Informa Rondônia

CASOS DE SARAMPO
Cobertura vacinal abaixo da meta acende alerta após São Paulo registrar 16 casos de sarampo

🛠️ Acessibilidade:

Maioria dos pacientes é formada por bebês de até um ano; campanha amplia imunização em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo

Por Yan Simon - terça-feira, 04/08/2026 - 07h51

Porto Velho, RO – A baixa adesão à segunda dose da vacina tríplice viral mantém autoridades de saúde em alerta no estado de São Paulo. Enquanto a meta definida pelo Ministério da Saúde é de 95%, a cobertura registrada chega a 77,5% na primeira aplicação e cai para 65,5% na segunda.

O cenário ganhou atenção após a confirmação de 16 casos de sarampo em território paulista neste ano. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 3 de agosto, pela Secretaria de Estado da Saúde.

Entre os pacientes diagnosticados, dez são bebês com até um ano de idade. Os outros seis casos envolvem adultos entre 20 e 50 anos. Ao todo, foram infectados sete homens e nove mulheres.

A maior concentração foi verificada na capital paulista, onde 13 ocorrências foram identificadas. São Bernardo do Campo contabilizou dois casos, enquanto Guarulhos registrou um.

Diante das confirmações, os três municípios passaram a integrar uma estratégia ampliada de vacinação contra a doença. Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a imunização será reforçada para pessoas com idade entre seis meses e 59 anos.

A medida faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação 2026, iniciada nesta segunda-feira. A mobilização seguirá até 1º de setembro e busca elevar os índices de cobertura vacinal em todo o país.

Além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, serão disponibilizadas doses contra BCG, hepatite B, poliomielite, rotavírus, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, hepatite A e HPV.

Também fazem parte da campanha as vacinas pentavalente, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY e DTP.

Considerado altamente contagioso, o sarampo é uma infecção viral aguda que pode provocar complicações graves, deixar sequelas e, em casos mais severos, levar à morte.

A transmissão ocorre pelo ar ou por gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A disseminação pode ocorrer rapidamente, principalmente em locais fechados ou com grande circulação de pessoas.

Entre os sinais mais comuns estão febre superior a 38,5 graus, manchas vermelhas que geralmente começam no rosto e atrás das orelhas, tosse seca, irritação nos olhos e mal-estar intenso.

A vacinação permanece como a principal forma de prevenção e controle da doença. As vacinas tríplice viral e tetraviral, que também protege contra a varicela, são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





COMENTÁRIOS: