Treinamento reuniu 34 trabalhadores e abordou higiene, prevenção de contaminações e procedimentos sanitários no processamento do fruto
Porto Velho, RO – Trinta e quatro profissionais que trabalham diretamente com o processamento de açaí em Porto Velho receberam orientações técnicas sobre cuidados necessários para reduzir riscos de contaminação e garantir maior segurança ao consumidor. O treinamento, realizado nos dias 12 e 13 de agosto, combinou atividades educativas e práticas sobre diferentes etapas da manipulação do fruto.
Entre os conteúdos apresentados estiveram a seleção e a lavagem do açaí, a higienização de ambientes, utensílios e equipamentos, além dos cuidados com tempo e temperatura durante o processamento. As recomendações foram fundamentadas nas normas sanitárias em vigor, especialmente na Resolução RDC nº 216/2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regulamenta as boas práticas para serviços de alimentação.
Também foram reforçados procedimentos destinados à prevenção de riscos relacionados à Doença de Chagas. As orientações contemplaram desde a escolha e higienização adequada dos frutos até as etapas finais de processamento.
Para contribuir com as ações de higienização, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) solicitou à Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) a disponibilização de 100 caixas de hipoclorito de sódio.
A capacitação contou com a participação de Heron Amaral Rocha, instrutor da Casa do Açaí da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de Belém, no Pará. A presença do profissional foi articulada pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Semusa em conjunto com o Sebrae, permitindo a troca de experiências relacionadas às práticas utilizadas no processamento do produto no estado paraense.
Segundo Heron, a proposta foi qualificar os manipuladores artesanais de Porto Velho para que o produto oferecido ao consumidor apresente menor risco de contaminação e seja processado conforme os procedimentos sanitários recomendados. O instrutor ressaltou que a aplicação correta de todas as etapas pode resultar na oferta de um alimento mais seguro. “O objetivo é qualificar os manipuladores artesanais de Porto Velho”, afirmou.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil Ribeiro, avaliou que o intercâmbio com profissionais experientes contribui para aperfeiçoar as orientações oferecidas no município. De acordo com ela, a troca de conhecimentos também ajuda a aprimorar as práticas adotadas por quem atua diretamente no processamento do açaí.
Para a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petillo Cardoso, a capacitação de trabalhadores que manipulam alimentos funciona como uma medida preventiva antes que o produto seja disponibilizado ao consumidor. Ela afirmou que a parceria amplia o conhecimento dos participantes e fortalece a aplicação das boas práticas sanitárias.
O prefeito Léo Moraes também relacionou a iniciativa à proteção da saúde da população. Segundo o prefeito, por estar presente na cultura e na alimentação dos moradores, o açaí precisa ser processado de acordo com os cuidados sanitários necessários. “Investir em conhecimento e prevenção é investir diretamente na saúde das pessoas”, declarou.
A atividade foi promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semusa, em parceria com o Sebrae. A organização ficou sob responsabilidade da Divisão de Vigilância, Licenciamento e Risco Sanitário (DVISA), vinculada ao Departamento de Vigilância em Saúde. A iniciativa teve como foco ampliar o conhecimento dos trabalhadores sobre higiene, manipulação e prevenção de contaminações durante o processamento do açaí in natura.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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