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EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS
Tarifa dos EUA afetará quase metade das exportações brasileiras e elevará cobrança sobre 3.985 produtos

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Levantamento da CNI aponta que mercadorias sujeitas à alíquota total de 37,5% representam US$ 10,8 bilhões em vendas ao mercado estadunidense

Por Yan Simon - sábado, 25/07/2026 - 10h38

Porto Velho, RO – Quase metade das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos ficará submetida a algum tipo de sobretaxa após a entrada em vigor das novas medidas comerciais adotadas pelo governo estadunidense. Conforme estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 48,7% das vendas nacionais ao país passarão a enfrentar cobranças adicionais.

O maior impacto será sentido por 3.985 produtos que já estavam sujeitos a uma tarifa extra de 25%. Com a inclusão da nova alíquota de 12,5%, a tributação total aplicada a essas mercadorias chegará a 37,5% para ingresso no mercado dos Estados Unidos.

Esse conjunto corresponde a US$ 10,8 bilhões e representa 80,7% das exportações alcançadas pela nova medida. Outros 75 produtos, responsáveis por US$ 1,6 bilhão em vendas, serão tributados somente pela nova taxa de 12,5%, sem a incidência da sobretaxa anterior.

Ao todo, 4.060 itens brasileiros serão atingidos. Segundo os cálculos apresentados pela CNI, a cobrança adicional alcançará US$ 12,4 bilhões, montante equivalente a 29,4% de todas as exportações do Brasil para os Estados Unidos. As novas tarifas começam a valer nesta sexta-feira (24).

A decisão foi tomada após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. No processo, foram analisados 60 parceiros comerciais. O Brasil foi incluído entre os países que, na avaliação das autoridades estadunidenses, não aplicariam de maneira suficientemente eficaz mecanismos para impedir a entrada de bens produzidos com trabalho forçado.

As conclusões foram contestadas pela CNI. Para a entidade, as justificativas apresentadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não correspondem às normas e práticas adotadas no Brasil.

A confederação sustenta que o país dispõe de uma legislação moderna para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado nas cadeias produtivas. Também afirma que o sistema jurídico brasileiro reúne instrumentos de fiscalização, responsabilização e proteção aos trabalhadores reconhecidos internacionalmente.

Diante do aumento das tarifas, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu o aprofundamento das tratativas entre os governos brasileiro e estadunidense. Segundo ele, o diálogo deve ser preservado, enquanto medidas emergenciais precisam ser construídas para reduzir os prejuízos enfrentados pelas empresas afetadas.

“Precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas”, afirmou.

A CNI informou ainda que mantém conversas com representantes do governo federal e com os segmentos econômicos mais atingidos. O objetivo é formular ações de curto prazo para minimizar os efeitos das novas cobranças sobre a indústria e as exportações brasileiras.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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