Ação realizada em Guajará-Mirim incluiu prisão preventiva, busca e apreensão e análise de material eletrônico ligado a crimes de abuso sexual infantil
Porto Velho, RO – As apurações da Operação Escudo Protetor continuam, segundo a Polícia Federal, com a avaliação do material recolhido durante as diligências. As equipes identificaram a utilização de perfis falsos em plataformas digitais e redes sociais para contato com crianças e adolescentes, método que, de acordo com os investigadores, também permitiu o aliciamento de menores para envio de imagens.
O caso passou a ser investigado após a localização de um homem que mantinha e distribuía conteúdo envolvendo crianças. A apuração revelou que cerca de 30 vítimas foram identificadas, inclusive menores submetidos à coação moral e à violência psicológica. O termo “pornografia”, previsto no art. 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente, é mencionado na legislação para caracterizar situações que envolvem atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, com crianças ou adolescentes. A Polícia Federal destaca que, internacionalmente, a expressão “abuso sexual de crianças e adolescentes” tem sido considerada mais adequada por evidenciar a dimensão da violência sofrida pelas vítimas.
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No cumprimento dos mandados judiciais, foi apreendido um equipamento eletrônico possivelmente empregado na prática criminosa, que será encaminhado para perícia técnica. As medidas foram adotadas em Guajará-Mirim, onde agentes da Polícia Federal executaram uma prisão preventiva e uma ordem de busca e apreensão expedidas pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária de Rondônia.
A operação foi deflagrada nesta terça-feira (9/12) para combater crimes relacionados à posse e ao armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A PF orienta que pais e responsáveis mantenham atenção constante ao comportamento dos jovens e supervisão das atividades realizadas no ambiente virtual e físico. A instituição reforça que dialogar com crianças e adolescentes sobre riscos digitais, explicar o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos e observar sinais como isolamento ou sigilo repentino no uso de celulares e computadores são medidas consideradas essenciais de proteção. A corporação também salienta que a orientação adequada pode ajudar os menores a buscar ajuda quando confrontados com contatos inadequados.




