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CRESCIMENTO ECONÔMICO
Consumo das famílias impulsiona alta de 0,7% da economia brasileira em maio

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Monitor do PIB da FGV estima crescimento de 1,9% no trimestre móvel, mas aponta desaceleração no acumulado de 12 meses

Por Yan Simon - segunda-feira, 20/07/2026 - 10h58

Porto Velho, RO – O consumo das famílias foi o principal responsável pela melhora da atividade econômica brasileira no trimestre encerrado em maio. O componente avançou 3,3% em relação ao mesmo período de 2025 e alcançou o melhor desempenho desde o quarto trimestre de 2024, quando havia registrado crescimento de 4%.

Mais de 60% desse resultado foram sustentados pela procura por serviços e pela aquisição de bens duráveis. Apesar do avanço, a Fundação Getulio Vargas identificou sinais de perda de força em outros setores da economia, especialmente nos investimentos, nas exportações e na indústria.

De acordo com o Monitor do PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, a economia brasileira cresceu 0,7% entre abril e maio. No trimestre móvel encerrado em maio, a expansão foi de 1,9% na comparação com igual período do ano passado.

O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (20), também estimou alta acumulada de 1,7% nos 12 meses terminados em maio. O índice representa uma desaceleração em relação aos 3% registrados em março deste ano e aos 3,8% observados em maio de 2025.

A coordenadora da pesquisa, economista Juliana Trece, avaliou que o desempenho positivo ficou excessivamente concentrado no consumo das famílias. Segundo ela, esse cenário revela fragilidades, já que as exportações e os investimentos apresentaram perda de intensidade.

“O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e, apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano”, explicou.

Na avaliação da economista, embora a atividade permaneça em trajetória de crescimento, os números mais recentes já indicam arrefecimento. A dependência do consumo familiar se torna mais evidente diante da redução da contribuição de outros componentes do Produto Interno Bruto.

O resultado de maio marcou a retomada do avanço mensal da economia. Em abril, havia sido registrada retração de 0,1%, enquanto março terminou com estabilidade. Fevereiro apresentou crescimento de 0,5% e janeiro teve alta de 0,7%.

As exportações avançaram 4,3%, menor resultado desde o segundo trimestre de 2025, quando o aumento havia sido de 2,1%. Conforme a FGV, a redução do ritmo está relacionada ao desempenho da indústria extrativa mineral, que cresceu abaixo do observado desde o início do ano.

As importações, por outro lado, subiram 8,9%, acumulando o terceiro trimestre móvel consecutivo de crescimento.

A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador usado para medir investimentos em máquinas, equipamentos e outros ativos produtivos, avançou 2% no trimestre móvel. Foi a segunda alta após quatro períodos seguidos de retração.

A taxa de investimento da economia foi estimada em 18,6% em maio. O percentual foi o segundo maior de 2026, ficando abaixo apenas dos 19,2% registrados em fevereiro.

Em valores correntes, o Produto Interno Bruto acumulado entre janeiro e maio foi calculado em R$ 5,466 trilhões.

O Monitor do PIB é produzido a partir de informações dos setores da indústria, comércio, serviços e agropecuária. O estudo busca antecipar o comportamento do conjunto de bens e serviços produzidos no país antes da divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Outro indicador usado como referência para acompanhar a atividade econômica é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central. Divulgado na sexta-feira (17), o IBC-Br apontou crescimento de 0,1% entre abril e maio e expansão de 1,4% no período de 12 meses.

O dado oficial mais recente do IBGE mostrou que a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. O resultado referente ao segundo trimestre está previsto para ser divulgado em 1º de setembro.

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central projetam crescimento de 1,99% para a economia brasileira em 2026, conforme o relatório Focus. Já o Ministério da Fazenda prevê expansão de 2,3% no ano.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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