Estatal prevê concluir perfuração do poço Morpho em até 20 dias antes de estimar volume e analisar viabilidade comercial
Porto Velho, RO – A confirmação de petróleo no poço Morpho abre uma nova etapa de estudos da Petrobras na costa do Amapá. Apesar do resultado obtido durante a perfuração, ainda não há estimativa sobre a quantidade de óleo encontrada nem garantia de que a área poderá ser explorada comercialmente.
O poço está no bloco BM-FZA-59, na Margem Equatorial, em águas profundas, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá e cerca de 500 quilômetros da Foz do Amazonas. A lâmina d’água no local chega a 2.886 metros.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que os trabalhos já atingiram aproximadamente 3 mil metros em lâmina d’água e outros 3 mil metros em rocha. Ainda restam cerca de 1 mil metros de perfuração até que seja alcançado o fundo do poço.
A conclusão dessa etapa é esperada para ocorrer dentro de 15 a 20 dias. Somente depois disso poderão avançar as análises destinadas a dimensionar o volume de petróleo, identificar as características do reservatório e verificar se uma eventual produção apresenta condições técnicas e econômicas.
Segundo Magda, o resultado obtido até agora corresponde às expectativas construídas pela companhia após anos de estudos, aplicação de tecnologia e investimentos. A presidente afirmou que os trabalhos confirmaram um potencial relevante de petróleo na Margem Equatorial, especialmente na faixa marítima localizada diante do Amapá.
A atual campanha exploratória na região foi iniciada em agosto do ano passado. Desde então, de acordo com a presidente da estatal, aproximadamente US$ 3 bilhões já foram investidos pela Petrobras. O custo das operações de exploração gira em torno de US$ 1 milhão por dia.
Mesmo com a identificação de petróleo, a descoberta em um poço exploratório não representa automaticamente a existência de uma reserva com viabilidade comercial. A definição dependerá dos estudos que serão realizados depois da conclusão da perfuração.
A Petrobras pretende manter as atividades exploratórias na Margem Equatorial. Outros poços integram o planejamento da companhia para a região, enquanto pedidos de licenciamento para novas perfurações já foram encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Ao comentar as perspectivas da área, Magda disse que uma eventual produção poderá contribuir para a recomposição das reservas de petróleo da Petrobras e do país. “Se tudo der certo, e tudo está dando certo até agora”, afirmou ao abordar o andamento dos trabalhos.
A estatal é a operadora do bloco BM-FZA-59 e possui 100% de participação na área. O bloco foi adquirido em 2013, durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sob regime de concessão.
Durante visita à região, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou a descoberta e destacou a possibilidade de ampliação da produção nacional no futuro. Ao mesmo tempo, afirmou que a avaliação do potencial petrolífero da Margem Equatorial não substitui os investimentos brasileiros em fontes renováveis.
Segundo o presidente, os projetos relacionados a biocombustíveis e outras alternativas energéticas continuarão sendo desenvolvidos paralelamente à exploração de novas áreas de petróleo. “O país vai continuar sendo o país da inovação dos biocombustíveis”, declarou.
Com informações de: Agência Brasil
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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