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ELEIÇÕES 2026
Inspirado em Ivo Cassol, Fúria relata por que escolheu Everton Leoni de vice; brada contra a Veritá, rebate Hildon e critica Marcos Rogério

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Pré-candidato ao governo de Rondônia defende manifestação de rua contra o pedágio, classifica pesquisa eleitoral como fraudulenta, cobra postura da distribuidora de energia e revela os bastidores da formação de sua chapa

Por Vinicius Canova - segunda-feira, 25/05/2026 - 09h06

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Porto Velho, RO – No sétimo episódio do podcast RD Entrevista, apresentado por Vinícius Canova nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia, o pré-candidato ao governo do estado Adailton Ferreira Antunes, o Adailton Fúria, do PSD, ex-prefeito de Cacoal, falou sem restrições sobre os temas mais sensíveis da disputa eleitoral de 2026. Em pouco mais de uma hora de conversa, ele classificou como fraudulenta a pesquisa do instituto Veritá que acionou na Justiça, defendeu uma grande manifestação pública contra o pedágio na BR federal que corta o estado, disparou críticas ao senador Marcos Rogério, alertou a Energisa sobre o que chama de obrigação social da empresa e revelou os bastidores da escolha do comunicador Everton Leoni como seu vice, numa decisão que, segundo ele, foi inspirada na sinalização feita pelo ex-governador Ivo Cassol.

A declaração mais explosiva da entrevista veio no momento em que Fúria falava sobre o pedágio instalado na única rodovia federal de Rondônia. O pré-candidato defendeu que o governador eleito em 2026 precisará liderar pessoalmente uma mobilização de rua para pressionar a bancada federal e a Presidência da República. “O pedágio do estado de Rondônia precisa chamar a sociedade civil organizada, a classe política, e se preciso for, fazer uma grande manifestação de estado, uma manifestação de estado, com o líder maior do estado à frente, para chamar a atenção da bancada federal junto com a Presidência da República, para buscar uma solução para o pedágio”, afirmou. E completou: “O que não dá é pra ficar do jeito que tá e todo mundo pagando a conta.”

Para ilustrar o nível de pressão que, segundo ele, pode ser necessário, Fúria recorreu a um episódio histórico de Cacoal. “Lá em Cacoal, em 1984, tentaram resolver o problema da energia, não conseguiram. Sabe o que a população fez? Foi lá e incendiou a prefeitura. Aí resolveram o problema”, relatou, e em seguida elevou o tom: “Meu amigo, nós estamos numa guerra! Se preciso for, nós temos que ir pro pau! Ou nós vamos deixar isso aí acabar com o nosso estado?”

A crítica ao senador Marcos Rogério foi direta, fundamentada e detalhada. Fúria lembrou que o estado conta com dois senadores — sem citar Jaime Bagattoli, do PL, o terceiro — e comparou a postura de cada um diante da concessão da rodovia. Segundo ele, enquanto o senador Confúcio Moura assumiu publicamente sua defesa do pedágio, Marcos Rogério se omitiu em todos os momentos em que poderia ter atuado. “Nós temos o senador Confúcio Moura, que ergueu a bandeira e falou assim: eu defendo a implantação do pedágio em Rondônia. E depois você tem o segundo senador, que é o senador Marcos Rogério, que não levantou bandeira nenhuma”, declarou, antes de perguntar ao entrevistador se ele entendia sua revolta como eleitor.

A omissão, segundo Fúria, foi ainda mais grave porque houve espaço formal para atuação. “Houve várias audiências públicas. O senador Marcos Rogério não participou de nenhuma. Não fez a função dele como senador da República, que é nos defender e fiscalizar a elaboração desse contrato”, afirmou. Após a implantação da cobrança, o senador teria passado a buscar soluções para algo que, na avaliação de Fúria, já não tinha mais como ser desfeito pela via ordinária. “Ah, montaram a praça de cobrança. Não, tô cobrando o pedágio mais caro de Rondônia. Aí o camarada aparece, buscando soluções pra algo que já foi contrato assinado, implantado no estado e já está cobrando? Vai pentear macaco em outro lugar, meu irmão. Para de história. Diga assim: olha, eu falhei, eu não defendi. Peço desculpas ao povo de Rondônia”, discursou. E emendou: “Seja verdadeiro com o povo de Rondônia.”

O pré-candidato estendeu a cobrança ao campo da energia elétrica. Ele lembrou que Marcos Rogério foi o relator da privatização da Eletrobras e que, à época, garantiu publicamente que a medida tornaria a energia mais barata no Brasil e em Rondônia. “O senador Marcos Rogério foi o relator da privatização da Eletrobras. Lá no relatório do senador, ele deixa claro que é de parecer favorável porque a energia de Rondônia do Brasil ia ficar mais barata. Que dia que você pagou energia barata? Me fala o dia que você pagou uma conta de energia barata no estado de Rondônia. Então é muita crueldade com o nosso povo”, afirmou.

Sobre a Energisa, distribuidora responsável pelo serviço no estado, Fúria fez um alerta direto à empresa. Para ele, Rondônia é o maior produtor de energia do Brasil e isso deveria se refletir nas tarifas cobradas da população. “A Companhia de Energia do Estado, a Energisa, se prepare para começar a fazer a função social dela dentro do nosso estado, que é o principal produtor de energia do Brasil. Rondônia hoje tem a maior produção de energia do Brasil. Não justifica o rondoniense pagar tão caro na conta de energia”, disse.

Nem só de embate vive a política. Entre críticas duras e temas espinhosos, também teve descontração, risadas e bastidores no RD Entrevista com Adailton Fúria. Uma conversa de mais de uma hora, sem roteiro engessado e sem fugir das perguntas / Foto: Equipe de Adaílton Fúria

Fúria conectou o pedágio e a energia cara a uma mesma consequência prática: o afastamento de investimentos e o encarecimento da vida no estado. “Que indústria vai vir pro estado de Rondônia com o pedágio do preço que tá? Ninguém! O que tem aqui tá querendo ir embora. Isso vai inviabilizar o custo de vida de Rondônia e vai impedir a chegada de novas indústrias no nosso estado. Sem contar que a energia já é um peso para as grandes indústrias. Elas levam tudo isso na ponta da caneta”, declarou.

Ao ser perguntado sobre a pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá, Fúria não deixou margem para dúvidas: classificou o levantamento como fraudulento e revelou ter ingressado com ação judicial para suspender sua circulação. Segundo ele, o judiciário identificou irregularidades nos indícios apresentados pela defesa e acolheu o pedido. “A gente entende que a pesquisa foi feita de maneira fraudulenta, a pesquisa foi feita com o objetivo de mudar os rumos políticos das eleições de 2026, e o judiciário, após analisar toda a parte de indícios probatórios que nós colocamos na peça inicial, identificou que realmente necessitava da suspensão, da vinculação daquela pesquisa, porque ela não seguia o rito convencional de uma pesquisa séria e honesta”, declarou.

O pré-candidato foi além ao questionar a origem do financiamento do levantamento. Para Fúria, a Veritá não realizaria uma pesquisa de alto custo em Rondônia sem que alguém tivesse encomendado e pago por ela. “Alguém pagou por essa pesquisa. E a Justiça Eleitoral precisa apurar quem foi que pagou. A Veritá não ia vir em Rondônia fazer uma pesquisa que custa quase cem mil reais pra divulgar à toa”, disse, encerrando com ironia: “Tomara que não seja o Vorcaro.”

Nas ruas de Porto Velho, conversa no olho no olho e política sem gabinete. Everton Leoni e Adailton Fúria percorreram pontos da capital em agenda de proximidade, ouvindo comerciantes / Reprodução

Foi ao falar sobre a escolha do vice que Fúria revelou a influência do ex-governador Ivo Cassol na composição de sua chapa. Segundo ele, Cassol havia sinalizado publicamente, em uma eventual candidatura própria ao governo, que consideraria Everton Leoni como vice. Para Fúria, esse fato já era, por si só, um indicativo consistente da força política do nome na capital. “O porto-velhense não me conhece, não sabe da minha história, não sabe de onde eu vim, o que eu fiz, o que eu entreguei, o que eu deixei de entregar. E o Everton é um cara muito popular e muito querido aqui em Porto Velho”, explicou sobre os motivos que o levaram a escolher o comunicador para a vaga. Fúria disse que pesquisas internas realizadas por região confirmam que a escolha produziu resultados favoráveis. “A gente tem as pesquisas de consumo interno que mostram os resultados parcialmente no estado, que você consegue ter uma visão panorâmica de cada pré-candidato no estado de Rondônia. A gente vê isso com bons olhos e vamos tocando para frente”, afirmou.

Outro episódio abordado na entrevista envolveu um vereador e policial que, segundo Fúria, posicionou-se em frente à sua residência e filmou a movimentação de seus familiares. O pré-candidato disse ter exposto o caso nas redes sociais, o que forçou o vereador a admitir publicamente o ocorrido após primeiro negar. Sobre como reagiria a uma nova situação semelhante, foi categórico: “Da próxima vez, o pau vai comer. Se vier na porta da minha casa, ficar filmando entrada e saída dos meus filhos, da minha esposa, e eu pegar, o bambu vai gemer, meu amigo. Eu não posso aceitar um negócio desse. Eu, como pai de família, não posso aceitar isso.” Segundo ele, um inquérito policial foi aberto pela Polícia Civil e imagens foram apreendidas.

O rompimento com o ex-senador Expedito Netto foi relatado com detalhes. Segundo Fúria, Netto teria convencido a família a lançar sua esposa, Joliane Fúria, como candidata a deputada federal, esperando que a candidatura fosse apenas de composição. Ela teria se tornado, contudo, a sexta deputada federal mais votada de Rondônia, superando o próprio Netto nas urnas. “Isso deixou ele muito aborrecido, porque na verdade ele queria que ela fosse pra uma campanha só pra encher linguiça de nominada. E eu falei: eu não vou pra uma campanha pra encher linguiça, eu vou pra ganhar a eleição”, relatou. Após o resultado, Netto teria encerrado qualquer apoio à campanha. “Ele simplesmente trancou tudo, travou tudo, falou que ali era ele que mandava. E aí nós abandonou pra lá, porque esse tipo de político a gente tá correndo dele”, disse. Sobre Expedito Júnior, pai de Netto, Fúria afirmou não ter qualquer atrito.

Antes de tratar da disputa eleitoral, o pré-candidato fez questão de recuar no tempo para apresentar sua trajetória. Nascido em Rondônia, filho de uma família que chegou ao estado há cinquenta anos, Fúria disse ter saído para a vida aos dez anos de idade. “Eu comecei como picolezeiro, engraxate, já fui repositor de mercado, churrasqueiro, já mexi com antenas parabólicas naquela época que você só tinha comunicação através das antenas, trabalhei com eventos durante dez anos. Os eventos me impulsionaram para a eleição de 2012, e naquela ocasião eu atribuo o meu conhecimento, a visibilidade através dos eventos, ter me tornado ali o quinto vereador mais votado da cidade de Cacoal”, relatou.

Essa trajetória sustenta, segundo Fúria, uma dimensão histórica da sua candidatura: a possibilidade de Rondônia eleger, pela primeira vez, um governador nascido no próprio estado. “Nós teremos condições de tão breve ter o primeiro governador nascido no estado de Rondônia. E eu acredito que isso vai ser uma grande virada de página, porque é o estado de Rondônia começando a colher os frutos da sua história, dos seus filhos, filhos dessa terra tão promissora que a minha família chegou aqui há cinquenta anos atrás”, declarou.

Ao ser questionado sobre o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, que teria levantado a diferença de experiência em gestão de grandes orçamentos, Fúria respondeu com uma comparação direta. “Eu entreguei muito com pouco. E ele entregou muito com muito. Quando você tem o segundo maior orçamento do estado, que é o orçamento de Porto Velho, e você não consegue entregar um hospital municipal para o Porto Velhense, alguma coisa tá errada”, afirmou. Sobre a diferença de idade levantada pelo adversário, Fúria foi direto: “Pode me faltar cabelos brancos, mas o que não me falta é coragem de mamar em onça.”

Fúria apresentou como legado de sua gestão em Cacoal um conjunto extenso de entregas: um hospital municipal construído e entregue em quatorze meses, descrito como o mais amplo do estado e o único com equipamentos para cirurgia por vídeo; um pronto-socorro infantil que afirma ser o primeiro do estado e o melhor da região Norte; uma maternidade onde a taxa de mortalidade neonatal teria sido zerada; um centro de hemodiálise recuperado de situação de falência; índices de 83% de esgotamento sanitário e 98% de água tratada; sete escolas premiadas no Saero; o selo ouro do Ministério da Saúde; e o título de melhor cidade do estado em qualidade de vida, concedido pelo IPS Brasil. “Cacoal hoje tem transporte público tarifa zero, é a única cidade rondoniense que tem ponto de ônibus climatizado. Que cidade rondoniense tem ponto de ônibus climatizado? Nenhuma”, afirmou. Na área rural, onde diz ter obtido 93% dos votos, citou o programa Porteira Adentro, que oferece entre quatro e cinco horas de uso gratuito de máquinas para produtores rurais.

Sobre os questionamentos feitos pelo atual prefeito de Cacoal, Tony Pablo, em relação à situação financeira do município após a posse, Fúria apresentou uma explicação técnica. Segundo ele, os débitos apontados como irregulares seriam gastos habitualmente cobertos por emendas parlamentares, e a nova equipe teria confundido a origem dos recursos. “A nova equipe técnica entendeu que isso seria um furo no orçamento, quando na verdade são despesas que são pagas através de emenda parlamentar. E o prefeito foi a Brasília e conseguiu vinte milhões de reais em recursos parlamentares. Então, o que isso quer dizer? Que nós não temos dívida”, declarou.

Ao traçar as prioridades de governo, o pré-candidato apontou três eixos — saúde, infraestrutura e segurança pública —, todos com o mesmo gargalo em comum: falta de mão de obra. “Todos eles nós temos uma defasagem muito grande de mão de obra. Então, concurso público do estado de Rondônia e contratação de mão de obra precisa acontecer”, afirmou. Fúria defendeu ainda que o próximo governador precisa estar alinhado ao atual, coronel Marcos Rocha, já em 2026, para participar da construção do orçamento de 2027. “O próximo governador tem que estar com o bigode afinado com o governador”, disse. Questionado sobre o apoio recebido, deixou claro que não integrou a gestão atual. “Na verdade, eu não sou parte da continuidade de uma gestão do atual governador, eu sou um candidato apoiado. Na verdade, o governador é meu eleitor”, declarou.

Sobre o candidato presidencial do PSD, o governador de Goiás Ronaldo Caiado, Fúria foi elogioso e objetivo: “O Ronaldo Caiado é um cara preparado. Não tem o que dizer de um cara igual ao Ronaldo Caiado. Eu acho que a gente vai carregar o nome do Ronaldo Caiado sem qualquer dificuldade.” Mas fez questão de ressalvar que, em Rondônia, a candidatura terá identidade própria. “Quem vai governar o estado de Rondônia se chama Adailton Fúria e não PSD.”

Ao encerrar a entrevista, o pré-candidato resumiu sua trajetória e sua candidatura em uma frase que sintetiza tanto a origem quanto a ambição: “Eu tenho quarenta anos, sou nascido aqui, sou casado há vinte anos com a mesma mulher, e eu tenho uma estrutura familiar muito forte que vai me ajudar muito nas tomadas de decisões.”

Frente a frente, sem filtro e sem pergunta combinada. No sétimo episódio do RD Entrevista, Vinícius Canova recebeu Adailton Fúria para uma conversa intensa sobre os temas mais sensíveis da disputa pelo Governo de Rondônia em 2026. Pedágio, Energisa, pesquisas, alianças políticas, bastidores e críticas diretas / Reprodução-Equipe Fúria

As 10 frases mais impactantes de Adailton Fúria no RD Entrevista

01) “Meu amigo, nós estamos numa guerra! Se preciso for, nós temos que ir pro pau! Ou nós vamos deixar isso aí acabar com o nosso estado?”

A declaração foi feita quando Fúria defendia uma grande manifestação pública contra o pedágio na rodovia federal que corta Rondônia. Ao evocar o episódio histórico de Cacoal, em 1984, quando a população incendiou a prefeitura para resolver um problema de energia, o pré-candidato elevou o tom e convocou a sociedade para resistir ao que considera uma ameaça ao desenvolvimento do estado.

02) “Vai pentear macaco em outro lugar, meu irmão. Para de história. Diga assim: olha, eu falhei, eu não defendi. Peço desculpas ao povo de Rondônia.”

Fúria dirigiu essa fala diretamente ao senador Marcos Rogério ao criticar a postura do parlamentar de buscar soluções para o pedágio somente após a implantação da cobrança. Para o pré-candidato, a omissão durante as audiências públicas e a elaboração do contrato tornava inaceitável qualquer protagonismo posterior.

03) “A Companhia de Energia do Estado, a Energisa, se prepare para começar a fazer a função social dela dentro do nosso estado, que é o principal produtor de energia do Brasil.”

O alerta à distribuidora foi feito no trecho em que Fúria tratou da relação entre o custo da energia elétrica e o desenvolvimento econômico de Rondônia. Para ele, o estado produz mais energia do que qualquer outro no país, o que torna injustificável que a população pague tarifas elevadas.

04) “A gente entende que a pesquisa foi feita de maneira fraudulenta, a pesquisa foi feita com o objetivo de mudar os rumos políticos das eleições de 2026.”

A declaração foi feita ao ser perguntado sobre a pesquisa do Instituto Veritá que o próprio Fúria acionou na Justiça. Segundo ele, o judiciário reconheceu irregularidades nos indícios apresentados e determinou a suspensão da veiculação do levantamento.

05) “Alguém pagou por essa pesquisa. E a Justiça Eleitoral precisa apurar quem foi que pagou. A Veritá não ia vir em Rondônia fazer uma pesquisa que custa quase cem mil reais pra divulgar à toa.”

Ainda sobre a pesquisa Veritá, Fúria levantou a questão do financiamento do levantamento e pediu que a Justiça Eleitoral investigasse a origem dos recursos, encerrando com ironia ao mencionar o nome “Rocara”.

06) “Eu entreguei muito com pouco. E ele entregou muito com muito. Quando você tem o segundo maior orçamento do estado, que é o orçamento de Porto Velho, e você não consegue entregar um hospital municipal para o Porto Velhense, alguma coisa tá errada.”

A frase foi dita ao rebater a comparação levantada pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves sobre a diferença de porte entre os municípios que cada um administrou. Fúria usou a entrega do hospital municipal de Cacoal como contraponto direto à ausência de equipamento equivalente na capital.

07) “Pode me faltar cabelos brancos, mas o que não me falta é coragem de mamar em onça.”

A resposta foi dada quando o tema era a diferença de idade entre Fúria e Hildon Chaves, que teria sido usada pelo adversário como argumento de experiência. O pré-candidato recusou o enquadramento e respondeu com a frase que se tornou símbolo de seu tom ao longo de toda a entrevista.

08) “Da próxima vez, o pau vai comer. Se vier na porta da minha casa, ficar filmando entrada e saída dos meus filhos, da minha esposa, e eu pegar, o bambu vai gemer, meu amigo.”

A declaração foi feita ao relatar o episódio em que um vereador e policial teria filmado a entrada e saída de sua residência. Após o caso ser exposto nas redes sociais e o vereador confirmar publicamente o ocorrido, Fúria deixou claro os limites de sua tolerância.

09) “Ele simplesmente trancou tudo, travou tudo, falou que ali era ele que mandava. E aí nós abandonou pra lá, porque esse tipo de político a gente tá correndo dele.”

A frase resumiu o rompimento com o ex-senador Expedito Netto, narrado por Fúria como uma consequência do sucesso eleitoral de sua esposa, Joliane Fúria, que teria superado o próprio Netto nas urnas ao disputar uma vaga de deputada federal em eleição anterior.

10) “Não deixei uma prefeitura para vir ser pré-candidato a governador do estado de Rondônia para fazer mais do mesmo. Eu venho lá de baixo, já fui vereador, já fui deputado, prefeito, prefeito reeleito.”

Com essa declaração, Fúria encerrou a entrevista sintetizando o significado de sua candidatura. Para ele, a trajetória construída a partir do zero, sem apoio inicial de estruturas políticas consolidadas, é o principal argumento que sustenta sua disposição para enfrentar os desafios de governar Rondônia.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO) – LinkedIn





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