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Hildon amplia rede de apoios; Netto recebe quase R$ 2 milhões do FEFC; e proporcionais têm repasses muito desiguais

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Estratégias na disputa ao Governo, desgaste de Fúria, agenda de debates e diferenças na distribuição do FEFC entre partidos e candidaturas completam a coluna

Por Herbert Lins - sexta-feira, 18/09/2026 - 15h29

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Prof. Herbert Lins – MTE 1143

Na eleição, ganha quem erra menos e vence quem sabe evitar os tropeços que podem custar a vitória

CARO LEITOR, em eleição, nem sempre vence quem faz mais barulho, promete mais ou aparece mais. Muitas vezes, o resultado é definido por uma regra simples e implacável: ganha a eleição o candidato que erra menos. A política cobra caro por cada passo em falso, especialmente quando a disputa se aproxima da reta final. Um candidato pode ter dinheiro, estrutura, tempo de televisão, aliados e pesquisas favoráveis. Mas uma declaração infeliz, uma escolha equivocada, uma aliança mal explicada ou uma promessa sem lastro podem custar caro. Da mesma forma, adversários também erram, e o eleitor observa, compara e decide. Por isso, campanha eleitoral não é apenas uma disputa para conquistar votos; é também uma batalha permanente para não os perder. Quem entende isso administra melhor a exposição, mede palavras, escolhe prioridades e evita transformar pequenos problemas em grandes crises. No fim, a urna não premia necessariamente quem fez tudo certo. Premia quem conseguiu atravessar a campanha com menos erros, preservar confiança e chegar ao voto com sua imagem de pé. Na política, às vezes, vencer é simplesmente não tropeçar onde o adversário caiu.

Confronto

Há candidato que não precisa entrar em bola dividida e nem chamar o problema para si. Na eleição majoritária, cada confronto pode abrir uma crise, enquanto o adversário pode se desgastar sozinho.

Energia

Às vezes, jogar parado também é estratégia: falar quando necessário, responder sem comprar briga e deixar que os outros errem. Em uma disputa longa, preservar energia, imagem e votos pode valer mais do que atacar.

Vantagem

Na política, nem sempre ganha quem ataca mais. Muitas vezes, leva vantagem quem atravessa a campanha sem oferecer ao adversário a chance de transformar um erro pontual em uma crise capaz de mudar a disputa.

Evita

Na minha leitura, Marcos Rogério (PL) é o candidato a governador que menos erra nesta eleição. O senador evita entrar em toda bola dividida, não alimenta provocações e prefere não transformar adversários em protagonistas da sua campanha.

Postura

Marcos Rogério (PL) adotou uma postura mais propositiva, concentrando sua comunicação nas ideias que apresenta para Rondônia. Seu plano reúne 228 projetos em dez eixos, com metas, responsáveis e citando fontes de recursos para a execução.

Confrontando

Enquanto outros candidatos gastam energia se confrontando para chegar ao segundo turno, Marcos Rogério (PL) procura manter o foco no que pretende fazer. É uma estratégia de campanha que reduz exposição a conflitos e preserva o discurso para o eleitor.

Marketing

Também merece registro o trabalho da equipe de marketing do candidato a governador Marcos Rogério (PL). A comunicação mantém uma linha coerente, com foco no candidato, nas propostas e na construção de uma imagem menos dependente do confronto direto com os adversários.

Núcleo

O mesmo vale para o núcleo estratégico da campanha de Marcos Rogério (PL). Há sinais de disciplina na condução política, escolha dos momentos de exposição e definição das batalhas que merecem ser enfrentadas. Em eleição, saber onde não entrar também é estratégia.

Futebol

No futebol eleitoral, nem toda bola precisa ser disputada. Às vezes, o jogador mais inteligente é justamente aquele que preserva posição, evita a dividida desnecessária e deixa o adversário correr atrás do próprio erro.

Desgaste

A candidatura de governador de Adailton Fúria (PSD) dá sinais de desgaste. A sequência de erros de campanha, atritos internos e mudanças na estratégia começa a cobrar seu preço, justamente quando a disputa entra em sua fase decisiva.

Pesado

O desgaste com aliados e a debandada de apoiadores que antes orbitavam Adailton Fúria (PSD) começam a deixar marcas. Na política, quando o entorno esvazia, o candidato perde musculatura e cada passo até a urna fica mais pesado.

Ruídos

Na política, campanha também é administração de erros. Quando problemas se acumulam, aliados se afastam e decisões estratégicas passam a gerar mais ruído que votos, a candidatura perde oxigênio. É o cenário que Fúria precisa enfrentar nesta reta final.

Sinais

Enquanto Adailton Fúria (PSD) enfrenta sinais de perda de apoio e desgaste entre aliados, Hildon Chaves (União) amplia sua rede de apoios políticos. O movimento nos bastidores evidencia uma disputa em que alianças podem pesar tanto quanto votos.

Impacto

Hildon Chaves (União) vem agregando apoios em diferentes regiões de Rondônia, ampliando seu espaço político enquanto Adailton Fúria (PSD) lida com defecções. Em campanha majoritária, cada liderança que chega de um lado ou sai do outro produz impacto no tabuleiro.

Debate

O portal Rondoniaovivo promove hoje (18), às 20h, um debate com os candidatos ao Governo de Rondônia, em formato inédito. O encontro será no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, com transmissão ao vivo e telão na área externa para o público.

Confirmou

Hildon Chaves (União) não participará do debate do Rondoniaovivo, alegando compromisso de agenda no interior. O candidato, porém, confirmou presença nos próximos confrontos da SIC TV, no dia 21, e da TV Rondônia, no dia 29, em rede.

Sabatina

Nesta sexta-feira, às 21h, a TV Norte promove uma sabatina com candidatos a vice-governador. A proposta amplia o espaço para o eleitor conhecer ideias, posições e o papel de quem poderá assumir o Governo na ausência do titular eleito.

FEFC

PT, PV, PCdoB e PSOL também disputam as eleições com recursos do FEFC, fundo público destinado ao financiamento de campanhas. Em 2026, a União destinou R$ 4,96 bilhões ao Fundo, distribuídos entre os partidos conforme critérios definidos pela legislação eleitoral.

Expedito

O candidato a governador Expedito Netto (PT) recebeu R$ 1.867.824,65 do FEFC repassado pelo PT e outros R$ 72 mil do PSOL. Já o vice, Luiz Teodoro (PSOL), segue com a prestação de contas zerada no DivulgaCand2026.

Senado I

A candidata ao Senado Luciana Oliveira (PT) recebeu R$ 1.588.286,27 do FEFC, além de doações de pessoas físicas. Os suplentes Toninho Masioli e Dr. Paulo Nunes seguem com a prestação de contas zerada no DivulgaCand2026.

Senado II

O candidato ao Senado Aires Mota (PV) recebeu R$ 300 mil do FEFC. Os suplentes Toco do STICCERO e Lázaro da Saúde seguem, até o momento, com a prestação de contas zerada no DivulgaCand2026.

PT I

Entre as candidatas a deputada federal pelo PT, os repasses do FEFC foram distribuídos assim: Sara Maria recebeu R$ 70 mil; Professora Márcia Regina, R$ 257 mil; e Elzilene da CUT, R$ 389 mil.

PT II

Entre os candidatos a deputado federal pelo PT, Ramon Cujui e Jabá Moreira receberam R$ 71 mil cada. Israel Trindade recebeu R$ 178 mil, enquanto Anselmo de Jesus recebeu R$ 714 mil do FEFC.

Estadual

Na disputa para deputado estadual, candidatos da Federação PT/PV/PCdoB receberam recursos do FEFC. André do Sindicato, Cidão do PT, Sid Orleans e Claudinei Tijolão receberam R$ 23 mil cada; Nubia Fernandes, R$ 30 mil.

Diferença

Giovana Barros recebeu R$ 110 mil do FEFC. Fátima Cleide e Professora Léo Simão receberam R$ 291 mil cada. Claudinha de Jesus recebeu R$ 650 mil. Os valores mostram a diferença na distribuição dos recursos.

PV

Na federação com PT e PCdoB, o PV lançou dois candidatos a deputado federal. André Brito recebeu R$ 1.747,50 do FEFC, enquanto Graça Rocha recebeu R$ 35 mil. O PCdoB, por sua vez, não lançou candidatos proporcionais em Rondônia.

Fundo

Na disputa para deputado estadual pelo PV, apenas Adriana Bandeira e Simone Martines receberam repasses do FEFC, de R$ 15 mil cada. Os outros quatro candidatos da legenda não receberam recursos do fundo até o momento.

PSOL

O PSOL lançou chapa completa para deputado federal. Na distribuição do FEFC, Carlos Magno e Geneci Gonçalves receberam R$ 21 mil cada. Os demais candidatos tiveram repasses em valores distintos ou ainda aparecem sem recursos.

Seguem

Fábio Júnior recebeu R$ 14 mil do FEFC; Danny Paixão, R$ 22 mil; Lili Rodrigues, R$ 24 mil; e Jaqueline Rocha, R$ 1.200. João Guincho, Josué Shockness e Professor Angelin seguem com prestação de contas zerada no DivulgaCand2026.

Registrou

O PSOL registrou dez candidatos a deputado estadual, e todos receberam recursos do FEFC. F. Cunha, Jair da 204, José Ironildo e Sérgio Ferreira receberam pouco mais de R$ 6 mil cada.

Revela

Professor David Oliveira recebeu R$ 9 mil; Joelma Leandro, R$ 8 mil; e Professora Alexia, R$ 10 mil do FEFC. A distribuição dos recursos revela diferentes níveis de repasse entre os candidatos da legenda.

Evidência

Os números do DivulgaCand2026 colocam em evidência não apenas quem recebeu recursos do FEFC, mas também quem ainda aparece com prestação de contas zerada. A distribuição do fundo revela escolhas e prioridades dentro das legendas.

Sério

Falando sério, no tabuleiro eleitoral, os sinais estão cada vez mais claros: enquanto alguns candidatos evitam bolas divididas e acumulam apoios, outros tropeçam nos próprios erros e perdem aliados. Entre debates, FEFC e estratégias, uma regra permanece: na urna, cada movimento conta e cada erro também para fazer do candidato um vencedor.

Rodapé da coluna

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AUTOR: HERBERT LINS





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