Pré-candidato ao Governo pelo PSB participou da 3ª Marcha de Vereadores em Cacoal e apresentou propostas durante evento promovido pela ABRACAM na subseção da OAB/RO
Porto Velho, RO – A redução das filas na saúde pública, o enfrentamento ao crime organizado e a construção de políticas públicas com participação dos municípios estiveram entre os principais pontos defendidos por Samuel Costa, pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PSB, durante palestra na 3ª Marcha de Vereadores em Cacoal.
O evento foi promovido pela ABRACAM e realizado na subseção da OAB/RO no município. Na ocasião, Costa apresentou propostas e ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do estado, com ênfase em um modelo de administração baseado no diálogo permanente com a sociedade, prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e instituições.
Ao tratar da saúde, o pré-candidato afirmou que pretende humanizar o atendimento à população rondoniense. A proposta apresentada por ele inclui atenção especial aos pacientes que aguardam cirurgias eletivas, consultas especializadas e exames laboratoriais. Costa também defendeu a ampliação da capacidade de atendimento como caminho para reduzir filas e oferecer mais dignidade aos pacientes e suas famílias.
Na segurança pública, Samuel Costa declarou que o combate ao crime organizado será uma das prioridades de uma eventual gestão. Ele citou o pré-candidato a vice-governador, Sargento PM Machado, destacando sua atuação no enfrentamento às facções criminosas e sua experiência na área da segurança.
Segundo Costa, o fortalecimento das forças de segurança deve ocorrer em conjunto com investimentos em inteligência, valorização dos profissionais e integração entre os órgãos públicos. Para o pré-candidato, essas medidas são necessárias para proteger a população e contribuir para a retomada da sensação de segurança em Rondônia.
A defesa de uma gestão participativa também foi apresentada como eixo político da palestra. Samuel afirmou que uma administração eficiente precisa ouvir a população e construir soluções em parceria com os municípios. Em uma das falas, resumiu a proposta ao dizer que “governar é estar presente”.
A participação de Samuel Costa na 3ª Marcha de Vereadores reforçou o discurso de aproximação com lideranças municipais e de construção de um projeto político voltado à melhoria dos serviços públicos, com foco em saúde, segurança e diálogo com a sociedade.
Tributação da soja, fundo soberano e críticas à condução da saúde também foram abordados por Samuel Costa
Durante o discurso, Samuel Costa também defendeu a criação de uma tributação específica e escalonada sobre a soja em Rondônia. O pré-candidato afirmou que, caso chegue ao Governo do Estado, pretende encaminhar à Assembleia Legislativa uma mensagem do Executivo propondo a cobrança sobre o setor, com aumento gradual das alíquotas até 2035. Segundo ele, a medida teria como objetivo criar um fundo soberano para capitalizar recursos e financiar políticas públicas transversais.
Costa criticou o que classificou como ausência de debate legislativo sobre o tema nas últimas décadas e afirmou que grandes produtores de soja não contribuem proporcionalmente para os impactos causados na infraestrutura rodoviária do estado. No discurso, citou rodovias federais, estaduais e estradas vicinais, além de comparar a carga tributária da soja com a de outros produtos e atividades econômicas.
O pré-candidato também afirmou que a proposta seria acompanhada de redução da carga tributária sobre setores ligados à agricultura familiar, como gado, leite, macaxeira e farinha. Segundo ele, os pequenos e médios produtores precisam ser diferenciados do grande agronegócio, pois são responsáveis pela produção de alimentos consumidos pela população rondoniense.
Outro ponto abordado foi a situação previdenciária dos servidores estaduais. Samuel Costa citou o Iperon e afirmou que o fundo previdenciário poderá enfrentar colapso nos próximos anos, relacionando o problema à expectativa de vida da população e a dívidas acumuladas ao longo de gestões anteriores. Ele disse que o tema atinge diretamente servidores estatutários, aposentados e pensionistas.
Na área da saúde, Costa fez críticas à atuação de agentes públicos que, segundo ele, tiveram oportunidade de enfrentar problemas estruturais do sistema, mas não teriam adotado medidas suficientes. O pré-candidato mencionou a situação do Hospital João Paulo II, a regulação de pacientes e a falta de ações mais efetivas ao longo dos anos. Para ele, a discussão sobre saúde precisa ir além de propostas genéricas e enfrentar responsabilidades acumuladas por quem já ocupou funções públicas.
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