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Coincidência ou resposta? A luz que surgiu no meio do luto

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Relato de fenômeno luminoso registrado por leitora durante período de luto reacende reflexão sobre fé, espiritualidade e os significados emocionais

Por Cícero Moura - quarta-feira, 15/04/2026 - 14h55

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PRESENÇA

A luz não apareceu por acaso. Não foi um milagre para provar algo. Foi um acontecimento no exato ponto onde a dor já não cabia mais.

SOLIDÃO

Uma mulher, sozinha, dentro da própria casa — a mesma onde passou cinco anos cuidando da mãe com câncer — segue vivendo o depois.

SOLIDÃO 2

E o “depois” não é alívio. É ausência que ocupa espaço, que ecoa nos cômodos, que transforma rotina em lembrança.

SAUDADE

Seis meses após a perda, ela ainda chora todos os dias. Não por fragilidade. Mas porque o amor, quando não tem mais onde pousar, transborda.

RITO

Todos os dias, ela reza. O terço da misericórdia. O santo terço. Uma disciplina silenciosa, repetida, quase como quem tenta manter algum tipo de ordem dentro do caos emocional.

FADIGA

Até que, em um dia comum — ou talvez no limite do suportável — o corpo cede. Isso foi no fim de semana passado.

FADIGA 2

Cansaço extremo. Dores nas articulações. Exaustão de quem já deu tudo e continua dando.

SINAL?

Ela se recosta na cama. Olha para a imagem de Jesus misericordioso. E algo acontece. Uma luz.

PRESENÇA

Não um reflexo instantâneo. Não um brilho qualquer. Uma presença visual que se forma, permanece e insiste.

SEM MOVIMENTOS

Ficou ali por dois dias. De sábado para domingo. Depois, simplesmente desapareceu.

REFLEXO

A leitora afirma que após ter travado emocionalmente, não sabe como fez para pegar o celular e registrar o que estava acontecendo.

IMAGEM

A fotografia registra o fenômeno: um arco suave acima da imagem religiosa, discreto, quase respeitoso.

IMAGEM 2

Nada invasivo. Nada espetacular. E, ainda assim, absolutamente fora do lugar comum.

IMAGEM 3

Talvez com um pouco de receio de que eu pudesse duvidar da situação, ela também mandou uma foto de como é o ambiente no dia a dia.

POSSIBILIDADES

A explicação técnica existe. Sempre existe. Reflexos, incidência de luz, comportamento da lente. A física nunca falha em oferecer respostas.

DETALHE

Mas a pergunta mais importante não é “o que causou isso?”. É outra.

OCASIÃO

Por que isso aconteceu exatamente ali — naquele momento — para alguém que já vinha sendo consumida pela ausência?

DOR

O comportamento humano no luto não busca provas. Busca sustentação.

CONEXÃO

Depois de anos cuidando de alguém entre a vida e a morte, o cérebro não desliga. Ele continua em estado de vínculo. Continua procurando. Continua esperando.

SEM ACOMPANHAMENTO

Porque o rompimento físico não acompanha a velocidade do rompimento emocional.

EXPLICAÇÃO

E então, quando algo rompe a lógica do cotidiano — uma luz, um sinal, uma percepção diferente — isso não entra como curiosidade. Entra como resposta.

DOUTRINA

Dentro de uma visão kardecista, essa experiência encontra eco: a ideia de continuidade, de presença que não se desfaz, de comunicação que não depende de palavras.

SUAVIDADE

A luz, nesse contexto, pode ser lida como mais do que fenômeno. Mas mesmo fora da fé, há algo que não pode ser ignorado: O efeito foi real.

PAZ

A dor foi interrompida. Ainda que somente por dois dias, a querida leitora deixou de estar sozinha.

REFLEXÃO

E talvez seja exatamente isso que torna a experiência tão poderosa — e tão delicada. Porque não importa se foi luz física, espiritual ou simbólica.

REFLEXÃO 2

Importa que ela veio quando precisava vir. E foi embora quando já tinha cumprido o que precisava cumprir.

CONSTATAÇÃO

Nem toda luz vem para ficar. Algumas vêm apenas para impedir que a escuridão vença de vez.

FRASE

Nem toda a ausência é vazio; algumas são preenchidas por aquilo que não se vê, mas se sente.

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AUTOR: CÍCERO MOURA





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