Maratona de inovação promovida pela Prefeitura reúne 12 equipes na Biblioteca Francisco Meireles e desafia participantes a desenvolver projetos voltados à reciclagem, sustentabilidade e valorização dos catadores
Porto Velho, RO – Com 68 participantes divididos em 12 equipes, a segunda edição do Béra Hackathon mobilizou estudantes, profissionais e empreendedores em Porto Velho para desenvolver soluções tecnológicas destinadas aos desafios da cadeia de resíduos sólidos. A programação foi iniciada na sexta-feira (14), na Biblioteca Municipal Francisco Meireles, e segue até domingo (16), quando os projetos serão avaliados por uma banca de especialistas.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Agência Reguladora e de Desenvolvimento de Porto Velho (ARDPV), em parceria com o Sebrae/RO e a Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa (SMTI). Nesta edição, a maratona está vinculada ao Pró-Catador e concentra os trabalhos em sustentabilidade, economia circular, reciclagem e valorização dos trabalhadores que atuam com materiais recicláveis.
Participam da competição as equipes Samaúma, Recicl App, PortoRec, Amazonic Tecnologies, Eco.ro, Pangiz, Catação PVH, PVH Teach, Ecolink, Causos, Café Verde e Madeira Hacker Club (MHC).
Os grupos precisam apresentar propostas relacionadas a quatro desafios. O Origem Limpa busca ampliar a quantidade de materiais recicláveis e diminuir rejeitos ainda na origem. O Catador 4.0 prevê o uso de tecnologia para elevar produtividade e renda. Já o Rota Circular está direcionado à melhoria da logística dos recicláveis, enquanto o Amazônia Circular trabalha rastreabilidade, dados e novas possibilidades de geração de receita.
Ao longo de aproximadamente dois dias e meio, as equipes passam por etapas de desenvolvimento, testes e validação dos projetos. Os participantes recebem acompanhamento de mentores, profissionais especializados, empreendedores e representantes de cooperativas.
O analista de inovação do Sebrae, Rangel Miranda, afirmou que a proposta da edição é integrar diferentes setores na busca por respostas aplicáveis aos problemas enfrentados na cadeia de resíduos sólidos. Segundo ele, academia, sociedade civil, empresas e poder público são aproximados pelo evento com o objetivo de estimular a inovação e o surgimento de novos negócios em Rondônia, especialmente em Porto Velho.
“Estamos na segunda edição e, neste ano, trabalhando especialmente a cadeia de resíduos sólidos”, afirmou. De acordo com Rangel, o encontro busca concentrar pessoas com diferentes conhecimentos para elaborar alternativas práticas relacionadas ao Pró-Catador.
Entre os participantes está João Henrique, estudante de Ciência da Computação e integrante da equipe Café Verde. Após participar da edição anterior, ele retornou à competição neste ano com a intenção de aplicar o aprendizado obtido na primeira experiência.
João avaliou que a participação anterior contribuiu para a formação acadêmica da equipe e permitiu o desenvolvimento de uma solução durante a maratona. Para esta edição, o grupo pretende utilizar o conhecimento acumulado para apresentar uma proposta adequada ao desafio apresentado.
“Nossa expectativa é desenvolver uma solução que realmente responda ao problema apresentado e, quem sabe, nos leve à vitória”, disse.
Outro estudante de Ciência da Computação, Cauan Alexandre, participa com a equipe Madeira Hacker Club (MHC). Antes do início do evento, o grupo analisou o edital e pesquisou alternativas que poderiam ser utilizadas durante a competição.
Segundo Cauan, a equipe pretende criar uma solução sustentável que utilize tecnologia para auxiliar catadores de Porto Velho e de outras regiões de Rondônia, facilitando o trabalho e contribuindo para o aumento da produtividade. Algumas possibilidades já haviam sido pesquisadas antes da abertura oficial da maratona e passaram a ser desenvolvidas durante a programação.
Para o superintendente municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa, Cezar Marini, o Béra Hackathon também funciona como instrumento de estímulo ao empreendedorismo e aproxima recursos tecnológicos de demandas da administração pública e da população.
Marini explicou que a intenção é incentivar startups e estudantes interessados no desenvolvimento de soluções inovadoras. Segundo ele, a tecnologia deve funcionar como ferramenta para ampliar a escala dos projetos e permitir que os resultados cheguem diretamente à população.
“A intenção é fomentar o empreendedorismo e soluções inovadoras, estimulando startups e também estudantes que querem se desenvolver nessas áreas”, declarou.
A experiência realizada em 2025 também foi citada pelo superintendente. Na edição anterior, 23 equipes participaram da maratona e apresentaram diferentes projetos tecnológicos. A proposta vencedora utilizou inteligência artificial para enfrentar dificuldades relacionadas à análise de processos e à elaboração de minutas.
O prefeito Léo Moraes afirmou que a integração entre estudantes, universidades, empreendedores, poder público e iniciativa privada permite direcionar conhecimento para problemas concretos enfrentados pelo município.
Para o prefeito, a edição deste ano acrescenta à inovação tecnológica uma preocupação com a reciclagem e com a atividade exercida por trabalhadores que obtêm renda por meio da coleta de materiais recicláveis. Ele afirmou que a administração pretende ampliar iniciativas capazes de transformar projetos desenvolvidos durante eventos como o hackathon em resultados para a cidade.
“O mais importante é ver conhecimento e criatividade sendo colocados a serviço das pessoas”, afirmou Léo Moraes.
A etapa final está marcada para domingo (16). Os grupos apresentarão as soluções desenvolvidas durante o Béra Hackathon a uma banca avaliadora, responsável pela escolha dos três melhores projetos.
Além do reconhecimento aos vencedores, está prevista premiação. A equipe que conquistar o primeiro lugar receberá uma viagem, com despesas custeadas pelo Sebrae, para participar de um evento nacional de inovação.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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