Senador eleito afirma que as dragas atingidas estavam em área requerida há anos e ainda não regularizada pela ANM, diz que o prejuízo recai sobre o minerador e defende que o caminho é legalizar e fiscalizar
Porto Velho, RO – O senador eleito por Rondônia Bruno Scheid (PL) criticou uma operação da Polícia Federal e do Ibama contra garimpeiros no Rio Madeira e afirmou que o prejuízo recai sobre quem trabalha na atividade, e não sobre os órgãos que, segundo ele, demoram a regularizar as áreas. As declarações estão em um vídeo de 1 minuto e 35 segundos publicado no perfil dele no Instagram.
“Mais uma operação hoje da Polícia Federal e do Ibama, do Rio Madeira, contra os nossos garimpeiros”, diz ele na abertura da gravação. “Foi contra isso que eu me coloquei lá no período de campanha e hoje, como senador eleito por Rondônia, continuo me colocando contrário a esse tipo de operação.”
Scheid afirma ter buscado informações sobre a ação antes de se manifestar e apresenta a justificativa que, conforme seu relato, foi apontada para a operação. “A operação se deu porque essas dragas estariam num local não regulamentado pela ANM”, declara, em referência à Agência Nacional de Mineração.
Para ele, no entanto, a área em questão já havia sido requerida anos antes e continua sem regularização. “Quem paga é o minerador, por não ter a celeridade do governo federal e do governo estadual para pressionar a regulamentar essas áreas”, afirma.
Ver esse post no InstagramUm post compartilhado por Bruno Scheid (@brunoscheid)
As últimas opiniõesJURÍDICO DESCOMPLICADOQuando precisamos lutar para garantir o mínimo e nem isso conseguimos30/10/2026OPINIÃO DE PRIMEIRAMarcos Rogério promete “cortar na própria carne”; Léo ganha espaço no futuro governo; e derrota de Flávio complica revisão do pedágio30/10/2026FALANDO SÉRIOApostas para o governo Marcos Rogério, Sofia descarta disputa pela Prefeitura de Porto Velho e PL reconhece vitória de Lula30/10/2026
Ao detalhar a posição, o senador eleito faz uma distinção sobre o tipo de área atingida. “Por mais que estejam trabalhando no local de não regularização, não se trata de reserva indígena, reserva florestal ou qualquer outro polígono impedido pela lei ambiental”, diz. “Se trata de uma área requerida pelas cooperativas de Rondônia e que hoje sofre um preço muito caro.”
Em seguida, ele dimensiona o que considera o prejuízo da operação. “Materiais de mais de 5 milhões, 10 milhões de reais simplesmente colocados no fundo do Rio Madeira por não estar um polígono adequado, por não estar no local que deveria estar conforme a regulação ambiental”, afirma. “Mas por falta de celeridade do órgão que deveria ter regulamentado aquela área.”
No trecho final, Scheid relaciona o tema ao próximo governo estadual. “Nós vamos torcer para que o próximo governo eleito de Rondônia, governador Marcos Rogério, ajude a cobrar o órgão federal, junto com a bancada federal e o Senado, para que isso não aconteça mais em Rondônia”, declara.
Ele encerra a gravação resumindo a proposta que defende. “O caminho é legalizar e fiscalizar”, diz. “Chega de dar prejuízo para quem segura a economia da nossa capital.”
No texto que acompanha a publicação, o senador eleito repete a formulação usada no vídeo. “O caminho é legalizar e fiscalizar, não deixar quem trabalha e movimenta a economia de Rondônia pagar a conta pela demora do poder público”, escreveu. “Seguiremos cobrando uma solução para os garimpeiros do Rio Madeira e a regularização das áreas requeridas pelas cooperativas.”
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
COMENTÁRIOS:





