Evento reúne representantes do Judiciário para discutir inovação, desafios e fortalecimento das ouvidorias em todo o país
Porto Velho, RO – O fortalecimento das ouvidorias judiciais e a ampliação do diálogo com a sociedade foram destacados durante o 14º Encontro do Colégio Nacional dos Ouvidores Judiciais do Poder Judiciário (Cojud), realizado em Mato Grosso. Representando o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), a desembargadora e ouvidora Inês Moreira participou das discussões e apresentou iniciativas desenvolvidas no estado.
A magistrada afirmou que o TJRO iniciou um novo ciclo de estruturação da Ouvidoria, com medidas como a regulamentação da Ouvidoria-Geral e a criação da Ouvidoria da Mulher. Segundo ela, foi assumido o compromisso de ampliar o acesso da população aos canais institucionais e fortalecer os mecanismos de escuta. Também foram citadas ações voltadas à conscientização e ao diálogo, incluindo atividades realizadas durante a Semana da Mulher.
Entre as medidas adotadas, está o aprimoramento do sistema “Ouvir”, utilizado para organização das demandas e produção de dados estratégicos. A estruturação da Ouvidoria da Mulher também foi destacada como alinhada às políticas de enfrentamento à violência de gênero. A elaboração do Plano de Gestão e a consolidação de informações institucionais integram o conjunto de ações em andamento.
Dados apresentados indicam que, em 2025, foram registradas 4.249 manifestações, sendo 1.656 por meio do sistema “Ouvir”. Nos primeiros meses de 2026, foram contabilizadas 196 manifestações, com índice de resposta de 84,69%. Para a ouvidora, esses números evidenciam o papel da Ouvidoria como ferramenta de gestão e produção de informações relevantes para o aprimoramento das políticas judiciárias.
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O encontro ocorre entre os dias 17 e 20 de março e é promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em parceria com o Cojud. Participam ouvidores de Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais e Tribunais Militares, além do ministro ouvidor do Superior Tribunal de Justiça e conselheiros do Conselho Nacional de Justiça. Na programação, são debatidos temas como boas práticas, impactos da inteligência artificial, desafios operacionais, riscos associados às redes sociais e a Resolução CNJ nº 660, que institui o Sistema Nacional de Ouvidorias de Justiça.
Ao término do evento, será apresentada a Carta de Cuiabá, documento que reunirá diretrizes e encaminhamentos definidos durante as discussões, com foco no aperfeiçoamento das ouvidorias judiciais no país.
O Colégio Nacional dos Ouvidores Judiciais do Poder Judiciário, fundado em 6 de março de 2015, é uma entidade civil sem fins lucrativos formada por magistrados ouvidores. A instituição atua na integração entre os tribunais, na troca de experiências e no fortalecimento da atuação independente das ouvidorias, com foco na defesa dos interesses do cidadão e na melhoria da prestação jurisdicional.
Com informações de: Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia
