Informa Rondônia
INOVAÇÃO

Béra Hackathon reúne 68 participantes em Porto Velho para criar soluções para resíduos sólidos

Béra Hackathon reúne 68 participantes em Porto Velho para criar soluções para resíduos sólidos
Pronto
0%Atalhos: Espaço (play/pausa), S (parar), ←/→ (volta/avança)
🛠️ Acessibilidade:

Maratona de inovação promovida pela Prefeitura reúne 12 equipes na Biblioteca Francisco Meireles e desafia participantes a desenvolver projetos voltados à reciclagem, sustentabilidade e valorização dos catadores

Por Yan Simon - segunda-feira, 17/08/2026 - 07h17

Informa Rondônia Compartilhe esta reportagem
0 ações
Link copiado.

Porto Velho, RO – Com 68 participantes divididos em 12 equipes, a segunda edição do Béra Hackathon mobilizou estudantes, profissionais e empreendedores em Porto Velho para desenvolver soluções tecnológicas destinadas aos desafios da cadeia de resíduos sólidos. A programação foi iniciada na sexta-feira (14), na Biblioteca Municipal Francisco Meireles, e segue até domingo (16), quando os projetos serão avaliados por uma banca de especialistas.

A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Agência Reguladora e de Desenvolvimento de Porto Velho (ARDPV), em parceria com o Sebrae/RO e a Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa (SMTI). Nesta edição, a maratona está vinculada ao Pró-Catador e concentra os trabalhos em sustentabilidade, economia circular, reciclagem e valorização dos trabalhadores que atuam com materiais recicláveis.

Participam da competição as equipes Samaúma, Recicl App, PortoRec, Amazonic Tecnologies, Eco.ro, Pangiz, Catação PVH, PVH Teach, Ecolink, Causos, Café Verde e Madeira Hacker Club (MHC).

Os grupos precisam apresentar propostas relacionadas a quatro desafios. O Origem Limpa busca ampliar a quantidade de materiais recicláveis e diminuir rejeitos ainda na origem. O Catador 4.0 prevê o uso de tecnologia para elevar produtividade e renda. Já o Rota Circular está direcionado à melhoria da logística dos recicláveis, enquanto o Amazônia Circular trabalha rastreabilidade, dados e novas possibilidades de geração de receita.

Ao longo de aproximadamente dois dias e meio, as equipes passam por etapas de desenvolvimento, testes e validação dos projetos. Os participantes recebem acompanhamento de mentores, profissionais especializados, empreendedores e representantes de cooperativas.

O analista de inovação do Sebrae, Rangel Miranda, afirmou que a proposta da edição é integrar diferentes setores na busca por respostas aplicáveis aos problemas enfrentados na cadeia de resíduos sólidos. Segundo ele, academia, sociedade civil, empresas e poder público são aproximados pelo evento com o objetivo de estimular a inovação e o surgimento de novos negócios em Rondônia, especialmente em Porto Velho.

“Estamos na segunda edição e, neste ano, trabalhando especialmente a cadeia de resíduos sólidos”, afirmou. De acordo com Rangel, o encontro busca concentrar pessoas com diferentes conhecimentos para elaborar alternativas práticas relacionadas ao Pró-Catador.

Entre os participantes está João Henrique, estudante de Ciência da Computação e integrante da equipe Café Verde. Após participar da edição anterior, ele retornou à competição neste ano com a intenção de aplicar o aprendizado obtido na primeira experiência.

João avaliou que a participação anterior contribuiu para a formação acadêmica da equipe e permitiu o desenvolvimento de uma solução durante a maratona. Para esta edição, o grupo pretende utilizar o conhecimento acumulado para apresentar uma proposta adequada ao desafio apresentado.

“Nossa expectativa é desenvolver uma solução que realmente responda ao problema apresentado e, quem sabe, nos leve à vitória”, disse.

Outro estudante de Ciência da Computação, Cauan Alexandre, participa com a equipe Madeira Hacker Club (MHC). Antes do início do evento, o grupo analisou o edital e pesquisou alternativas que poderiam ser utilizadas durante a competição.

Segundo Cauan, a equipe pretende criar uma solução sustentável que utilize tecnologia para auxiliar catadores de Porto Velho e de outras regiões de Rondônia, facilitando o trabalho e contribuindo para o aumento da produtividade. Algumas possibilidades já haviam sido pesquisadas antes da abertura oficial da maratona e passaram a ser desenvolvidas durante a programação.

Para o superintendente municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa, Cezar Marini, o Béra Hackathon também funciona como instrumento de estímulo ao empreendedorismo e aproxima recursos tecnológicos de demandas da administração pública e da população.

Marini explicou que a intenção é incentivar startups e estudantes interessados no desenvolvimento de soluções inovadoras. Segundo ele, a tecnologia deve funcionar como ferramenta para ampliar a escala dos projetos e permitir que os resultados cheguem diretamente à população.

“A intenção é fomentar o empreendedorismo e soluções inovadoras, estimulando startups e também estudantes que querem se desenvolver nessas áreas”, declarou.

A experiência realizada em 2025 também foi citada pelo superintendente. Na edição anterior, 23 equipes participaram da maratona e apresentaram diferentes projetos tecnológicos. A proposta vencedora utilizou inteligência artificial para enfrentar dificuldades relacionadas à análise de processos e à elaboração de minutas.

O prefeito Léo Moraes afirmou que a integração entre estudantes, universidades, empreendedores, poder público e iniciativa privada permite direcionar conhecimento para problemas concretos enfrentados pelo município.

Para o prefeito, a edição deste ano acrescenta à inovação tecnológica uma preocupação com a reciclagem e com a atividade exercida por trabalhadores que obtêm renda por meio da coleta de materiais recicláveis. Ele afirmou que a administração pretende ampliar iniciativas capazes de transformar projetos desenvolvidos durante eventos como o hackathon em resultados para a cidade.

“O mais importante é ver conhecimento e criatividade sendo colocados a serviço das pessoas”, afirmou Léo Moraes.

A etapa final está marcada para domingo (16). Os grupos apresentarão as soluções desenvolvidas durante o Béra Hackathon a uma banca avaliadora, responsável pela escolha dos três melhores projetos.

Além do reconhecimento aos vencedores, está prevista premiação. A equipe que conquistar o primeiro lugar receberá uma viagem, com despesas custeadas pelo Sebrae, para participar de um evento nacional de inovação.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





COMENTÁRIOS: