Convenções partidárias, disputas internas e articulações eleitorais movimentam o tabuleiro político em Rondônia
A GRANDE CHANCE
A polarização entre lulistas e bolsonaristas não serve ao país. Isso já se comprovou desde que Jair Bolsonaro foi guindado do baixo clero para a cena principal da direita pelos lulistas, que, em grave erro de cálculo, escolheram o “Dark Horse” — pangaré ou azarão, título do filme que a família patrocinou com o dinheiro de Daniel Vorcaro — para ser seu adversário, ignorando que a rejeição vinda do dilmismo apontava para a alternância.
Alternar entre Lula e Bolsonaro e manter a polarização entre ambos não vai definir o caminho para o desenvolvimento. A melhor forma de escapar da armadilha da renda média e levar o país a tirar o melhor de seus recursos naturais e humanos seria a união em torno de uma agenda mínima para o desenvolvimento.
Quem poderia organizar essa conquista prefere a polarização, mirando fins eleitorais em prejuízo do país. Felizmente, há uma forma atual, inteligente e nacionalíssima para criar a necessária união nacional. Ela consiste em um programa mínimo para o aproveitamento das terras raras. Para esse programa vingar, entretanto, terá que ter mais apoio que oposição.
Já se sabe que a parte mais sadia do governo — o setor técnico — tem o esboço de uma estratégia que, no prazo de 15 anos, poderá aproveitar as terras raras para enriquecer o país, melhorar a situação do povo e estabelecer aqui uma nova e importante superpotência mundial, sem ficar na sombra de Estados Unidos, China, Rússia ou Índia.
ACIR FOI HOMOLOGADO
Em clima festivo, o PDT de Rondônia realizou sua convenção estadual em Porto Velho, no último sábado, dia 25, homologando a candidatura do ex-senador Acir Gurgacz ao Senado e sua nominata para a peleja da Câmara dos Deputados, com nove candidatos.
O postulante ao Senado do PDT já foi prefeito de Ji-Paraná e senador da República, onde ocupou importantes funções, como a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Em Rondônia, mesmo sem mandato, Acir tem sido importante interlocutor do presidente Lula e dos ministérios do atual governo, atendendo às demandas dos municípios rondonienses.
A CONVENÇÃO DO MDB
Também no sábado, o MDB realizou sua convenção estadual, na sede do diretório estadual, em Porto Velho, homologando a candidatura do senador Confúcio Moura à reeleição e suas nominatas de candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados.
Confúcio Moura, em sua vitoriosa trajetória, já foi deputado federal três vezes, prefeito eleito e reeleito em Ariquemes e governador de Rondônia eleito e reeleito. Pertence ao alto clero do partido no Senado.
O partido homologou também a candidatura do professor Pedro Abib ao Governo de Rondônia, estreando na política.
NETTO NA CABEÇA
Depois de muita fofoca sobre eventual troca de candidato ao CPA, o PT confirmou, na sua convenção de sábado à noite, em Porto Velho, a candidatura do ex-deputado federal Expedito Netto ao Palácio Rio Madeira, tendo como vice o dirigente Luís Carlos Teodoro, do PSOL.
Netto pilota uma aliança de cinco partidos, na chamada Caravana da Esperança. A expectativa dos petistas é conseguir levar seu candidato ao segundo turno para enfrentar o bolsonarista Marcos Rogério, que comanda uma frente conservadora e lidera as pesquisas no Estado.
Com as bênçãos de Lula e do Diretório Nacional, Netto se garantiu.
CHUVAS E TROVOADAS
Temos previsão de convenções com chuvas e trovoadas no próximo dia 3, na Unopar, envolvendo rivais da Federação União Progressista, num evento em que alguns candidatos precisam aparar as arestas.
Ocorrem desentendimentos entre o PP de Sílvia Cristina, postulante ao Senado, e o União Brasil do clã Carvalho, que tem a ex-deputada federal Mariana Carvalho também concorrente ao Senado.
Os dirigentes da federação buscam apagar os incêndios que podem causar rachas na aliança, já que Sílvia Cristina teria se queixado de tratamento diferenciado para a outra postulante ao Senado da federação.
NA HISTÓRIA
Recebi e agradeço exemplar do livro “50 Anos de Histórias, Direito em Terras em Rondônia”, de autoria do consagrado jornalista e escritor Montezuma Cruz, o peregrino do jornalismo, protagonista dos tempos da mídia impressa em Rondônia e outros estados, como Mato Grosso, Paraná, Maranhão e Mato Grosso do Sul.
Uma obra de excelência, como as outras já lançadas pelo escritor, jornalista aposentado e agora dedicado a episódios históricos. Como nas obras lançadas, que acompanhei, “Acontecendo Pontal”, “Do Jeito que Eu Vi”, “Na Curva do Rio” e “Território Dourado”, relata fatos importantes da história de sua vida e da vida rondoniense.
QUEBRANDO O PAU
Nem foram encerradas as convenções partidárias — vão até o próximo dia 5 de agosto — e o pau já está quebrando entre políticos e partidos.
No PL, o candidato ao Senado Bruno Scheid Bolsonaro ficou com o número preferencial da legenda ao Senado e faz tudo para escantear o colega de sua aliança, o deputado federal Fernando Máximo, parlamentar que já tem certa tradição em ser traído em jornadas eleitorais.
Existem ainda antagonismos no MDB, que tem rachas na homologação de Pedro Abib ao Governo, e no PT, sabe-se, nem todo mundo está satisfeito com a postulação ao Palácio Rio Madeira do ex-deputado federal Expedito Netto. É coisa de louco.
MAIS VIAGENS
Vocês já observaram? Em plena campanha para a disputa do Governo estadual, o atual governador Marcos Rocha (Podemos) só pensa em viajar ao exterior, deixando de lado a campanha do candidato de seu partido, Adailton Fúria.
Também é estranho que Fúria e os partidos alinhados à sua aliança não reclamem do sumiço do atual mandatário da campanha eleitoral.
Fica parecendo que a ausência de Marcos Rocha satisfaz todo mundo: o próprio Rocha, que vive mais no exterior do que em Rondônia, e Fúria, pelo jeito, plenamente satisfeito com a ausência do governante em sua peleja eleitoral. O que será? O que será?
PSD HOMOLOGA
O PSD realiza sua convenção estadual no dia 1º de agosto, sábado, para homologar a candidatura do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria a governador, do empresário das comunicações Everton Leoni como vice e, como candidato ao Senado, o ex-secretário de Finanças Luís Fernando.
O partido, que tem no comando o atual governador Marcos Rocha, vem para a peleja com uma poderosa nominata de candidatos à Assembleia Legislativa, com o propósito de eleger pelo menos cinco deputados estaduais, mas a chapa de postulantes à Câmara dos Deputados tem menos força no enfrentamento aos partidos de ponteira, como o PL.
VIA DIRETA
Com obras federais ganhando corpo na região, como a pavimentação da BR-319, na altura do distrito de Realidade, no Amazonas, os petistas esperam melhores dias nas eleições de outubro em Rondônia.
Em agosto, as obras da ponte binacional, em Guajará-Mirim, ligando o Brasil e a Bolívia, devem criar asas. O governo também procura dar um jeito na questão do pedágio da BR-364 para ajudar as bases dos partidos aliados ao Governo Lula.
Quem ainda não deu as caras na campanha eleitoral deste ano é o ex-governador Ivo Cassol. Nos bastidores, fala-se que estaria alinhado ao candidato Adailton Fúria, ex-prefeito de Cacoal. Será?

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