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Scheid aciona Justiça contra áudio ‘fake’ atribuído a ele; Maurício Carvalho e Jesualdo com chances pela UP; e MDB pode repetir jejum de 1998

Scheid aciona Justiça contra áudio 'fake' atribuído a ele; Maurício Carvalho e Jesualdo com chances pela UP; e MDB pode repetir jejum de 1998
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Coluna explica os dois votos para o Senado, discute a representação de Porto Velho e das mulheres, aborda áudio atribuído a Bruno Scheid e o uso de IA e projeta o desempenho de UP, Republicanos, MDB e PT na Câmara Federal

Por Herbert Lins - quinta-feira, 01/10/2026 - 09h18

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Prof. Herbert Lins – MTE 1143

Dois votos para o Senado e uma pergunta: Porto Velho terá vez na bancada?

CARO LEITOR, hoje é dia de #TBT, mas vamos quebrar a regra de não trazer tema do passado. Afinal, há uma falha do presente que precisa ser lembrada: candidatos ao Senado, partidos, federações e até o próprio TSE parecem não estar comunicando com clareza uma informação básica da eleição de 2026: o eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, pois serão renovadas duas das três cadeiras destinadas a cada estado. É uma informação essencial, mas que pouco aparece na comunicação eleitoral. Em vez de transformar a regra em conteúdo educativo, muitas campanhas continuam presas ao discurso convencional, enquanto o eleitor pode chegar à urna sem saber que terá dois votos para o Senado. Marketing eleitoral também é serviço: informar corretamente faz parte da disputa, mas, sobretudo, respeita o eleitor e evita que a urna vire teste de memória.

Urna

Na urna eletrônica, o eleitor votará primeiro para deputado federal, depois para deputado estadual. Em seguida, fará dois votos para o Senado – um para cada vaga em disputa. Na sequência, votará para governador e, por último, para presidente da República.

Atenção

O voto para o Senado merece atenção porque o senador exerce mandato de oito anos e participa da elaboração das leis, da fiscalização do governo e de decisões exclusivas da Casa, como a aprovação de determinadas autoridades e o julgamento de processos de impeachment. Em 2026, cada eleitor escolherá dois senadores.

Mulher

Falando em Senado, há um dado que Rondônia parece ter colocado no fundo da gaveta: a última mulher eleita senadora pelo estado foi Fátima Cleide (PT), em 2002. Nascida em Porto Velho, ela foi a primeira mulher rondoniense a chegar ao Senado.

Representação I

Hoje, as três cadeiras de Rondônia no Senado são ocupadas por homens. A representação é majoritariamente identificada com o interior, enquanto Porto Velho, que concentra o maior eleitorado do estado, segue sem um senador que tenha construído sua trajetória política na capital.

Representação II

É nesse vácuo de representação que Mariana Carvalho (Republicanos) retorna à disputa. Vereadora de Porto Velho em 2008, candidata à Prefeitura em 2012, deputada federal eleita em 2014 e reeleita em 2018, ela chegou novamente ao segundo turno municipal em 2024. Antes disso, em 2022, disputou o Senado e terminou em segundo lugar, com 263.559 votos, atrás de Jaime Bagattoli (PL), morador de Vilhena.

Maior

Eis a ironia: Porto Velho é o maior colégio eleitoral de Rondônia, mas quando o assunto é Senado parece continuar assistindo à disputa da arquibancada. Depois de 24 anos, a eleição de 2026 recoloca na mesa uma pergunta incômoda: a capital continuará elegendo representantes para todos os espaços, menos para o Senado? A resposta, desta vez, estará nos dois votos que cada eleitor terá para a Casa.

Mulheres

A capital tem duas mulheres disputando uma das vagas ao Senado. Luciana Oliveira (PT) no campo da esquerda e Mariana Carvalho (Republicanos) no campo da direita. Detalhe, Mariana é amiga pessoal do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Fake

Falando em Bolsonaro, o candidato ao Senado Bruno Scheid (PL) foi vítima de uma fake news e de uma representação criminal apresentada pela adversária Silvia Cristina (PP), por conta de um áudio vazado, supostamente atribuído a Bruno, sugerindo que, se a equipe não se empenhar, a “macaca” e o “doutorzinho” vão levar a eleição.

Repreendido

Presto consultoria em Marketing Eleitoral para Bruno Bolsonaro Scheid (PL) e já fui repreendido por chamar Dr. Fernando Máximo de “toca” ou “toquinha”. Bruno foi direto: “Professor, o toca ou toquinha tem nome: Fernando”. Por isso, não acredito na originalidade desse áudio.

Áudio

A suposta fala racista atribuída a Bruno Scheid (PL), em áudio apontado como produzido por inteligência artificial (IA), faria referência às candidatas ao Senado Silvia Cristina (PP) e Fernando Máximo (PL). O conteúdo é falso e estará sob apuração.

Cloraram

Clonaram a voz do candidato ao Senado Bruno Scheid (PL) para tentar incriminá-lo. O áudio atribuído a ele é questionado como falso e pode ter sido produzido com inteligência artificial. Hoje, clonar uma voz é tecnicamente simples.

IA

Basta reunir alguns segundos de uma entrevista, live ou vídeo de campanha e utilizar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) capaz de reproduzir características da voz. O resultado pode simular uma declaração que jamais foi pronunciada pelo candidato.

Tecnologia

No caso, o conteúdo atribuído a Bruno Scheid (PL) contém uma suposta ofensa racista. A questão central é justamente esta: o texto pode ter sido inserido artificialmente em uma voz que não disse aquilo. É a tecnologia sendo usada para fabricar uma fala.

Problema

O problema é que o áudio chega ao WhatsApp com aparência de vazamento. Um ruído de fundo, uma edição e o formato de mensagem de voz podem criar uma falsa sensação de autenticidade. Sem contexto, autoria ou arquivo original, o eleitor recebe apenas uma gravação.

Perícia

Como saber se é verdadeiro? Não basta ouvir e reconhecer a voz. É necessário verificar a origem do arquivo, analisar características técnicas e, quando necessário, recorrer à perícia. A aparência de autenticidade não transforma um áudio em prova.

Regras

O TSE já estabeleceu regras para conteúdos sintéticos produzidos ou manipulados por inteligência artificial. A Corte também definiu critérios para caracterizar deepfakes e proibiu seu uso na propaganda eleitoral para prejudicar ou favorecer candidatura.

Alerta

Os advogados de Bruno Scheid (PL) – Escritório Campanari, acionaram a Justiça Eleitoral. Enquanto o caso é apurado, fica o alerta: não compartilhe conteúdo de origem duvidosa. Na eleição da inteligência artificial, um áudio pode parecer verdadeiro sem jamais ter sido dito.

Projetando

A coluna segue projetando quem pode conquistar ou renovar mandato na Câmara dos Deputados, considerando FEFC, atuação parlamentar, emendas, campo ideológico, grupo político, base de apoio, recall eleitoral e pesquisas já divulgadas neste pleito atual.

UP

A federação União Progressista (UP), formada por União Brasil e PP, deve eleger Maurício Carvalho (União) – campão de votos na eleição, e Jesualdo Pires (PP). Thiago Flores (União), candidato à reeleição enfrenta dificuldades no seu reduto eleitoral por conta dos adversários Lúcio Mosquini (PL) e Rafael Fera (Podemos).

Deslanchar

Outro nome que poderia surpreender na UP é o ex-candidato a prefeito da capital Célio Lopes (União). Com R$ 869 mil de fundo eleitoral, somados aos R$ 1 milhão destinados à mãe, Marina da Pesca, candidata a estadual, ainda não conseguiu deslanchar a campanha rumo à Câmara dos Deputados.

Nominata

Os demais candidatos a deputado federal da União Progressista (UP), Dra Amália (União), Ellis Regina (União), Natan Donadon (União), Dr. Maiquy (PP) e Valéria Mota (PP), deverão cumprir o papel de calda da nominata para garantir o quociente eleitoral.

Republicanos

O Republicanos reúne nomes competitivos, como Coronel Braguim, o ex-prefeito e ex-deputado federal Dr. Mauro Nazif e o ex-deputado estadual Anderson Pereira. Ainda assim, minha leitura é de que a nominata não deve alcançar o quociente eleitoral.

Atingir

Na nominata de federal do Republicanos, também estão Missionária Mônica, da Igreja Universal, Elienai Pocidônio, Jônatas França, Ederson Deiró, Dorinha do Amauri dos Muletas e Dra. Vera Paixão ajudam a legenda na composição da nominata federal e o partido atingir a cláusula de desempenho.

MDB

Como hoje é dia de #TBT, vale lembrar 1998, quando o MDB não elegeu deputado federal em Rondônia. Vinte e oito anos depois, a legenda de Ulysses Guimarães pode repetir o desempenho, caso sua nominata não alcance o desempenho exigido.

Teste

A nominata de deputado federal do MDB reúne Ayel Muniz, Dr. Caio Machado, Dr. Pedraça, Fabrício Donizete, Galdiana Silva, Isac Wayuru, Luciana Bezerra, Mirla Reis e Ronilson Pelegrini. A eleição dirá se a chapa supera o teste das urnas.

PT

A nominata do PT à Câmara dos Deputados, mesmo com acesso a uma cifra milionária do FEFC, enfrenta dificuldades para converter recursos em votos e, na projeção atual, pode novamente ficar sem eleger deputado federal em Rondônia.

Força

A última eleição em que o PT elegeu deputados federais em Rondônia foi em 2010: Padre Ton teve 31.128 votos e Anselmo de Jesus, 64.792. Naquele pleito, a polarização política entre esquerda e direita ainda não tinha a força atual no estado.

Cumprir

A nominata petista reúne Anselmo de Jesus, Elzilene da CUT, Israel Trindade, Jabá Moreira, Professora Márcia Regina, Ramon Cujui e Sara Maria. A projeção é que a chapa consiga cumprir a cláusula de desempenho da legenda petista em 2026 agora.

Sério

Falando sério, no fim das contas, eleição não se ganha com discurso, dinheiro ou sobrenome: ganha quem consegue transformar estrutura em voto e voto em mandato. As urnas, como sempre, separarão a promessa da realidade. E, depois do #TBT, fica o recado: em eleição, quem erra menos costuma chegar mais longe.

Com informações de: Herbert Lins

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AUTOR: HERBERT LINS





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