Ação realizada durante seis dias levou alimentos, água mineral e hipoclorito a nove comunidades da região de Nazaré, onde moradores ainda enfrentam danos causados pela enchente
Porto Velho, RO – Mesmo com a redução do nível do rio Madeira, moradores de comunidades ribeirinhas do distrito de Nazaré ainda convivem com dificuldades provocadas pela cheia. Áreas cobertas por lama, escadarias destruídas e riscos de desbarrancamento seguem comprometendo o acesso e a mobilidade na região do Baixo Madeira.
Para atender essa população, a Defesa Civil Municipal realizou uma operação de seis dias que alcançou nove comunidades e beneficiou 226 famílias. Durante a ação, foram distribuídas sete toneladas de alimentos, 1.500 litros de água mineral e 460 caixas de hipoclorito, utilizadas no tratamento da água destinada ao consumo.
Além da entrega de insumos, equipes técnicas fizeram vistorias para avaliar os impactos deixados pela enchente. Foram identificados pontos com erosão de barrancos, solo instável e estruturas danificadas, especialmente escadarias utilizadas pelos moradores como principal ligação entre as residências e o rio.
De acordo com o prefeito Léo Moraes, o atendimento representa o esforço da administração municipal para apoiar famílias que ainda enfrentam os reflexos da cheia. Segundo ele, os itens distribuídos simbolizam o cuidado com a população afetada, e o acompanhamento das comunidades continuará sendo realizado para garantir assistência onde houver maior necessidade.
A diretora operacional da Defesa Civil, Dani Maranhão, informou que a quantidade de materiais enviados varia conforme a realidade de cada localidade. Ela explicou que algumas comunidades demandam maior volume de água mineral, enquanto outras necessitam de mais produtos para tratamento da água, definição feita a partir de levantamentos constantes realizados pelas equipes.
Durante as visitas, também foi constatado que a diminuição das águas não eliminou todos os problemas. Conforme destacou Dani Maranhão, há localidades que registraram perdas estruturais significativas e ainda apresentam riscos próximos às residências. Ela ressaltou que o acúmulo de lama e sedimentos dificulta os deslocamentos e, em alguns casos, o tempo necessário para acessar determinadas comunidades se tornou até quatro vezes maior do que antes da enchente.
A Defesa Civil informou ainda que novas etapas da operação já estão sendo organizadas para atender comunidades localizadas nas proximidades do distrito de São Carlos e em outras áreas do Médio Madeira. As regiões seguem sob monitoramento técnico permanente para avaliação de riscos e definição das medidas de assistência necessárias.
As ações integram o trabalho contínuo do órgão municipal voltado ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade, à análise das condições estruturais das localidades e ao acompanhamento dos impactos deixados pelo período de cheia nas comunidades ribeirinhas.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
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