Pagamentos contemplam cerca de 312 mil clientes e seguem limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ
Porto Velho, RO – Foi iniciada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a segunda etapa de ressarcimento aos clientes do Will Bank, fintech vinculada ao Banco Master, quase três meses após a liquidação da instituição. Nesta fase, está prevista a liberação de R$ 6,06 bilhões para aproximadamente 312 mil credores que possuem valores a receber entre R$ 1 mil e R$ 250 mil.
O processo de solicitação ocorre exclusivamente por meio do aplicativo oficial do FGC. Para acessar os recursos, é necessário que o cliente realize cadastro na plataforma, confira e complemente as informações, envie a documentação exigida e formalize o pedido de ressarcimento. O fundo orienta que as notificações do aplicativo permaneçam ativas para acompanhamento do andamento e possíveis pendências.
De acordo com as regras do sistema, o limite de garantia é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Não haverá pagamento adicional para clientes que já tenham atingido esse teto em outras instituições do mesmo grupo, como o Banco Master e empresas associadas. Existe exceção para aplicações realizadas até 31 de agosto de 2024, que mantêm a cobertura individual dentro do limite estabelecido.
Na fase inicial dos pagamentos, iniciada em fevereiro, foram contemplados os clientes com valores de até R$ 1 mil. Até o momento, R$ 126 milhões foram pagos a mais de 1,1 milhão de pessoas.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
++++
Desde janeiro, os ressarcimentos conduzidos pelo FGC envolvendo instituições do conglomerado já somam cerca de R$ 39,3 bilhões, o que corresponde a 96,9% do total previsto. Aproximadamente 669 mil credores foram atendidos, representando 90,24% dos beneficiários.
No caso do Banco Pleno, também ligado ao grupo, os pagamentos alcançaram R$ 3,61 bilhões, beneficiando cerca de 107,3 mil pessoas. O montante corresponde a 75,39% do valor estimado e atende 70,45% dos credores.
A liquidação do Will Bank foi determinada pelo Banco Central após a deterioração da situação financeira da instituição e dificuldades no cumprimento de obrigações. Desde então, o FGC é responsável pela condução do processo de devolução dos valores aos clientes afetados.
O fundo reforça que não realiza contatos por telefone, redes sociais ou aplicativos de mensagens para solicitar dados ou senhas, sendo todo o procedimento restrito aos canais oficiais.
Com informações de: Agência Brasil
