Informa Rondônia
SUSTENTABILIDADE

Ibama autoriza pesca do pirarucu invasor em Rondônia após estudo financiado por emenda parlamentar

Ibama autoriza pesca do pirarucu invasor em Rondônia após estudo financiado por emenda parlamentar
Pronto
0%Atalhos: Espaço (play/pausa), S (parar), ←/→ (volta/avança)
🛠️ Acessibilidade:

Normativa permite captura sem limites para controle da espécie fora da área natural e estabelece regras para comercialização e destinação

Por Yan Simon - sexta-feira, 20/03/2026 - 14h40

Informa Rondônia Compartilhe esta reportagem
0 ações
Link copiado.

Porto Velho, RO – A autorização para a pesca do pirarucu fora de sua área natural passou a valer após a publicação de normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que classificou a espécie como invasora nessas condições. A medida estabelece a liberação da captura ao longo de todo o ano, sem restrição de quantidade ou tamanho, como forma de controle ambiental.

Pelas regras definidas, o peixe capturado não poderá ser devolvido aos rios e deverá ser abatido. A comercialização ficará limitada ao estado onde ocorreu a pesca, sendo prevista apreensão em caso de descumprimento. Também foi autorizada a doação do pescado para programas sociais, com prioridade para merenda escolar, hospitais, creches e ações de combate à fome.

O texto normativo ainda prevê que estados e municípios poderão incentivar iniciativas voltadas ao controle da espécie. Em unidades de conservação, a captura dependerá de autorização específica e deverá seguir critérios próprios. A implementação de campanhas de educação ambiental também foi incluída entre as diretrizes.

A publicação da norma ocorre após articulação iniciada com base em um estudo que comprovou o caráter invasor do pirarucu fora de sua área de origem. A pesquisa foi viabilizada por emenda parlamentar da deputada estadual Gislaine Lebrinha, com participação da Universidade Federal de Rondônia (Unir), apoio da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

A demanda surgiu em 2023, quando colônias de pescadores relataram dificuldades na atividade pesqueira, associadas ao aumento da espécie, que estaria impactando a presença de peixes comuns e comprometendo a subsistência das famílias. Diante da situação, foi solicitada a realização de estudo técnico para embasar medidas oficiais.

Em 2025, os resultados da pesquisa foram apresentados à Diretoria de Biodiversidade e Florestas do Ibama, em reunião realizada em Brasília. Na ocasião, foi solicitado o reconhecimento da espécie como invasora e a adoção de medidas de controle, o que resultou na publicação da normativa agora em vigor.

Com informações de: Assembleia Legislativa

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





COMENTÁRIOS: