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Porto Velho entrega primeiro Pocket Park em área antes usada para descarte de lixo

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Espaço instalado na avenida Calama recebeu paisagismo, bancos, iluminação e cobertura inspirada em paneiros amazônicos; novo projeto já está previsto para outro ponto da capital

Por Yan Simon - segunda-feira, 17/08/2026 - 07h21

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Porto Velho, RO – Uma área subutilizada da avenida Calama passou a contar com estrutura destinada ao lazer e à permanência de moradores após uma intervenção realizada pela Prefeitura de Porto Velho. O espaço, localizado ao lado do Instituto Federal de Rondônia (Ifro), foi entregue no sábado (15) como o primeiro Pocket Park da capital e substitui um ponto que anteriormente era utilizado para descarte irregular de resíduos.

A implantação reúne bancos integrados aos canteiros, iluminação, paisagismo, áreas permeáveis e uma cobertura de aproximadamente 58 metros quadrados. A estrutura foi inspirada nos paneiros de palha utilizados na Amazônia e faz parte de um projeto-piloto que poderá ser reproduzido em outras regiões do município.

Os trabalhos ficaram sob responsabilidade da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura. Servidores participaram desde a preparação e estabilização do terreno até a instalação de tubulações, montagem da estrutura e produção dos elementos decorativos.

Segundo o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, a proposta é reaproveitar locais pouco utilizados e impedir que voltem a se transformar em pontos de descarte irregular. Ele explicou que intervenções desse tipo funcionam como pequenas áreas de convivência inseridas em espaços urbanos que antes não tinham aproveitamento adequado.

O prefeito Léo Moraes afirmou que o local enfrentava problemas relacionados ao abandono e ao depósito irregular de lixo. De acordo com ele, a transformação possibilitou a criação de uma área voltada às famílias, com iluminação, vegetação e referências à cultura amazônica.

A identidade regional também foi incorporada à arquitetura. A cobertura é composta por peças confeccionadas pelos próprios servidores da Sesb com fitas de fibra sintética reciclada, escolhidas por apresentarem resistência às condições climáticas da região.

A disposição do material permite ainda a formação de desenhos de sombra no piso conforme a incidência da luz solar muda ao longo do dia. O recurso foi denominado no projeto de “sombras interativas”.

Giovanni Marini destacou que os paneiros foram usados como referência para reforçar características amazônicas na intervenção. Segundo ele, além da aparência do trançado, foi considerado um material capaz de suportar as condições climáticas locais.

A produção também aproveitou conhecimentos tradicionais mantidos por integrantes da equipe. Entre os servidores que participaram da confecção está Raimunda Nogueira, gari há 26 anos, que aprendeu a técnica de trançado ainda durante a infância com o pai.

O arquiteto e assessor executivo da Sesb, Alecsander de Souza, explicou que o conceito busca utilizar elementos encontrados na própria identidade do local como ponto de partida para cada projeto. Para ele, a arquitetura pode preservar referências existentes e atribuir novos significados ao espaço durante o processo de transformação.

“A arquitetura não precisa apagar a identidade de um lugar para transformá-lo”, afirmou Alecsander.

De acordo com o arquiteto, a proposta é que os próximos Pocket Parks também tenham características próprias, relacionadas ao ambiente onde forem implantados. O modelo da avenida Calama, denominado Paneiro, inaugura essa linha de intervenções.

Parte das plantas utilizadas no paisagismo foi produzida no Viveiro Municipal. Além da vegetação, foram instalados equipamentos destinados a permitir que moradores utilizem o local para descanso e convivência.

Giovanni informou ainda que todo o processo de implantação contou com participação direta das equipes da secretaria. “Tudo aqui foi execução da nossa secretaria, com os nossos servidores”, declarou.

Para Léo Moraes, a recuperação de terrenos sem utilização adequada amplia a quantidade de espaços públicos disponíveis para convivência. O prefeito afirmou que a intenção é continuar promovendo intervenções semelhantes em outras áreas de Porto Velho.

O Pocket Park da avenida Calama servirá como referência para novas estruturas. O segundo projeto já está concluído e deverá ser implantado no encontro das ruas Algodoeiro e Abacateiro, conforme informou o secretário executivo de Serviços Básicos.

“Esse é o primeiro e o segundo já está com o projeto pronto. A implantação será na Algodoeiro com a Abacateiro”, disse Giovanni.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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