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FALANDO SÉRIO
Confúcio e a tentativa de monopolizar a esquerda; Fúria nega influência de Marcos Rocha; e Maurício Carvalho se irrita nos bastidores da União Progressista

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Disputas por palanque, ruídos internos e articulações ao Senado expõem tensões nas principais alianças de Rondônia

Por Herbert Lins - terça-feira, 28/07/2026 - 15h57

CARO LEITOR

O marketing eleitoral ensina uma lição recorrente: eleições não se vencem apenas pela soma de votos, mas pela coerência do projeto político. No tabuleiro eleitoral, alianças precisam transmitir identidade, confiança e propósito. Quem tenta agradar todos os campos ao mesmo tempo, mudando o discurso conforme a plateia, corre o risco de não convencer ninguém.

O eleitor costuma identificar quando um candidato abandona convicções para se adaptar às circunstâncias, e essa percepção alimenta dúvidas sobre sua firmeza e credibilidade. A estratégia do “candidato camaleão” pode parecer vantajosa no curto prazo, mas frequentemente cobra um preço elevado nas urnas.

Em contrapartida, candidatos que demonstram unidade, lealdade ao grupo político e clareza de objetivos fortalecem sua imagem perante o eleitorado. Mais do que ampliar apoios, uma candidatura competitiva precisa inspirar confiança de que possui direção, consistência e capacidade de liderar um projeto coletivo até a vitória.

CAMALEÃO

O candidato camaleão é aquele que sobe em vários palanques, adapta o discurso conforme a plateia e tenta agradar grupos rivais. Na busca por votos de todos, transmite falta de convicção, gera desconfiança e enfraquece a própria credibilidade.

SINÔNIMO

Ser camaleão na política não é sinônimo de habilidade eleitoral, mas de falta de coerência. Quem muda de lado e de discurso para agradar diferentes plateias transmite insegurança, enfraquece a própria identidade e compromete a confiança do eleitor.

PERDE

O candidato camaleão raramente vence porque abre mão da coerência para agradar a todos. Ao mudar de discurso e de lado conforme a conveniência, perde identidade, desperta desconfiança no eleitor e enfraquece a própria candidatura nas urnas.

COMPROMETER

As redes sociais expõem disputas por vagas ao Senado em diversos grupos políticos. Quando prevalecem conflitos e vaidades, a imagem de unidade se desfaz. Em eleição, desunião cobra um preço alto e pode comprometer tanto a chapa majoritária quanto a proporcional.

DESGASTE

A primeira divergência ocorreu entre os pré-candidatos Bruno Bolsonaro Scheid e Fernando Máximo, ambos do PL, pela definição do número de urna. O impasse foi suficiente para levar Bruno a não comparecer à convenção estadual do partido, evidenciando o desgaste interno da legenda bolsonarista.

SELARAM

Após superarem o impasse sobre o número de urna, Bruno Bolsonaro Scheid (PL) e Fernando Máximo (PL) selaram a paz. Os dois apareceram abraçados ao lado do senador Marcos Rogério (PL) na Convenção Nacional do PL, que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

IMPASSE

Falando em impasse, bolsonaristas de raiz não escondem o incômodo com o apoio considerado parcial do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), à chapa bolsonarista. Para esse grupo, o prefeito prioriza Marcos Rogério (PL) e Fernando Máximo (PL), desprezando o nome de Bruno Bolsonaro Scheid (PL).

DÚVIDA

O prefeito Léo Moraes (Podemos) deixou Bruno Bolsonaro Scheid (PL) fora de sua estratégia para o Senado e passou a sinalizar apoio a Confúcio Moura (MDB), mantendo uma ponte com o Governo Lula (PT). A dúvida que fica é: pragmatismo político ou comportamento camaleônico?

RUÍDOS

As redes sociais ampliaram os ruídos entre o presidente da federação União Progressista, deputado federal Maurício Carvalho (União Brasil), e a deputada federal Sílvia Cristina (PP). O motivo seria a sinalização de apoio da parlamentar à pré-candidatura de Adailton Fúria (PSD), em vez de Hildon Chaves (União Brasil), nome da própria federação ao Governo de Rondônia.

INSATISFAÇÃO

O presidente da federação União Progressista, Maurício Carvalho (União Brasil), demonstrou forte insatisfação aos dirigentes nacionais Antonio Rueda e Ciro Nogueira após o evento de 11 de julho, no Clube Vera Cruz, em Ji-Paraná, que marcou o lançamento da pré-candidatura de Sílvia Cristina (PP) ao Senado.

ESPERA

O atraso de cerca de 40 minutos de Hildon Chaves (União), Maurício Carvalho (União Brasil) e Mariana Carvalho (Republicanos) ao evento de Sílvia Cristina (PP), no Clube Vera Cruz, foi atribuído à espera pela saída do pré-candidato Adailton Fúria (PSD) da entrada do local.

DESCONFIANÇA

Na semana seguinte, a pré-candidata ao Senado Sílvia Cristina (PP), da federação União Progressista, participou de uma reunião em que fez elogios a Adailton Fúria (PSD). O gesto ampliou a cizânia interna e reforçou a desconfiança entre aliados da chapa liderada por Hildon Chaves (União Brasil).

EXTERNOU

O deputado federal Maurício Carvalho (União) externou sua insatisfação com os episódios, sem indicar qualquer exclusão de Sílvia Cristina da disputa ao Senado pela federação União Progressista. O caminho agora é buscar mediadores neutros para superar o impasse.

POSSUI

A candidata Sílvia Cristina (PP) precisa entender que já possui forte apoio no interior e necessita ampliar sua votação na capital para se eleger senadora. Não será o pré-candidato Adailton Fúria (PSD), aliado político do governador Coronel Marcos Rocha (PSD), quem lhe garantirá esses votos.

DESEMPENHO

Sílvia Cristina precisa observar o desempenho do pré-candidato ao Senado Luis Fernando (PSD) nas pesquisas de intenção de voto, do mesmo grupo de Adailton Fúria (PSD) e aliado do governador Coronel Marcos Rocha (PSD). As pesquisas revelam diferenças importantes entre a força eleitoral na capital e no interior.

MATEMÁTICA

A pré-candidata ao Senado Sílvia Cristina (PP) precisa ampliar sua presença na capital. Para isso, o apoio de Hildon Chaves (União), Mariana Carvalho (Republicanos), Maurício Carvalho (União) e Ieda Chaves (União) pode ser decisivo. Na política, a matemática do poder também define vitórias.

NEGA

Falando em apoio, Adailton Fúria (PSD) nega ser o candidato do governador Marcos Rocha (PSD). Mas convence a quem? Rocha preside o PSD em Rondônia e indicou Everton Leoni (PSD) para candidato a vice-governador e Luis Fernando (PSD) ao Senado na mesma chapa. Negar a influência do governador desafia os fatos.

CONVENCER

Quer convencer a quem de que não é aliado de Coronel Marcos Rocha? A primeira grande reunião de Adailton Fúria (PSD), na Villa Privilege, reuniu cerca de mil comissionados sob a articulação do chefe da Casa Civil, Elias Rezende. Sem contar os CDS indicados por Fúria no governo.

ESQUERDA

Na esquerda, o cenário também foi marcado por impasses. As divergências surgiram quando o senador Confúcio Moura (MDB) articulou para se tornar o único candidato ao Senado do campo progressista, ampliando as tensões entre os aliados.

CONTOU

Confúcio Moura (MDB) tentou, primeiro, via Brasília, inviabilizar a candidatura da jornalista Luciana Oliveira (PT) ao Senado. Depois, contou com a decisão da Justiça Eleitoral que manteve Acir Gurgacz (PDT) fora da disputa. Já PSB, PV, PDT e a federação partidária Rede/PSOL decidiram lançar pré-candidaturas próprias ao Senado.

REVIRAVOLTA

Na convenção do PT, houve uma reviravolta: a jornalista Luciana Oliveira (PT) foi reconduzida como candidata ao Senado. O PDT confirmou o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), que disputará sub judice. Já o PSB surpreendeu ao manter a pré-candidatura de Neidinha Suruí ao Senado.

REAÇÃO

A decisão da Justiça Eleitoral que manteve o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) fora da disputa provocou forte reação entre seus apoiadores, que a consideram excessivamente rigorosa e defendem que o eleitor deveria ter a oportunidade de decidir nas urnas, preservado o devido processo legal.

INTENSIFICA

O pré-candidato a deputado federal Célio Lopes (União) intensifica reuniões em Porto Velho ao lado do pré-candidato ao Senado Acir Gurgacz (PDT), reafirmando uma parceria construída na lealdade. Em um cenário de trocas de lado por conveniência, Célio mantém firme o compromisso político com Gurgacz.

MÁQUINA

Máquina pública pesa, sobretudo para quem sabe transformá-la em capital político. O prefeito Léo Moraes (Podemos) reuniu cerca de 500 pessoas ao lado do vereador Wanoel Martins (PSD) em ato pró-Marcos Rogério (PL), Fernando Máximo (PL), Jaime Gazola (Podemos) e Paulo Moraes Júnior (Podemos).

ENTREGA

Após um ano e meio de gestão, o prefeito Léo Moraes (Podemos) anuncia a entrega da UBS Pedacinho de Chão, obra iniciada na administração de Hildon Chaves (União). A unidade ganha instalações modernas para consultas, pré-natal, exames preventivos e outros atendimentos.

DESPONTA

Edwilson Negreiros desponta como um dos nomes mais competitivos do Podemos na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Com potencial para chegar junto de Paulo Moraes (Podemos), pode recolocar a família Negreiros no Parlamento estadual após anos de ausência.

SÉRIO

Falando sério, indigna ver candidatos que mudam de discurso e de palanque conforme a conveniência. Hoje abraçam um grupo, amanhã exaltam o adversário. Essa camuflagem política revela oportunismo, fragiliza a confiança do eleitor e transforma princípios em mera moeda eleitoral.

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AUTOR: HERBERT LINS





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