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RD ENTREVISTA

Dr. Gilber rejeita boicote a empresas após eleição, explica saída do PL e fala sobre disputa pelo comando da Assembleia

O vereador e deputado estadual eleito Dr. Gilber Mercês, de camiseta preta, sorri sentado diante do microfone no estúdio do RD Entrevista
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Em entrevista a Vinícius Canova, deputado estadual eleito pelo NOVO revela estratégia para conquistar vaga, comenta exonerações na Câmara de Porto Velho, revisita confronto sobre IPTU e apresenta prioridades para o mandato

Por Vinicius Canova - segunda-feira, 02/11/2026 - 08h03

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Porto Velho, RO – As campanhas de boicote contra estabelecimentos comerciais por divergências políticas receberam críticas do vereador de Porto Velho e deputado estadual eleito Dr. Gilber Mercês (NOVO). Durante participação no RD Entrevista, podcast apresentado pelo jornalista Vinícius Canova, o parlamentar afirmou que não participa de movimentos destinados a prejudicar empresas em razão das preferências eleitorais de seus proprietários. Na conversa, também revelou detalhes da articulação que permitiu sua saída do PL, comentou a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e explicou sua posição sobre as exonerações em massa realizadas na Câmara Municipal depois das eleições de 2026.

O posicionamento contrário aos boicotes surgiu quando Canova abordou a circulação de listas de empresários e estabelecimentos identificados com candidatos de esquerda. Ao ser questionado sobre a mobilização de pessoas que defendiam deixar de frequentar esses locais, Gilber relacionou sua resposta à atuação na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara e à defesa da iniciativa privada.

“Eu não vejo com bons olhos essa lista negra contra determinados restaurantes, porque o determinado restaurante emprega gente, ele paga taxas, ele paga tributo, ele paga alvará. Então eu opto por não participar desses movimentos, porque é antagônico ao que eu defendo”, declarou.

Dr. Gilber Mercês e o jornalista Vinícius Canova sentados frente a frente na mesa do estúdio do RD Entrevista
RD Entrevista · Dr. Gilber Mercês

Política · Rondônia · Entrevista

Entre o embate técnico e o compromisso com a população

Dez declarações de Dr. Gilber sobre o IPTU, a eleição da Assembleia, as exonerações em Porto Velho, o respeito ao resultado das urnas e propostas para o novo mandato — com o contexto de cada fala.

10falas contextualizadas
9.553votos na eleição estadual, segundo a entrevista
NOVOpartido pelo qual foi eleito deputado estadual
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01 · Câmara e IPTU

Base política, posição própria

Gilber revisitou o embate de 2023 sobre o IPTU de Porto Velho. Disse que, embora integrasse a base municipal, sustentou um projeto contestado pelo Executivo.

01 / 10
“Apresentei um projeto de lei que todo mundo dizia que era inconstitucional.”

Ao recordar a disputa sobre o IPTU, afirmou que defendeu a proposta com argumentos jurídicos e técnicos diante das objeções à sua constitucionalidade.

02 / 10
“Mas eu sempre fui povo.”

Questionado se era oposição, respondeu que fazia parte da base do governo, mas situava sua legitimidade política na população que o elegeu.

Além das frases: ele também disse que enfrentou propostas que considerava fora da competência da Câmara, mesmo quando poderiam gerar repercussão favorável. É uma avaliação do próprio entrevistado sobre seu método legislativo.

02 · Nova Assembleia

Diálogo, sem voto declarado

Na transição da Câmara Municipal para a Assembleia, o deputado eleito evitou antecipar sua escolha para a presidência da Casa.

03 / 10
“Há diálogos, há conversas.”

A resposta veio durante a discussão sobre a próxima Mesa Diretora. Ele mencionou nomes em debate, mas não confirmou apoio definitivo.

04 / 10
“Mas eu acredito que, neste caso concreto, tenha sido uma necessidade técnica para que as contas sejam aprovadas.”

Sobre as exonerações na Câmara de Porto Velho, rejeitou a hipótese de vingança eleitoral e sugeriu razões administrativas. Disse, porém, que estava licenciado e não acompanhou diretamente a decisão.

03 · Depois das urnas

Convicção sem boicote

Ao comentar a derrota do candidato presidencial que apoiou, Gilber defendeu a manutenção de suas posições e criticou listas de estabelecimentos a evitar por divergência política.

05 / 10
“Eu não vejo com bons olhos essa lista negra contra determinados restaurantes.”

Argumentou que restaurantes empregam pessoas, pagam tributos e contribuem para a atividade econômica; por isso, não participa de campanhas de boicote.

06 / 10
“Eu vou seguir posicionado com o que eu acredito, com o que eu penso, com o que eu creio, com o que eu acho que é o correto, com as minhas bandeiras bem definidas, e não vou negociar.”

A fala integra sua reflexão sobre o resultado presidencial: disse respeitar a escolha dos eleitores sem abrir mão de suas próprias convicções.

Bastidor da transcrição

Ao falar da apuração de sua própria eleição, descreveu nervosismo e expectativa apesar dos cálculos prévios da campanha. Quando soube da vitória, disse sentir o dever cumprido e pensar em descansar.

04 · Políticas públicas

Acesso e identificação

O entrevistado apresentou iniciativas municipais que atribui à sua atuação e falou em avaliar sua ampliação na Assembleia. As descrições abaixo são declarações dele na entrevista.

07 / 10
“E, detalhe, você não precisa estar com a receita do SUS.”

Ao explicar a Farmácia Básica Municipal, disse que uma prescrição de consulta particular também pode ser usada para retirar medicamentos disponíveis no serviço.

08 / 10
“Eu sou o autor da lei que criou a carteirinha das crianças autistas.”

Segundo ele, o documento auxilia no atendimento prioritário e no mapeamento de famílias para orientar ações voltadas a crianças autistas em Porto Velho.

O raciocínio por trás da carteira: Gilber relatou que, ao assumir a vereança, não obteve um levantamento de quantas crianças autistas havia no município. Defendeu usar esses dados para definir onde instalar equipamentos adaptados, evitando estruturas em locais sem demanda correspondente.

05 · Próximo mandato

Estudar antes de propor

Na reta final, ele falou da adaptação às regras da Assembleia e retomou o compromisso público que, afirma, pretende levar para o mandato estadual.

09 / 10
“Eu já estou devorando o regimento.”

Ao comentar a preparação para assumir a cadeira estadual, disse estudar o regimento interno e ainda não ter definido qual será seu primeiro projeto de lei.

10 / 10
“O meu compromisso é com a população do nosso estado.”

No encerramento, agradeceu os votos recebidos e vinculou a nova função à responsabilidade de representar os moradores de Rondônia.

RD Entrevista · Informa RondôniaEntrevista conduzida por Vinícius Canova nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia. Falas revisadas apenas para pontuação, concordância e legibilidade; as avaliações políticas e descrições de iniciativas são atribuídas ao entrevistado.

O vereador argumentou que empresas exercem papel importante na manutenção dos empregos e no funcionamento da economia. Citou o recolhimento de impostos, a contratação de trabalhadores e o pagamento de taxas como razões para considerar inadequadas as mobilizações contra comerciantes por motivos eleitorais.

“Eu defendo a iniciativa privada com unhas e dentes. Quem fomenta a economia, quem faz a máquina pública funcionar como um todo, é o setor privado, que é quem recolhe imposto, quem assina carteira de trabalho, quem paga taxas à emissão de alvará”, afirmou.

A posição foi apresentada em meio à discussão sobre a polarização política após a eleição presidencial. Gilber contou que esteve envolvido na campanha de Flávio Bolsonaro e lamentou a derrota do candidato, mas afirmou compreender que a decisão final pertence aos eleitores. Segundo ele, a participação no processo democrático envolve a possibilidade de vencer ou perder uma disputa.

“Eu sou de entender que a população escolhe, entendeu? Sou de entender que a população escolhe. Coloquei meu nome à disposição em 2020, fui lá, coloquei meu nome à disposição, e me deram a oportunidade de trabalhar, de representá-los. Aí eu procuro fazer o melhor trabalhando”, declarou, ao relacionar sua trajetória eleitoral ao reconhecimento recebido nas urnas.

O deputado eleito avaliou que as reações negativas ao resultado presidencial representam um momento de insatisfação entre parte dos eleitores. Embora tenha manifestado respeito por essas reações, afirmou que sua conduta pessoal não inclui campanhas de boicote.

“Eu acho que esse momento é um momento de reflexão, procurar saber onde foi o acerto, onde foi o erro. Precisamos seguir posicionados, isso que é importante. Eu vou seguir posicionado com o que eu acredito, com o que eu penso, com o que eu creio, com o que eu acho que é o correto, com as minhas bandeiras bem definidas e não vou negociar”, afirmou.

A discussão sobre as eleições também permitiu ao entrevistado detalhar como conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Eleito pelo NOVO com 9.553 votos, Gilber explicou que a transferência partidária foi resultado de uma avaliação das condições da disputa proporcional. A mudança, segundo ele, ocorreu mediante uma carta de anuência concedida pelo PL e integrou uma articulação política relacionada à candidatura de Marcos Rogério ao Governo de Rondônia.

O parlamentar afirmou que exercia a liderança do PL na Câmara de Porto Velho e mencionou a existência de 92 vereadores da legenda em Rondônia. Segundo seu relato, foi o único integrante desse grupo autorizado a deixar o partido para disputar a eleição por outra sigla.

“Nós somos 92 vereadores do PL no estado de Rondônia e somente um teve a carta para sair do PL e disputar eleição no outro partido, que fui eu”, relatou. Na sequência, explicou que o NOVO havia sido incorporado à articulação majoritária de Marcos Rogério e que sua candidatura estadual foi definida durante a organização das chapas.

A estratégia, conforme descreveu, levou em consideração os cálculos necessários para disputar uma eleição proporcional. Gilber afirmou que a decisão foi preparada previamente e não representou uma mudança improvisada de legenda.

“Nós fizemos cálculo, foi tudo muito bem elaborado, tudo muito bem desenhado”, declarou. Ao recordar a apuração, reconheceu que o planejamento não eliminou a ansiedade provocada pela disputa e pela espera do resultado.

A eleição de 2026 representou a terceira vitória consecutiva de Gilber nas urnas. Em 2020, conquistou o primeiro mandato como vereador de Porto Velho com 2.214 votos. Na tentativa de reeleição, quatro anos depois, recebeu 3.667. Já na disputa estadual, alcançou 9.553 votos e garantiu a última vaga para deputado estadual.

O resultado ampliou sua representação política e o colocou entre os novos integrantes da Assembleia Legislativa. Durante a entrevista, Gilber afirmou que pretende conservar uma característica que considera fundamental em sua atuação: a presença permanente nos bairros, nas ruas e nas comunidades.

“Eu sou político de rua. Pouco fico no gabinete. É claro que eu cumpro todo o meu expediente no que diz respeito a estar presente nas sessões, acompanhar de perto as proposituras legislativas, mas eu não paro de ir à rua”, explicou, ao comentar como pretende organizar a rotina parlamentar.

Com a eleição concluída, o próximo desafio político envolve a escolha da Mesa Diretora da Assembleia. Questionado sobre informações de que já teria definido apoio a um candidato à presidência, Gilber afirmou que as conversas estão acontecendo, mas rejeitou a existência de uma posição fechada.

O vereador citou a formação de uma bancada expressiva de parlamentares vinculados ao grupo de Marcos Rogério e ressaltou que as negociações não estão restritas ao PL. Outras legendas que participaram da articulação eleitoral também integram o ambiente de diálogo para a organização do Legislativo.

“Há um diálogo sobre essa questão da Mesa. Jean é um excelente nome também, dentre outros também são excelentes nomes, mas há diálogo. Há diálogos, há conversas. E tenho certeza que nós vamos, na hora certa, tomar decisão”, declarou.

O nome de Jean Mendonça apareceu durante a avaliação dos possíveis candidatos à direção da Casa. Gilber, entretanto, não apresentou uma preferência definitiva e afirmou que a decisão será construída no momento apropriado. Também afastou a intenção de buscar uma função de comando na Mesa Diretora neste início de mandato.

“Não, não. Eu penso em contribuir”, respondeu ao ser questionado sobre a possibilidade de protagonismo na direção da Assembleia.

A experiência na Câmara Municipal, segundo ele, será uma das referências para a adaptação à nova função. Gilber destacou que já ocupou a primeira secretaria da Mesa Diretora, presidiu comissão parlamentar de inquérito e participou de debates que exigiram conhecimento do funcionamento do Legislativo. Mesmo assim, reconheceu que precisará estudar as particularidades da Assembleia.

Outro assunto politicamente sensível foi a decisão da Câmara de Porto Velho de exonerar servidores comissionados depois das eleições. Canova perguntou se os desligamentos poderiam ter alguma relação com a frustração eleitoral de integrantes do grupo ligado à presidência da instituição.

Gilber não concordou com essa interpretação. O entrevistado explicou que havia solicitado licença do mandato em agosto para participar da campanha e que, por isso, não acompanhou diretamente a decisão administrativa. Apesar dessa circunstância, apresentou sua avaliação sobre os possíveis motivos da medida.

“Eu acho que não. Sem problema nenhum, eu não preciso fazer média. Ao contrário, para mim é muito tranquilo, sou muito transparente com tudo. Mas eu acredito que, neste caso concreto, tenha sido uma necessidade técnica para que as contas sejam aprovadas”, afirmou.

O parlamentar argumentou que a presidência da Câmara precisa observar exigências fiscais e compromissos administrativos. Entre os problemas mencionados, destacou o número reduzido de servidores efetivos e a necessidade de dar andamento às contratações relacionadas ao concurso público realizado pela instituição.

Ele lembrou que o processo de concurso teve início em uma administração anterior à atual presidência e afirmou conhecer parte dessa trajetória por ter integrado a Mesa Diretora naquele período. Ao tratar da situação do presidente Gedeão Negreiros, ressaltou que o responsável pela gestão está sujeito a obrigações financeiras e administrativas.

Gilber reconheceu que as exonerações surpreenderam trabalhadores e afetaram pessoas que não esperavam perder seus cargos. Ainda assim, afirmou não acreditar que a decisão tenha representado uma punição coletiva pela derrota eleitoral de Gláucia Negreiros.

“Eu acredito que não, de verdade eu acredito que não. Eu acho que foram questões técnicas mesmo, de responsabilidade, de ter que fechar o ano bem”, declarou.

A entrevista também abordou o histórico de enfrentamentos políticos do vereador na Câmara de Porto Velho. Entre os episódios recordados, o debate sobre o IPTU recebeu atenção especial. Gilber contou que apresentou um projeto de lei em 2023 e encontrou resistência quanto à constitucionalidade da proposta.

Segundo ele, o questionamento partiu inclusive do Executivo municipal, embora o vereador integrasse a base política do prefeito naquele período. Gilber afirmou que sustentou sua posição com argumentos técnicos, mencionou um julgamento de Gilmar Mendes e apresentou sua interpretação aos demais parlamentares.

“Os meus mandatos sempre foram bem técnicos. O meu de ter vencido o embate na Câmara dos Vereadores de Porto Velho de forma técnica, por exemplo, a situação do IPTU de forma técnica. Apresentei um projeto de lei que todo mundo dizia que era inconstitucional”, relatou.

Ao ser perguntado se fazia oposição à administração, Gilber respondeu que sempre integrou a base governista, mas não considerava essa condição suficiente para impedir divergências. Na avaliação do entrevistado, o compromisso com os moradores deve orientar a atuação de um representante eleito, independentemente da relação partidária com o Executivo.

“Quem me legitima, quem tem a legitimidade para me dar essa possibilidade de representatividade é a população, não é o prefeito, não é o governador. Então meu compromisso é com quem me colocou lá, quem me outorgou representatividade, que é a população”, afirmou.

O vereador acrescentou que essa compreensão deverá acompanhá-lo no mandato estadual. Segundo ele, a análise das propostas legislativas precisa considerar os limites de atuação da instituição e as necessidades da população. Ao recordar discussões travadas na Câmara Municipal, disse ter rejeitado iniciativas que considerava fora da competência dos vereadores, ainda que fossem capazes de produzir repercussão popular.

A relação com Marcos Rogério também foi abordada. Gilber confirmou manter amizade com o governador eleito e demonstrou confiança na futura administração. Ao analisar a carreira do aliado, citou a passagem pela Câmara Municipal, pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, além da experiência acumulada em discussões nacionais.

“É um cara que eu tenho muito respeito, tenho carinho, admiração e eu tenho certeza que vai ser um excelente governador para o nosso estado”, declarou.

Para Gilber, o desenvolvimento econômico deve ocupar posição central na administração estadual. O parlamentar argumentou que a expansão das atividades produtivas pode fortalecer a arrecadação e ampliar a disponibilidade de recursos para investimentos em serviços públicos.

A situação do Hospital João Paulo II foi um dos exemplos mencionados. O deputado eleito relatou acompanhar há muitos anos os problemas relacionados à unidade e defendeu que o crescimento econômico seja utilizado para ampliar a capacidade de resposta do governo. Também apontou a necessidade de reforçar a segurança pública, ampliar efetivos e direcionar investimentos à infraestrutura e à tecnologia.

“O Estado desenvolvendo, entrando a grana, tendo arrecadação, você tem recursos. Aí vêm as demais coisas”, afirmou, ao explicar por que relaciona a capacidade de investimento estadual ao desempenho da economia.

Além dessas prioridades, o vereador pretende avaliar a possibilidade de ampliar iniciativas que afirma ter desenvolvido durante os mandatos municipais. Entre elas, destacou a Farmácia Básica Municipal, que, conforme explicou, permite à população retirar medicamentos gratuitamente mediante apresentação de receita médica.

Gilber ressaltou que a prescrição não precisa necessariamente ser emitida por um profissional do Sistema Único de Saúde. Segundo ele, pacientes atendidos em clínicas particulares também podem apresentar suas receitas para obter medicamentos disponíveis no serviço municipal.

Dr. Gilber Mercês, com as mãos unidas sobre a mesa, fala ao microfone no estúdio do RD Entrevista
O deputado estadual eleito falou sobre prioridades do mandato e sobre a disputa pela Mesa Diretora da Assembleia

A distribuição de fraldas geriátricas foi apresentada como outra ação relacionada à sua atuação. O parlamentar afirmou ter destinado recursos para aquisição dos produtos, considerando o peso financeiro que representam para famílias responsáveis pelos cuidados de idosos e de outras pessoas que necessitam desse material.

O vereador também mencionou a legislação de identificação das crianças autistas em Porto Velho. Segundo ele, a criação da carteira municipal teve como objetivos assegurar atendimento prioritário e permitir que a administração conheça melhor a distribuição das famílias que precisam de políticas especializadas.

Gilber relatou que, no início de seu primeiro mandato, procurou saber quantas crianças autistas havia no município e encontrou dificuldades para obter essas informações. A experiência o levou a defender instrumentos de identificação capazes de orientar o planejamento de serviços e investimentos.

“Com o advento da carteirinha, a gente sabe quem são as crianças, onde estão, o perfil socioeconômico, qual é a realidade financeira daquela família”, explicou.

O entrevistado relacionou essa proposta ao interesse em criar espaços públicos adaptados para crianças neurodivergentes. Na avaliação de Gilber, a escolha dos bairros para implantação desses equipamentos deve considerar a quantidade de famílias atendidas e as necessidades identificadas, evitando investimentos em locais que não correspondam à demanda.

Na educação, citou o projeto de implantação de salas multissensoriais nas escolas públicas municipais. Ele afirmou que pretende acompanhar a implementação da iniciativa em Porto Velho e estudar a possibilidade de ampliar experiências semelhantes para outras regiões do estado.

Outra medida mencionada foi o protocolo de proteção às mulheres em estabelecimentos noturnos. Gilber explicou que a legislação de sua autoria determina assistência a mulheres que percebam situações de risco, com acompanhamento de funcionários até que possam deixar o local em segurança. A proteção, segundo ele, não depende de uma agressão já consumada.

Durante o retrospecto da atuação legislativa, o vereador recordou ainda a presidência de uma CPI relacionada aos combustíveis e sua passagem pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara. Ao comentar essas experiências, destacou a importância da atividade parlamentar e da análise das propostas antes de sua aprovação.

O futuro deputado também apresentou aspectos de sua trajetória pessoal e profissional. Nascido e criado em Porto Velho, Gilber contou que seus pais são igualmente naturais da capital. Antes de ingressar na política eleitoral, trabalhou como agente penitenciário e policial civil, formou-se em Direito, exerceu a advocacia e integrou o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia.

A entrada na política ocorreu na eleição municipal de 2020. Ao fazer uma avaliação dos mandatos, Gilber afirmou que não ocupou cargos comissionados antes de se candidatar e que sua experiência foi construída no exercício da vereança. Perguntado sobre eventuais arrependimentos, disse não identificar um episódio específico que gostaria de modificar, embora considere o aprendizado contínuo indispensável à vida pública.

Na preparação para assumir a cadeira estadual, Gilber afirmou estar estudando o regimento interno da Assembleia Legislativa. O vereador explicou que ainda não definiu uma proposta específica para apresentar como seu primeiro projeto de lei e que pretende conhecer a rotina da instituição para estabelecer as prioridades legislativas.

A disposição de manter contato com os moradores foi reafirmada no encerramento. Gilber agradeceu a votação recebida, mencionou a responsabilidade de representar Rondônia e afirmou que pretende exercer o mandato sem abrir mão de suas convicções.

“Eu assumo com muita responsabilidade o ofício de representá-los na Assembleia Legislativa. O meu compromisso é com a população do nosso estado”, declarou, ao dirigir sua mensagem aos eleitores.

O episódio integra o RD Entrevista, apresentado pelo jornalista Vinícius Canova e realizado nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia, conexão direta com a verdade. A produção tem direção técnica, pós-produção e motion de Roberto Lamarão.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO) – LinkedIn





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