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LENHA FRIA

Equipe é alvo de tiros após operação da PF contra extração ilegal de madeira em terra indígena

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Uma pessoa foi presa na Operação Lenha Fria, na Terra Indígena Sete de Setembro, entre Cacoal e Rondolândia; ninguém ficou ferido nos disparos.

Por Yan Simon - sábado, 07/11/2026 - 08h53

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Porto Velho, RO – Uma equipe de fiscalização foi alvo de disparos de arma de fogo ao deixar a Terra Indígena Sete de Setembro, após uma operação contra a extração ilegal de madeira realizada na sexta-feira (6). Segundo a Polícia Federal, a estrada também estava bloqueada por árvores derrubadas para impedir a passagem dos agentes. Ninguém ficou ferido. A PF informou que vai apurar a agressão.

A ação, denominada Operação Lenha Fria, resultou na prisão em flagrante de uma pessoa suspeita de explorar ilegalmente floresta em terra de domínio público. A PF atuou em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

As equipes apreenderam uma motosserra, dois aparelhos celulares e uma antena de internet via satélite durante a operação.

Na fiscalização, foram localizados um trator e duas motocicletas que, conforme a PF, eram usados na logística da extração ilegal. O Ibama inutilizou os três veículos no local.

O órgão ambiental também inutilizou 14 toras de madeira, que precisaram ser cortadas para a execução da medida.

A Terra Indígena Sete de Setembro abrange os municípios de Cacoal, em Rondônia, e Rondolândia, em Mato Grosso, e é tradicionalmente ocupada pelo povo Paiter Suruí.

Segundo a PF, por se tratar de um bem da União, a retirada de madeira sem autorização do órgão competente constitui crime de competência da Justiça Federal.

A pessoa presa foi autuada em flagrante pelo crime de desmatamento ou exploração econômica de floresta em terras de domínio público sem autorização, previsto no artigo 50-A da Lei nº 9.605/1998. A pena informada pela PF é de dois a quatro anos de reclusão e multa.

Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial; não é registro da operação

Com informações de: Polícia Federal

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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