

05 · Governabilidade

O desgaste entre governador e vice

Ao avaliar a reta final da gestão de Marcos Rocha, Jurandir reconheceu a ajuda do governo aos municípios, mas afirmou que o conflito político entre o governador e o vice prejudicou a administração.

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“Quando há um problema, um desgaste, como aconteceu com o governador Marcos Rocha, com certeza isso atrapalha muito a governabilidade.”

A avaliação surgiu em resposta à pergunta sobre os efeitos da deterioração da relação entre o governador e seu vice.

Experiência municipalista

Ex-presidente da AROM e de consórcio intermunicipal, Jurandir defendeu articulação política entre municípios e instituições e compras compartilhadas para apoiar prefeituras.

06 · Trajetória

Saber também a hora de sair

Morador de Santa Luzia do Oeste há 46 anos, Jurandir trabalhou na prefeitura, ingressou na PM em 1991, elegeu-se vereador em 2004 e acumulou três mandatos de prefeito. Agora diz entrar na Assembleia disposto a aprender com colegas mais experientes.

10
“Eu não quero que o povo me tire da política.”

Ele defendeu que o próprio político reconheça a hora de encerrar a carreira, antes que o desgaste resulte em rejeição nas urnas.

Gabinete aberto

No encerramento da entrevista, prometeu transparência, responsabilidade e diálogo, com acesso da população ao futuro gabinete parlamentar.

2004

Eleito vereador; posteriormente presidiu a Câmara Municipal.

Três mandatos

Experiência à frente da Prefeitura de Santa Luzia do Oeste.

2026

Eleito deputado estadual pelo PSD, após presidir entidades municipalistas.

RD EntrevistaVinícius Canova · Rondônia Dinâmica em parceria com Informa Rondônia

O entrevistado questionou por que esses aspectos não foram analisados antecipadamente e criticou as manifestações posteriores de quem passou a defender mudanças no modelo de cobrança. Em sua avaliação, o problema já estava consolidado quando as reclamações ganharam força.

“Nós vamos sofrer esse pedágio caro aí e não vai mudar. Não adianta alguém falar que vai mudar, que vai cancelar. Não vai. A empresa tem 30 anos, entendeu?”, afirmou.

Ao explicar seu posicionamento, Jurandir comparou a situação a uma sessão de cinema em que o consumidor paga antecipadamente, sem conhecer plenamente o serviço que receberá. Segundo ele, os usuários já enfrentam tarifas consideradas elevadas enquanto aguardam melhorias que proporcionem uma rodovia em condições adequadas.

O parlamentar eleito também reconheceu os limites de seu conhecimento jurídico sobre o assunto. Ainda assim, sustentou não enxergar uma solução que permita desfazer o contrato depois de sua formalização.

“Eu não vejo uma forma de cancelar isso, não”, declarou, acrescentando que sua avaliação decorre do fato de a concessão ter passado por concorrência pública e resultado em um instrumento contratual assinado.

A impossibilidade de cancelamento apresentada por Jurandir constitui uma avaliação pessoal do entrevistado, que não apresentou uma análise jurídica sobre eventuais hipóteses de revisão ou encerramento contratual.

Apesar das críticas, ele afirmou que deputados estaduais podem participar das discussões, mesmo quando os assuntos estão diretamente relacionados à competência da bancada federal. Sua proposta é utilizar a Assembleia Legislativa como espaço de articulação, reunir as reivindicações da população e estabelecer diálogo com os representantes de Rondônia no Congresso Nacional.

A relação com o futuro governo estadual também ocupou parte expressiva da entrevista. Filiado ao PSD, partido pelo qual apoiou a candidatura de Adailton Fúria ao Governo de Rondônia, Jurandir confirmou que já se reuniu com o governador eleito Marcos Rogério (PL).

O encontro, segundo ele, foi utilizado para apresentar projetos e discutir compromissos relacionados à Zona da Mata e aos demais municípios rondonienses. Jurandir relatou ter encontrado receptividade e identificado pontos de convergência entre suas propostas e as prioridades do futuro chefe do Executivo.

“Eu já sentei com o governador-eleito, né, falei dos nossos projetos, dos nossos compromissos que tem na nossa região e para todo o estado de Rondônia”, declarou.

O deputado eleito indicou que pretende desenvolver um relacionamento de cooperação com a nova administração. Sua intenção, conforme explicou, é participar da construção de políticas públicas e manter diálogo com Marcos Rogério, colocando os interesses da população acima das diferenças eleitorais.

Essa aproximação, entretanto, não representou uma mudança de posicionamento durante a campanha. Jurandir ressaltou que permaneceu ao lado de Adailton Fúria até o encerramento da disputa pelo governo e que não considerava aceitável abandonar um compromisso político antes da conclusão do processo eleitoral.

Segundo relatou, mesmo nos últimos compromissos públicos da campanha, continuou pedindo votos para o candidato de seu partido. A derrota de Fúria, entretanto, abriu espaço para uma nova relação institucional com o governador eleito.

“O Marcos Rogério é o seguinte, ele foi um bom parlamentar e eu não tenho dúvida que vai ser um bom governador, um cara centrado, com conhecimento”, avaliou Jurandir, acrescentando que o político já havia contribuído com Santa Luzia do Oeste e outros municípios de Rondônia.

Outra revelação ocorreu quando Vinícius Canova questionou o entrevistado sobre as articulações para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Jurandir descartou disputar a presidência ou integrar a Mesa neste primeiro mandato. Justificou que ainda precisa conhecer o funcionamento interno do Parlamento estadual, compreender os procedimentos legislativos e adquirir experiência antes de considerar uma candidatura para cargos de direção.

Isso não significa, porém, que esteja distante das negociações. Ao ser perguntado sobre eventuais abordagens relacionadas à escolha da futura direção da Casa, admitiu que vem sendo procurado e utilizou a expressão “assediado” para descrever as movimentações políticas.

O deputado eleito não identificou os envolvidos nessas conversas nem relatou oferecimento de vantagens ou qualquer irregularidade. Sua crítica se concentrou na possibilidade de parlamentares assumirem compromissos e posteriormente mudarem de posição.

“Eu acho isso aí um cúmulo, entendeu? Porque eu acho que o homem tem que ser homem, tem que ter personalidade”, afirmou.

Jurandir revelou, ainda, que já tomou sua decisão sobre a disputa. Embora não tenha anunciado publicamente o nome ou a chapa escolhida, confirmou participação em reuniões e afirmou que não pretende rever o compromisso assumido.

“Já participei de algumas reuniões, vão ter outras reuniões, mas eu já dei a minha palavra, já fiz o meu compromisso e não vou mudar de forma nenhuma, por nada”, assegurou.

A principal prioridade legislativa apresentada pelo entrevistado foi a saúde pública. Com base na experiência acumulada em três mandatos como prefeito, Jurandir descreveu situações de moradores que aguardavam dois ou três anos por procedimentos como cirurgias de vesícula, hérnia e exames de ressonância magnética.

Ele relatou a dificuldade de administrar essas demandas nos municípios e disse que, apesar das limitações, sua gestão conseguiu encaminhar e resolver parte dos problemas apresentados pela população.

“Então, eu acho que hoje, um dos maiores gargalos do estado de Rondônia é a saúde pública”, declarou.

Uma das alternativas defendidas por Jurandir é a descentralização dos atendimentos especializados. Ele afirmou que já conversou com Marcos Rogério sobre a necessidade de regionalizar serviços para diminuir as viagens de pacientes do interior até centros como Porto Velho, Vilhena, Ariquemes e Ji-Paraná.

O ex-prefeito lembrou que, durante sua administração, veículos municipais eram enviados diariamente pelas rodovias para transportar moradores em busca de consultas, exames e tratamentos. Segundo ele, havia dias em que cinco ou seis carros precisavam realizar esses deslocamentos.

A proposta discutida com o governador eleito consiste em aproximar as especialidades médicas das regiões atendidas, diminuindo a necessidade de transportar pacientes por longas distâncias.

Na avaliação de Jurandir, a iniciativa permitiria enfrentar simultaneamente dificuldades de acesso aos serviços públicos e os transtornos relacionados às viagens frequentes pela malha rodoviária estadual.

O entrevistado também analisou o resultado das eleições para o Senado. Revelou que seus votos foram destinados a Sílvia Cristina e Mariana Carvalho, candidatas para as quais fez campanha, mas reconheceu a vitória de Fernando Máximo e Bruno Scheid.

Embora não tenham sido suas escolhas eleitorais, afirmou esperar que ambos desenvolvam mandatos produtivos e trabalhem pela obtenção de recursos e pela defesa dos interesses de Rondônia.

Sobre a disputa presidencial, Jurandir declarou apoio a Flávio Bolsonaro e, no momento da gravação, manifestou expectativa de vitória do candidato. Disse participar das atividades de campanha, incluindo passeatas, e mencionou a organização de uma carreata em seu município.

Apesar de se identificar politicamente com a direita, ressaltou que sua experiência como prefeito envolveu o relacionamento com governos federais de diferentes orientações ideológicas. Conforme relatou, conseguiu buscar recursos municipais tanto em administrações de esquerda quanto de direita, sem considerar necessário transformar divergências partidárias em obstáculos institucionais.

Ainda no campo político, Jurandir comentou o encerramento da gestão de Marcos Rocha. Embora reconheça dificuldades e desgaste na reta final do governo, afirmou que o governador manteve uma relação de parceria com os municípios.

O deputado eleito citou Santa Luzia do Oeste como uma das localidades beneficiadas e atribuiu parte das dificuldades políticas da administração a decisões tomadas ao longo dos mandatos.

Questionado sobre o conflito entre Marcos Rocha e seu vice-governador, concordou que a deterioração dessa relação prejudicou o ambiente administrativo.

“Agora como é um problema, um desgaste, como aconteceu no governador Marcos Rocha, com certeza atrapalha muito a governabilidade”, afirmou.

Jurandir também apresentou sua visão sobre a Associação Rondoniense de Municípios (AROM), instituição que presidiu por pouco mais de dois anos. Ao recordar sua atuação, mencionou a aproximação com o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a Confederação Nacional de Municípios, além de reuniões em Brasília destinadas à defesa de reivindicações municipalistas.

Para ele, a associação deveria concentrar suas atividades na representação política dos municípios. O entrevistado manifestou discordância em relação à ampliação da prestação de serviços pela entidade, por entender que a articulação institucional deve permanecer como sua principal atribuição.

Ao comentar a presidência assumida por Marcelo, cujo sobrenome não foi mencionado na entrevista, manifestou expectativa de fortalecimento das iniciativas voltadas aos interesses das administrações municipais.

Também falou sobre o consórcio intermunicipal que presidiu antes de disputar a eleição estadual. Explicou que a ferramenta permite realizar compras compartilhadas e oferecer suporte técnico a prefeituras que não dispõem de equipes especializadas suficientes.

Jurandir relatou ter participado de uma viagem a Santa Catarina, com outros prefeitos, para conhecer experiências de consórcios públicos. O modelo observado teria contribuído para a implantação da iniciativa em Rondônia.

Segundo o entrevistado, ele participou da organização da entidade, exerceu a vice-presidência, posteriormente assumiu a presidência e renunciou à função em razão da candidatura de 2026. Também deixou a Prefeitura de Santa Luzia do Oeste, onde foi sucedido pelo vice-prefeito, a quem atribuiu condições para dar continuidade ao trabalho administrativo.

A trajetória pessoal foi outro assunto abordado. Jurandir afirmou residir em Santa Luzia do Oeste há 46 anos, desde que chegou ao município aos dez anos de idade. Começou a trabalhar na prefeitura ainda adolescente, prestou concurso para a área da educação e ingressou na Polícia Militar em 1991, instituição na qual declarou ter servido durante aproximadamente 15 anos.

Em 2004, foi eleito vereador e posteriormente presidiu a Câmara Municipal. Na disputa pela prefeitura em 2008, sofreu uma derrota que atribuiu a uma diferença de aproximadamente 240 votos. Quatro anos depois, retornou às urnas e conquistou o Executivo municipal, onde acumulou três mandatos.

Jurandir mencionou ainda a tentativa de chegar à Assembleia Legislativa em 2018. De acordo com sua recordação, ficou 1.643 votos atrás de Jean Mendonça, resultado que o levou a reavaliar decisões tomadas durante aquela campanha.

Ao comentar a eleição estadual de 2026, na qual recebeu mais de 15 mil votos pelo PSD, afirmou ter sido votado nos 52 municípios de Rondônia. Também citou votação próxima de 89% dos eleitores que compareceram às urnas em Santa Luzia do Oeste na disputa municipal de 2024.

Mesmo com a experiência administrativa, reconheceu que a rotina da Assembleia Legislativa exigirá aprendizado. Disse não possuir formação superior e afirmou que pretende recorrer à experiência dos parlamentares mais antigos para conhecer as atribuições e os procedimentos internos da Casa.

Ao refletir sobre o encerramento de trajetórias políticas, Jurandir defendeu que ocupantes de cargos eletivos saibam reconhecer o momento de deixar a atividade pública. Para ele, a permanência prolongada pode provocar desgaste e reduzir a aceitação popular.

“Eu não quero que o povo me tire da política”, afirmou, explicando que prefere encerrar sua participação por decisão própria a permanecer até sofrer uma rejeição eleitoral.

No encerramento, dirigiu uma mensagem aos eleitores, prometeu conduzir o mandato com transparência, responsabilidade e diálogo, e afirmou que pretende manter o gabinete da Assembleia Legislativa acessível à população. Também agradeceu a oportunidade de participar do RD Entrevista e pediu que os rondonienses continuem orando por ele.

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Nota editorial: A entrevista foi gravada durante a semana anterior ao segundo turno presidencial, realizado ontem, domingo (25 de outubro). As declarações eleitorais refletem aquele momento. Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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